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Instrumentos de avaliação da qualidade de vida em pessoas transgênero em terapia hormonal: uma revisão integrativa
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Título
Instrumentos de avaliação da qualidade de vida em pessoas transgênero em terapia hormonal: uma revisão integrativa
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Carvalho ACF, Bon-Habib ACC. Instrumentos de avaliação da qualidade de vida em pessoas transgênero em terapia hormonal: uma revisão integrativa. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1601
Identificador
2025SISBE010
Title
Quality-of-life assessment instruments for transgender individuals undergoing hormone therapy: an integrative review
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Carvalho ACF, Bon-Habib ACC. Instrumentos de avaliação da qualidade de vida em pessoas transgênero em terapia hormonal: uma revisão integrativa. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1601
Identifier
2025SISBE010
Resumo
INTRODUÇÃO: A população transgênero enfrenta desafios nas dimensões física, mental, social e da saúde, frequentemente agravados por contextos de marginalização e pela ausência de políticas públicas eficazes. Avaliar sua qualidade de vida e seu estado de saúde demanda o uso de instrumentos sensíveis às suas particularidades. Não há um diagnóstico consolidado da qualidade de vida da população transgênero. OBJETIVOS: Analisar os instrumentos utilizados para avaliar saúde e qualidade de vida da população transgênero quanto à indicação de uso, frequência, escopo e validade psicométrica. MÉTODO: Revisão integrativa na base PubMed com os descritores combinados: ((indicators of quality of life) OR (quality of life)) AND ((transsexualism) OR (transsexuality) OR (gender dysphoria) OR (transgender persons) OR (transgender people) OR (gender minorities)) AND ((survey) OR (questionnaires)). Foram incluídos artigos publicados entre 1996 e 2025, nos idiomas inglês, espanhol e português, com aplicação ou validação de instrumentos em populações transgênero. Excluíram-se estudos qualitativos sem instrumentos, abordagens tangenciais e trabalhos com descrição metodológica insuficiente. RESULTADOS: Dos 362 artigos encontrados, 300 foram incluídos. Desses, 139 (46,3%) aplicaram instrumentos estruturados e 9 (6,5%) realizaram avaliação psicométrica. Dentre os artigos analisados, 26,3% avaliaram qualidade de vida, 12% avaliaram qualidade de vida pós cirurgia e 8,7% saúde mental. Também foram identificados instrumentos voltados à pesquisa populacional (2,7%), acesso à saúde (2,3%), discriminação e direitos (2,3%) e educação em saúde (1%). Os instrumentos mais utilizados foram SF-36, SF-12, WHOQOL-BREF e escalas específicas como TCS e GMSR. Apenas 9 estudos descreveram validação psicométrica com métodos completos. Foi identificado predomínio de estudos em países de alta renda como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, com foco em adultos trans binários. Houve escassez de investigações envolvendo travestis, não-bináries e populações do Sul Global. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: Apesar do aumento da produção científica sobre a população transgênero, poucos estudos aplicaram instrumentos validados de forma psicométrica robusta. A predominância de escalas genéricas e a ausência de ferramentas culturalmente sensíveis limitam sua aplicabilidade clínica. Há carência de validações em contextos não-hegemônicos e entre subgrupos identitários diversos. Esta revisão oferece um panorama consolidado dos instrumentos utilizados, mas também evidencia a necessidade de investigar em que medida essas ferramentas capturam as experiências vividas pela população trans. Tal lacuna metodológica representa um desafio ético e epistêmico: integrar critérios de validade cultural e identitária à avaliação científica da saúde. Recomenda-se o desenvolvimento de novos instrumentos e a adaptação crítica de escalas existentes, com participação ativa das comunidades trans, a fim de alinhar validade psicométrica e relevância experiencial.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: The transgender population faces challenges across physical, mental, and social health dimensions, often exacerbated by marginalization contexts and the lack of effective public policies. Assessing their quality of life and health status requires instruments sensitive to their specific characteristics. There is no consolidated diagnosis of quality of life in the transgender population. OBJECTIVES: To analyze the instruments used to assess health and quality of life in transgender populations regarding their intended use, frequency, scope, and psychometric validity. METHOD: An integrative review was conducted in the PubMed database using the combined descriptors: ((indicators of quality of life) OR (quality of life)) AND ((transsexualism) OR (transsexuality) OR (gender dysphoria) OR (transgender persons) OR (transgender people) OR (gender minorities)) AND ((survey) OR (questionnaires)). Studies published between 1996 and 2025 in English, Spanish, and Portuguese were included, focusing on the application or validation of instruments in transgender populations. Qualitative studies without instruments, tangential approaches, and works with insufficient methodological description were excluded. RESULTS: Of the 362 studies identified, 300 were included. Among these, 139 (46.3%) applied structured instruments and 9 (6.5%) performed psychometric evaluation. Within the analyzed studies, 26.3% assessed quality of life, 12% assessed postoperative quality of life, and 8.7% assessed mental health. Instruments for population research (2.7%), healthcare access (2.3%), discrimination and rights (2.3%), and health education (1%) were also identified. The most commonly used instruments were SF-36, SF-12, WHOQOL-BREF, and specific scales such as TCS and GMSR. Only 9 studies reported full psychometric validation procedures. There was a predominance of studies from high-income countries such as the United States, Canada, and the United Kingdom, with a focus on binary transgender adults. There was a scarcity of studies involving travestis, non-binary individuals, and Global South populations. DISCUSSION AND CONCLUSIONS: Despite the growing scientific output on transgender populations, few studies have applied psychometrically robust validated instruments. The predominance of generic scales and the lack of culturally sensitive tools limit their clinical applicability. There is a shortage of validation studies in non-hegemonic contexts and among diverse identity subgroups. This review provides a consolidated overview of the instruments used but also highlights the need to examine to what extent these tools capture the lived experiences of transgender individuals. This methodological gap represents an ethical and epistemic challenge: integrating cultural and identity validity criteria into scientific health assessment. The development of new instruments and the critical adaptation of existing scales are recommended, with active participation of transgender communities, to align psychometric validity with experiential relevance. Palavras-chave: Pessoas transgênero; Qualidade de vida; Instrumentos de avaliação; Saúde pública.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.