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Uso de Cannabis e Síndrome de Down: uma revisão de escopo sobre anomalias congênitas e trissomia do 21
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Título
Uso de Cannabis e Síndrome de Down: uma revisão de escopo sobre anomalias congênitas e trissomia do 21
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Pires CS, Lula MD, Natividade MMP, Silva MN, Moreira AJ, Guerra-Júnior AA. Uso de Cannabis e Síndrome de Down: uma revisão de escopo sobre anomalias congênitas e trissomia do 21. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF074
Title
Cannabis Use and Down Syndrome: A Scoping Review on Congenital Anomalies and Trisomy 21.
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF074
Resumo
Introdução: A síndrome de Down foi inicialmente descrita por John Langdon Down em 1866, sendo posteriormente associada à trissomia do cromossomo 21 graças aos avanços da citogenética promovidos por Lejeune, Gautier e Turpin. Essa aneuploidia constitui a alteração cromossômica mais comum nas gestações humanas, inserindose no grupo de anomalias congênitas que afetam aproximadamente 5% das gestações. Diante da crescente discussão científica sobre os possíveis efeitos teratogênicos da Cannabis, investigouse sua relação com a ocorrência de anomalias cromossômicas, em especial a trissomia 21. Objetivo:Mapear as evidências científicas disponíveis na literatura acerca da relação entre o uso de Cannabis e a ocorrência de síndrome de Down. Métodos: Foi conduzida uma revisão de escopo orientada pelo checklist PRISMAScR e estruturada segundo o modelo PCC: população (pessoas com síndrome de Down), conceito (uso de Cannabis) e contexto (estudos observacionais). A busca foi realizada em dezembro de 2024, nas bases de dados PubMed, Embase e LILACS. Os critérios de elegibilidade incluíram estudos primários, publicados em qualquer idioma, que abordassem associação entre uso de Cannabis e ocorrência de trissomia 21 ou outras anomalias congênitas. Resultados: Foram identificados 107 registros, sendo incluídos seis estudos observacionais com delineamento ecológico. As pesquisas analisaram populações da Europa, Estados Unidos, Canadá e Austrália, avaliando a prevalência do uso de Cannabis em diferentes regiões e sua associação com taxas de anomalias congênitas, incluindo a trissomia do cromossomo 21. De modo geral, os estudos indicaram que áreas com maior prevalência de uso de Cannabis apresentaram taxas mais elevadas de anomalias congênitas, incluindo a Síndrome de Down, independentemente de fatores socioeconômicos, étnicoraciais ou idade materna. Conclusões: Os achados sugerem uma possível associação entre o uso populacional de Cannabis e o aumento na incidência de anomalias congênitas, como a trissomia do cromossomo 21. No entanto, devido ao delineamento ecológico dos estudos incluídos, não é possível inferir causalidade em nível individual. Destacase a necessidade de novos estudos com delineamentos mais robustos, como coortes e casocontrole, para esclarecer riscos individuais, mecanismos biológicos e possíveis implicações em políticas públicas de saúde e regulação do uso da Cannabis
Palavras-chave
Anomalias congênitas | Cannabis | Revisão de escopo | Síndrome de Down
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Down syndrome was initially described by John Langdon Down in 1866 and was later associated with trisomy of chromosome 21 due to advances in cytogenetics promoted by Lejeune, Gautier, and Turpin. This aneuploidy constitutes the most common chromosomal alteration in human pregnancies, being part of the group of congenital anomalies that affect approximately 5% of pregnancies. Given the growing scientific discussion regarding the possible teratogenic effects of Cannabis, its relationship with the occurrence of chromosomal anomalies, particularly trisomy 21, was investigated. Objective: To map the scientific evidence available in the literature regarding the relationship between Cannabis use and the occurrence of Down syndrome. Methods: A scoping review was conducted following the PRISMAScR checklist and structured according to the PCC model: population (people with Down syndrome), concept (Cannabis use), and context (observational studies). The search was performed in December 2024 in the PubMed, Embase, and LILACS databases. Eligibility criteria included primary studies published in any language that addressed the association between Cannabis use and the occurrence of trisomy 21 or other congenital anomalies. Results: A total of 107 records were identified, including six observational studies with ecological designs. The studies analyzed populations from Europe, the United States, Canada, and Australia, assessing the prevalence of Cannabis use in different regions and its association with rates of congenital anomalies, including trisomy 21. Overall, the studies indicated that areas with higher prevalence of Cannabis use presented higher rates of congenital anomalies, including Down syndrome, regardless of socioeconomic factors, ethnicracial characteristics, or maternal age. Conclusions: The findings suggest a possible association between populationlevel Cannabis use and increased incidence of congenital anomalies, such as trisomy 21. However, due to the ecological design of the included studies, causality at the individual level cannot be inferred. Further studies with more robust designs, such as cohort and casecontrol studies, are needed to clarify individual risks, biological mechanisms, and potential implications for public health policies and Cannabis regulation.
Keywords
Cannabis | Congenital anomalies | Down syndrome | Scoping review
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.