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Impacto do corte de financiamento externo nos programas de HIV na África: barreiras de implementação sustentável de antirretrovirais de longa duração
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Título
Impacto do corte de financiamento externo nos programas de HIV na África: barreiras de implementação sustentável de antirretrovirais de longa duração
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Combo DBI, Noblat LACB. Impacto do corte de financiamento externo nos programas de HIV na África: barreiras de implementação sustentável de antirretrovirais de longa duração. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF100
Title
Impact of reduced external funding on HIV programs in Africa: barriers to sustainable implementation of long-acting antiretrovirals.
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF100
Resumo
Introdução: A resposta do Vírus da Imunodeficiência Humana HIV/AIDS na África subsaariana tem sido amplamente sustentada por doadores internacionais principalmente os Estados Unidos da América (EUA), com 92% das contribuições financeiras sendo canalizadas por meio dos programas President’s Emergency Plan for AIDS Relief (PEPFAR) e da United States Agency for International Development (USAID). No entanto, a interrupção e os cortes orçamentários recentes nesses programas, formalizados entre Janeiro à Março de 2025, comprometeram significativamente a sustentabilidade dos avanços alcançados, afetando diretamente a continuidade do fornecimento dos antirretrovirais (ARVs), inclusive os de longa duração (ARVsLD), que representam uma inovação estratégica para populações com baixa adesão no tratamento diário. Objetivo: Analisar os impactos documentados do corte de financiamento externo, sobre os programas de HIV em países africanos, destacando ás barreiras de implementação dos ARVsLD e propondo alternativas de sustentabilidade para os governos africanos. Métodos:Estudo de análise documental baseado em relatórios da Joint United Nations Programme on HIV/AIDS (UNAIDS), Kaiser Family Foundation (KFF), Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Centro Africano de Controle e Prevenção de doenças (África CDC), estudos publicados, e documentos técnicos nacionais e multilaterais. Foram analisadas as consequências clínicas, econômicas e estruturais da interrupção de investimento externo nos programas de HIV. Resultados:Segundo dados da UNAIDS a suspensão do financiamento dos programas de HIV pelos EUA em 55 países, ameaça diretamente a cobertura de serviços essenciais. Estimativas da UNAIDS, indicam que entre 2025 a 2029, o corte poderá resultar em 6,6 milhões de novas infecções por HIV, 4,2 milhões de mortes relacionadas a AIDS e 3 milhões de crianças órfãs. A África CDC prevê até 4 milhões de mortes adicionais por ano, caso os sistemas de saúde não sejam reforçados. Além disso, 62% das organizações locais relataram problemas para manter programas de prevenção e adesão. O orçamento do PEPFAR que foi de US$ 7,1 bilhões em 2024, sofrerá redução de 6% em 2025 sem previsão de autorização legislativa, para além de estimativas de corte de 50% do governo norteamericano para programas de HIV/AIDS e nenhuma alocação para o Fundo Global ou para a Organização Mundial de Saúde. Os cortes afetam as capacidades dos países de investir nas infraestruturas necessárias para a incorporação ARVs comprometendo sua dinâmica na distribuição. Além disso, esse corte expõe as fragilidades e a dependência financeira dos sistemas de saúde africanos. Para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso aos ARVs LD, é urgente que os governos africanos fortaleçam mecanismos de financiamento, diversifiquem as fontes de recurso, promovam a produção local de medicamentos, estabeleçam parcerias públicoprivado e integrem essas tecnologias nas políticas públicas. Conclusões:A redução do financiamento internacional, especialmente de programas estruturantes como o PEPFAR e a USAID, representa um risco iminente de colapso parcial de estratégias de combate ao HIV em países africanos.
Palavras-chave
África | HIV | Long-acting antiretroviral | Sustentabilidade
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The response to Human Immunodeficiency Virus HIV/AIDS in subSaharan Africa has been largely supported by international donors, mainly the United States of America (USA), with 92% of financial contributions channeled through the President’s Emergency Plan for AIDS Relief (PEPFAR) and the United States Agency for International Development (USAID) programs. However, recent disruptions and budget cuts in these programs, formalized between January and March 2025, have significantly compromised the sustainability of the progress achieved, directly affecting the continuity of the supply of antiretrovirals (ARVs), including longacting antiretrovirals (LAARVs), which represent a strategic innovation for populations with low adherence to daily treatment. Objective: To analyze the documented impacts of reduced external funding on HIV programs in African countries, highlighting barriers to the implementation of LAARVs and proposing sustainability alternatives for African governments. Methods: Documentary analysis study based on reports from the Joint United Nations Programme on HIV/AIDS (UNAIDS), Kaiser Family Foundation (KFF), Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD), Africa Centres for Disease Control and Prevention (Africa CDC), published studies, and national and multilateral technical documents. The clinical, economic, and structural consequences of interrupting external investment in HIV programs were analyzed. Results: According to UNAIDS data, the suspension of US funding for HIV programs in 55 countries directly threatens the coverage of essential services. UNAIDS estimates indicate that between 2025 and 2029, the cuts could result in 6.6 million new HIV infections, 4.2 million AIDSrelated deaths, and 3 million orphaned children. Africa CDC projects up to 4 million additional deaths per year if health systems are not reinforced. Furthermore, 62% of local organizations reported difficulties maintaining prevention and adherence programs. PEPFAR's budget, which stood at US$ 7.1 billion in 2024, will suffer a 6% reduction in 2025 without provision for legislative authorization, in addition to US government estimates of a 50% cut for HIV/AIDS programs and zero allocation to the Global Fund or the World Health Organization. The cuts impair the capacity of countries to invest in the infrastructure needed for incorporating LAARVs, compromising their distribution dynamics. Moreover, this reduction exposes the vulnerabilities and financial dependency of African health systems. To ensure sustainability and expand access to LAARVs, it is urgent that African governments strengthen funding mechanisms, diversify resource sources, promote local pharmaceutical production, establish publicprivate partnerships, and integrate these technologies into public policies. Conclusions: The reduction in international funding, especially from structural programs such as PEPFAR and USAID, poses an imminent risk of partial collapse of HIV control strategies in African countries.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.