-
Padrões de tratamento em gestantes com doenças inflamatórias intestinais no Brasil: um estudo de coorte retrospectivo nacional
- Voltar
Título
Padrões de tratamento em gestantes com doenças inflamatórias intestinais no Brasil: um estudo de coorte retrospectivo nacional
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Castro CT, Santos CAST, Santos DB. Padrões de tratamento em gestantes com doenças inflamatórias intestinais no Brasil: um estudo de coorte retrospectivo nacional. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF046
Title
Treatment Patterns in Pregnant Women with Inflammatory Bowel Disease in Brazil: A Nationwide Retrospective Cohort Study
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF046
Resumo
Introdução: O tratamento das doenças inflamatórias intestinais (DII) durante a gravidez é fundamental, pois a atividade da doença está associada a desfechos maternos e fetais adversos.1,2 Entender como a DII é manejada no Sistema Único de Saúde (SUS) é crucial para identificar lacunas no tratamento e melhorar as políticas de saúde. Objetivo: Descrever os perfis sociodemográficos, clínicos, padrões de tratamento e taxas de descontinuação de medicamentos em gestantes com DII no SUS. Métodos: Este é um estudo de coorte retrospectivo com dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) entre 20082022. Foram incluídas 248 gestantes, entre 1255 anos, com doença de Crohn (DC) ou retocolite ulcerativa (RCU), que receberam prescrição de medicamento pelo SUS. Analisaramse dados sociodemográficos, clínicos e de tratamento, incluindo medicamentos e taxas de descontinuação. Resultados: Das gestantes, 64,92% tinham RCU e 35,08% DC. A maioria recebeu terapias convencionais (88,31%) em monoterapia (97,98%). Mesalazina foi o medicamento mais comum (72,58%), principalmente na RCU (92,59%). Biológicos foram mais utilizados na DC (38,37%) que na RCU (2,47%), com predominância de infliximabe. A taxa de descontinuação em 90 dias foi de 15,09% para azatioprina, 15,00% para mesalazina, 7,14% para adalimumabe e 5,56% para infliximabe; não houve descontinuação de sulfassalazina, certolizumabe e vedolizumabe nesse período. Aos 180 dias, as taxas foram de 32,06% para azatioprina, 35,56% para mesalazina, 7,14% para adalimumabe, e 33,33% tanto para infliximabe quanto para vedolizumabe; sulfassalazina e certolizumabe permaneceram sem descontinuações. Conclusões: O manejo da DII em gestantes do SUS segue as diretrizes clínicas, com terapias convencionais como farmacoterapia principal. As altas taxas de descontinuação de medicamentos convencionais indicam uma necessidade de melhor educação sobre os riscos da doença ativa na gestação.
Palavras-chave
Doenças inflamatórias intestinais | Gravidez | Medicamento biológico | Sistema Único de Saúde
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The treatment of inflammatory bowel diseases (IBD) during pregnancy is essential, as disease activity is associated with adverse maternal and fetal outcomes.¹,² Understanding how IBD is managed within the Brazilian Unified Health System (SUS) is crucial for identifying treatment gaps and improving health policies. Objective: To describe the sociodemographic and clinical profiles, treatment patterns, and medication discontinuation rates among pregnant women with IBD in the SUS. Methods: This retrospective cohort study used data from the Outpatient Information System (SIA) between 2008 and 2022. A total of 248 pregnant women aged 12–55 years with Crohn’s disease (CD) or ulcerative colitis (UC) who received medication prescriptions through the SUS were included. Sociodemographic, clinical, and treatmentrelated data were analyzed, including medications used and discontinuation rates. Results: Among the pregnant women, 64.92% had UC and 35.08% had CD. Most received conventional therapies (88.31%) as monotherapy (97.98%). Mesalazine was the most commonly used medication (72.58%), particularly among women with UC (92.59%). Biological therapies were more frequently used in CD (38.37%) than in UC (2.47%), with infliximab being the predominant agent. The 90day discontinuation rates were 15.09% for azathioprine, 15.00% for mesalazine, 7.14% for adalimumab, and 5.56% for infliximab; no discontinuation was observed for sulfasalazine, certolizumab, or vedolizumab during this period. At 180 days, discontinuation rates were 32.06% for azathioprine, 35.56% for mesalazine, 7.14% for adalimumab, and 33.33% for both infliximab and vedolizumab; sulfasalazine and certolizumab remained without discontinuations. Conclusions: The management of IBD in pregnant women within the SUS follows clinical guidelines, with conventional therapies representing the main pharmacological approach. The high discontinuation rates of conventional medications indicate the need for improved education regarding the risks associated with active disease during pregnancy.
Keywords
Biologic medicines | Brazilian Unified Health System (SUS) | Inflammatory bowel diseases | Pregnancy
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.