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A redução de custos na telemedicina é condicional, e não automática: uma revisão sistemática de evidências econômicas e suas implicações para sistemas de saúde remotos e carentes.
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Título
A redução de custos na telemedicina é condicional, e não automática: uma revisão sistemática de evidências econômicas e suas implicações para sistemas de saúde remotos e carentes.
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Moreira MA, Costa EMS, Ferreira JB, Cruz DCKN, Dias EJP, Ramos FL. Telemedicine cost savings are conditional rather than automatic: A systematic review of economic evidence and its implications for remote and underserved health systems [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 nov; Viena, Áustria. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-1-5/telemedicine-cost-savings-are-conditional-rather-than-automatic-a-systematic-review-of-economic-evidence-and-its-implications-for-remote-and-underserved-health-systems
Identificador
2026ISPOR122
Title
Telemedicine cost savings are conditional rather than automatic: A systematic review of economic evidence and its implications for remote and underserved health systems
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Moreira MA, Costa EMS, Ferreira JB, Cruz DCKN, Dias EJP, Ramos FL. Telemedicine cost savings are conditional rather than automatic: A systematic review of economic evidence and its implications for remote and underserved health systems [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 Nov; Vienna, Austria. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-1-5/telemedicine-cost-savings-are-conditional-rather-than-automatic-a-systematic-review-of-economic-evidence-and-its-implications-for-remote-and-underserved-health-systems
Identifier
2026ISPOR122
Resumo
OBJETIVOS: A telemedicina é amplamente promovida como uma forma de reduzir custos e expandir o acesso à saúde em regiões remotas. No entanto, os financiadores de saúde não têm uma explicação clara sobre se, e sob quais condições, essa economia se materializa. Este estudo revisou sistematicamente as evidências econômicas sobre telemedicina para determinar quando o atendimento digital reduz custos, quando não reduz e quais fatores diferenciam os dois, em contextos como a Amazônia brasileira. MÉTODOS: Uma revisão sistemática seguiu as diretrizes PRISMA nas bases de dados Scopus, SciELO e Spell, com escopo definido para fontes de negócios, gestão, economia e finanças a partir de 2021, além de um registro de busca de citações. De 95 registros, 16 estudos empíricos (com dados primários, estudos de campo ou de caso; acesso aberto; foco organizacional) foram analisados quanto ao conteúdo e divididos em dois temas: custo, sustentabilidade e eficiência financeira; e implementação, regulamentação e organização do serviço. RESULTADOS: As evidências foram divergentes. A maioria dos estudos documentou economias por meio da redução de hospitalizações, deslocamentos e otimização do tempo clínico: o monitoramento remoto diminuiu os custos de hospitalização para pacientes com insuficiência cardíaca e oncologia em diversos sistemas europeus, e segundas opiniões remotas de especialistas economizaram mais de US$ 8.000 por caso, além de reduzir as cirurgias em 40%. Outros estudos não encontraram economias ou constataram aumento nos custos: um programa de teleconsulta elevou os custos por paciente em aproximadamente 63% devido à realização excessiva de exames preventivos; a teleconsulta em oftalmologia não demonstrou vantagem econômica; e a triagem por enfermeiros gerou economia em nível estadual, mas não municipal. CONCLUSÕES: A telemedicina não é inerentemente econômica e tratá-la dessa forma em avaliações de valor pode superestimar os retornos. A redução de custos no atendimento digital depende de uma distinção fundamental: as economias se concentram onde a telemedicina substitui hospitalizações, deslocamentos e consultas presenciais, enquanto os custos aumentam onde ela é aditiva, adicionando consultas ou exames preventivos ao atendimento usual. Volume suficiente, integração aos processos de atendimento e gestão adequada impulsionam os serviços em direção à substituição. Para financiadores e avaliações de tecnologias em saúde em contextos carentes, como a Amazônia, e visando o avanço do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 da ONU, o equilíbrio entre substituição e adição indica onde o investimento gera valor.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: Telemedicine is widely promoted as a cost-reducing route to expanding healthcare access in remote regions, yet payers lack a clear account of whether, and under what conditions, savings materialize. This study systematically reviewed the economic evidence on telemedicine to establish when digital care reduces costs, when it does not, and which factors separate the two, for settings such as the Brazilian Amazon.
METHODS: A systematic review followed PRISMA guidance across Scopus, SciELO, and Spell, scoped to business, management, economics, and finance sources from 2021 onward plus one citation-search record. From 95 records, 16 empirical studies (primary-data field or case studies; open access; organizational focus) were content-analyzed into two themes: cost, sustainability, and financial efficiency; and implementation, regulation, and service organization.
RESULTS: The evidence was divergent. Most studies documented savings through avoided hospitalizations, reduced travel, and efficient clinical time: remote monitoring lowered hospitalization costs for heart-failure and oncology patients across several European systems, and remote specialist second opinions saved over US$8,000 per case while cutting surgeries 40%. Others found no savings or higher costs: one teleconsultation program raised per-patient costs roughly 63% through defensive over-testing, ophthalmology teleconsultation showed no economic advantage, and nurse triage saved money at state but not municipal level.
CONCLUSIONS: Telemedicine is not inherently cost-saving, and treating it as such in value assessments risks overstating returns. Whether digital care reduces costs turns on one distinction: savings concentrate where telemedicine substitutes for hospitalizations, travel, and in-person visits, and costs rise where it is additive, adding consultations or defensive testing on top of usual care. Sufficient volume, integration with care processes, and sound management push services toward substitution. For payers and health technology assessment in underserved settings such as the Amazon, advancing the UN's Sustainable Development Goal 3, the substitution-versus-addition balance indicates where investment returns value.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.