-
Impactos Econômicos e Operacionais da Migração das demandas administrativas de Insulina Análoga de Ação Prolongada para o Tratamento do diabetes mellitus tipo 1 no âmbito estadual com a incorporação no Sistema Único de Saúde
- Voltar
Título
Impactos Econômicos e Operacionais da Migração das demandas administrativas de Insulina Análoga de Ação Prolongada para o Tratamento do diabetes mellitus tipo 1 no âmbito estadual com a incorporação no Sistema Único de Saúde
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Freitas KJM, Melo FS, Nonato AC, Souza CF, Mashki SF. Impactos Econômicos e Operacionais da Migração das demandas administrativas de Insulina Análoga de Ação Prolongada para o Tratamento do diabetes mellitus tipo 1 no âmbito estadual com a incorporação no Sistema Único de Saúde. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF101
Title
Economic and Operational Impacts of the Migration of Administrative Demands for Long-Acting Insulin Analogs for the Treatment of Type 1 Diabetes Mellitus at the State Level with Incorporation into the Unified Health System (SUS)
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF101
Resumo
Introdução: O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é um relevante problema de saúde pública, devido à gravidade, aos sintomas persistentes e aos recursos necessários para seu controle e complicações.1 Nos últimos anos, houve aumento nas solicitações administrativas e judiciais para fornecimento de insulinas análogas, se tornando um meio de acesso a medicamentos ainda não incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2019, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) recomendou a incorporação das insulinas análogas de ação prolongada (IAAP) para o tratamento do DM1, com publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).2 No final de 2024 a IAAP foi incluída na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS.3 e a partir da Nota Técnica Ministerial orientando a aquisição, distribuição e dispensação das IAAP,4 o que permitiu que as Secretarias de Estado da Saúde iniciassem o atendimento dos pacientes.Objetivo: Descrever o fluxo de migração da IAAP para o DM1, no âmbito de uma Secretaria de Estado da Saúde (SES) e avaliar os impactos econômicos, operacionais e administrativos da migração para o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) após sua incorporação no SUS. Métodos: Pesquisa exploratória, com base em informações de stakeholders com relação ao fluxo e alinhamentos com as unidades dispensadoras e farmácias de medicamentos especializados (FME). Foi realizado um levantamento, no sistema SCODES, da estimativa de consumo e quantidade de pacientes elegíveis à migração ao CEAF em fevereiro/2025. Estimouse o custo anual com recurso estadual e a economia com a migração até julho/2025. Para avaliar a efetividade da migração, cruzouse a base de pacientes elegíveis com os registros de dispensação no sistema MEDEX até julho/2025 (matriz de dados). A identificação dos migrados utilizou fórmula PROCX com CPF e cartão SUS. Resultados: Em fevereiro/2025, havia 4.206 pacientes atendidos em uso de IAAP por via administrativa elegíveis à migração, representando um potencial de economia anual ao Estado de aproximadamente R$4 milhões/ano. Estes pacientes foram comunicados prioritariamente por email; na ausência deste, utilizouse telegrama e pessoalmente no ato da dispensação, com fornecimento de kit de orientações. Durante a transição, foram garantidas duas dispensações, e os estoques remanescentes poderão ser utilizados no CEAF, em demandas judiciais ou pacientes não elegíveis, garantindo continuidade do tratamento. Em julho/2025, 57% (2.394) constavam cadastrados para atendimento no CEAF, com economia estimada de R$2,2 milhões/ano. Conclusões: A oferta da IAAP pelo SUS ampliou o acesso à tecnologia, fortaleceu políticas públicas e padronizou o tratamento de pacientes com DM1. A migração resultou em significativa redução de custos para a SES. Considerando os recursos limitados, é fundamental manter estratégias de gestão que garantam efetividade clínica, sustentabilidade financeira e equidade no acesso.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Type 1 Diabetes Mellitus (T1DM) is a major public health concern due to its severity, persistent symptoms, and the resources required for its control and management of complications.1 In recent years, there has been an increase in administrative and judicial requests for the provision of insulin analogs, serving as a pathway for accessing medications not yet incorporated into the Unified Health System (SUS). In 2019, the National Committee for Health Technology Incorporation into SUS (CONITEC) recommended the incorporation of longacting insulin analogs (LAIA) for the treatment of T1DM, alongside the publication of Clinical Protocols and Therapeutic Guidelines (PCDT).2 At the end of 2024, LAIA was included in the SUS Table of Procedures, Medications, Orthoses, Prostheses, and Special Materials3 following a Ministerial Technical Note guiding the acquisition, distribution, and dispensing of LAIA,4 which allowed State Health Secretariats to begin patient care. Objective: To describe the migration flow of LAIA for T1DM within a State Health Secretariat (SES) and evaluate the economic, operational, and administrative impacts of migrating to the Specialized Component of Pharmaceutical Assistance (CEAF) following its incorporation into SUS. Methods: An exploratory study based on stakeholder information regarding workflow and alignments with dispensing units and specialized medicine pharmacies (FME). A survey was conducted using the SCODES system to estimate consumption and the number of patients eligible for migration to CEAF in February 2025. The annual cost funded by state resources and savings from migration through July 2025 were estimated. To evaluate migration effectiveness, the database of eligible patients was crossreferenced with dispensing records in the MEDEX system through July 2025 (data matrix). Identification of migrated patients used the XLOOKUP formula with taxpayer ID (CPF) and SUS national health card numbers. Results: In February 2025, 4,206 patients receiving LAIA via administrative requests were eligible for migration, representing potential annual savings to the State of approximately R$4 million/year. These patients were notified primarily via email; when unavailable, telegrams or inperson notifications during dispensing were used, accompanied by an instruction kit. During the transition, two dispensations were guaranteed, and remaining inventory may be used in CEAF, for judicial mandates, or noneligible patients, ensuring treatment continuity. By July 2025, 57% (2,394) were registered for care under CEAF, with estimated savings of R$2.2 million/year. Conclusions: Providing LAIA through SUS expanded technology access, strengthened public policies, and standardized treatment for T1DM patients. The migration resulted in significant cost reductions for the SES. Given limited resources, maintaining management strategies that ensure clinical effectiveness, financial sustainability, and equitable access remains essential.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.