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Análise do gasto público com medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2015 e 2024
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Título
Análise do gasto público com medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2015 e 2024
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Anunciação DSG, Silva AJR, Oliveira GLA, Nascimento HF, Lins PBS. Análise do gasto público com medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2015 e 2024. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF092
Title
Analysis of public expenditure on oncological medicines in the Unified Health System (SUS) between 2015 and 2024
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF092
Resumo
Introdução: O câncer é um dos maiores desafios para a saúde pública no Brasil, com sua prevalência intensificada pelo envelhecimento populacional, o que pressiona o Sistema Único de Saúde (SUS). Para garantir o cuidado integral, o país possui a Rede de Atenção Oncológica, com centros especializados (Unacon/Cacon). A incorporação de novas tecnologias é regulada pela Conitec, mas a complexidade dos modelos de financiamento e o subfinanciamento do sistema geram atrasos no acesso e fomentam a judicialização da saúde. Objetivo: O estudo teve como objetivo geral analisar o gasto público com medicamentos oncológicos no SUS no período de 2015 a 2024. Os objetivos específicos incluíram o mapeamento dos medicamentos registrados, a estimativa do gasto total, a identificação dos procedimentos de quimioterapia e o levantamento das tecnologias incorporadas pela Conitec e suas vias de financiamento. Métodos: Foi criada uma lista consolidada de medicamentos oncológicos a partir de fontes como a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o Departamento de Gestão das Demandas em Judicialização na Saúde (DJUD). Os gastos com compras diretas foram quantificados utilizando dados do Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (SIASG) de 2015 a 2024. Para analisar o financiamento via reembolso, foram extraídos dados de procedimentos quimioterápicos do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA/SUS) entre 2015 e 2023. Adicionalmente, foi realizado um levantamento das incorporações de medicamentos pela Conitec para avaliar seu impacto nas aquisições. Resultados: O levantamento resultou em uma lista final de 207 princípios ativos, totalizando 390 medicamentos. A análise dos dados do SIASG indicou um volume de gastos que pode superestimar o investimento do SUS, por incluir aquisições de outros órgãos. Por isso foi realizado um recorte para entidades do SUS, dos dados do SIASG. Também foram quantificados os repasses realizados para CACONs e UNACONs via SIA/SUS. Os dados do SIA/SUS mostraram um crescimento contínuo nos valores aprovados para quimioterapia via repasses da Assistência de Média e Alta Complexidade (MAC) e do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC). O peso das incorporações da Conitec foi quantificado pelos dados de compras públicas (SIASG). Conclusões: A natureza multifacetada do financiamento da oncologia no Brasil impõe desafios significativos para a quantificação precisa dos gastos com medicamentos. As fontes de dados (SIASG e SIA/SUS) são complementares, mas suas limitações e sobreposições impedem uma consolidação direta e exata dos valores. O estudo evidencia que as diferentes óticas de financiamento não são mutuamente excludentes e aponta para a necessidade de mecanismos de registro mais integrados e detalhados para permitir uma mensuração fidedigna do investimento em terapias oncológicas no SUS.
Palavras-chave
Economia da saúde | Gasto federal com medicamentos | Incorporação de tecnologias | Oncologia
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Cancer is one of the greatest challenges for public health in Brazil, with its prevalence intensified by population aging, which puts pressure on the Unified Health System (SUS). To ensure comprehensive care, the country has the Oncology Care Network, with specialized centers (Unacon/Cacon). The incorporation of new technologies is regulated by Conitec, but the complexity of financing models and the underfunding of the system generate delays in access and foster the judicialization of health. Objective: The study aimed to analyze public expenditure on oncological medicines in the SUS from 2015 to 2024. Specific objectives included mapping registered medicines, estimating total expenditure, identifying chemotherapy procedures, and surveying technologies incorporated by Conitec and their financing routes. Methods: A consolidated list of oncological medicines was created from sources such as the Drug Market Regulation Chamber (CMED), the National Cancer Institute (INCA), and the Department of Management of Health Judicialization Demands (DJUD). Expenditures on direct purchases were quantified using data from the Integrated General Services Administration System (SIASG) from 2015 to 2024. To analyze financing via reimbursement, data on chemotherapy procedures were extracted from the Outpatient Information System (SIA/SUS) between 2015 and 2023. Additionally, a survey of drug incorporations by Conitec was conducted to assess their impact on acquisitions. Results: The survey resulted in a final list of 207 active ingredients, totaling 390 medicines. Analysis of SIASG data indicated an expenditure volume that may overestimate SUS investment by including acquisitions from other agencies. Therefore, a selection was made for SUS entities from SIASG data. Transfers made to CACONs and UNACONs via SIA/SUS were also quantified. SIA/SUS data showed continuous growth in approved values for chemotherapy via transfers from Medium and High Complexity Care (MAC) and the Strategic Actions and Compensation Fund (FAEC). The weight of Conitec incorporations was quantified using public purchasing data (SIASG). Conclusions: The multifaceted nature of oncology financing in Brazil poses significant challenges to accurately quantifying drug expenditures. Data sources (SIASG and SIA/SUS) are complementary, but their limitations and overlaps prevent direct and exact consolidation of values. The study highlights that the different financing perspectives are not mutually exclusive and points to the need for more integrated and detailed recording mechanisms to allow reliable measurement of investment in oncological therapies in the SUS.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.