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Impacto econômico do AVC no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro: custos diretos com saúde e perdas estimadas de produtividade, 2017-2023
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Título
Impacto econômico do AVC no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro: custos diretos com saúde e perdas estimadas de produtividade, 2017-2023
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Souza KM, Melo F, Nascimento L, Melo T. Economic burden of stroke on Brazil's unified health system: Direct healthcare costs and estimated productivity losses, 2017-2023 [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 nov; Viena, Áustria. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-5-4/economic-burden-of-stroke-on-brazil-s-unified-health-system-direct-healthcare-costs-and-estimated-productivity-losses-2017-2023
Identificador
2026ISPOR054
Title
Economic burden of stroke on Brazil's unified health system: Direct healthcare costs and estimated productivity losses, 2017-2023
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Souza KM, Melo F, Nascimento L, Melo T. Economic burden of stroke on Brazil's unified health system: Direct healthcare costs and estimated productivity losses, 2017-2023 [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 Nov; Vienna, Austria. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-5-4/economic-burden-of-stroke-on-brazil-s-unified-health-system-direct-healthcare-costs-and-estimated-productivity-losses-2017-2023
Identifier
2026ISPOR054
Resumo
OBJETIVOS: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade a longo prazo no Brasil, porém seu impacto econômico sobre o sistema público de saúde permanece pouco caracterizado. Estimamos os custos diretos de saúde atribuíveis ao AVC no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e a produtividade associada aos benefícios previdenciários e aos dias de trabalho perdidos no período de 2017 a 2023. MÉTODOS: Estudo observacional, descritivo, de séries temporais, baseado na população, utilizando bases de dados administrativas nacionais: os Sistemas de Informação Hospitalar (SIH), Ambulatorial (SIA) e de Mortalidade (SIM) do DataSUS; os registros de benefícios previdenciários do INSS; e o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Os casos foram identificados pelos códigos da CID-10 I60, I61, I62, I63, I64, I66, I67, G45 e G46. As variáveis coletadas incluíram internações hospitalares (volume, duração da internação, custo total e médio), óbitos gerais e hospitalares, letalidade, consultas ambulatoriais, neurologistas, tomografias computadorizadas, ambulâncias, benefícios concedidos/ativos do INSS e dias de trabalho perdidos associados. Os custos diretos foram derivados dos gastos com internação do SIH/DataSUS. As perdas de produtividade foram estimadas separadamente pela abordagem do capital humano: uma perda baseada em salários (dias de trabalho perdidos × valor médio diário do benefício) e uma perda nacionalizada baseada no PIB (dias de trabalho perdidos × PIB per capita em idade ativa). RESULTADOS: De 2017 a 2023, o AVC gerou 1.677.005 internações e 484.324 óbitos em todo o país. O custo direto médio por internação variou regionalmente (por exemplo, R$ 1.629,83 no Norte; R$ 2.034,31 no Sul). Os gastos com previdência social atingiram R$ 228,5 milhões em dezembro de 2023 (126.114 beneficiários ativos; 68,6% auxílio-doença), anualizados em R$ 2,74 bilhões. Notavelmente, o AVC causou 161.658.795 dias de trabalho perdidos, resultando em uma perda de produtividade salarial de R$ 10,09 bilhões e uma perda de R$ 7,15 bilhões em termos de PIB. A região Sudeste concentrou a maior carga absoluta. As estimativas são conservadoras, pois a rotatividade de beneficiários não foi modelada. CONCLUSÕES: O AVC impõe um ônus econômico substancial ao sistema público brasileiro, com perdas de produtividade da ordem de bilhões de reais, que se somam aos custos diretos de assistência. A magnitude desse ônus e a variação regional dos custos ressaltam a importância do investimento em prevenção e atendimento oportuno ao AVC agudo para reduzir custos evitáveis.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: Stroke is a leading cause of death and long-term disability in Brazil, yet its economic burden on the public payer remains poorly characterized. We estimated stroke-attributable direct healthcare costs within the Brazilian Unified Health System (SUS) and productivity associated with social-security benefits and lost workdays over 2017-2023.
METHODS: Observational, descriptive, population-based time-series study using national administrative databases: the Hospital (SIH), Outpatient (SIA), and Mortality (SIM) Information Systems of DataSUS; INSS social-security benefit registries; and the National Registry of Health Establishments (CNES). Cases were identified by ICD-10 codes I60, I61, I62, I63, I64, I66, I67, G45, and G46. Collected variables included hospitalizations (volume, length of stay, total and mean cost), general and in-hospital deaths, case-fatality, outpatient visits, neurologists, CT scanners, ambulances, granted/active INSS benefits, and associated lost workdays. Direct costs were derived from SIH/DataSUS hospitalization expenditure. Productivity losses were estimated separately via the human-capital approach: a wage-based loss (lost workdays × mean daily benefit value) and a GDP-based nationalized loss (lost workdays × GDP per working-age individual).
RESULTS: From 2017 t0 2023, stroke generated 1,677,005 hospitalizations and 484,324 deaths nationwide. Mean direct cost per hospitalization varied regionally (e.g., R$1,629.83 in the North; R$2,034.31 in the South). Social-security expenditure reached R$228.5 million in December 2023 (126,114 active benefits; 68.6% temporary sickness benefits), annualized at R$2.74 billion. Distinctly, stroke caused 161,658,795 lost workdays, yielding a wage-based productivity loss of R$10.09 billion and a GDP-based loss of R$7.15 billion. The Southeast concentrated the highest absolute burden. Estimates are conservative, as beneficiary turnover was not modeled.
CONCLUSIONS: Stroke imposes a substantial, economic burden on Brazil's public system, with productivity losses in the order of billions of reais compounding direct care costs. The magnitude of this burden and regional cost variationunderscore the value of investment in prevention and timely acute stroke care to curb avoidable costs.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.
Autores
Fernanda Melo | Kathiaja Miranda Souza | Leon Nascimento | Thaís Melo