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Uso da tafenoquina e testagem de deficiência de G6PD para o tratamento da malária na região amazônica: uma análise de impacto orçamentário
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Título
Uso da tafenoquina e testagem de deficiência de G6PD para o tratamento da malária na região amazônica: uma análise de impacto orçamentário
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Pinto M, Zimmermann I, Santos da Costa MG, Costa AC da C. Uso da tafenoquina e testagem de deficiência de G6PD para o tratamento da malária na região amazônica: uma análise de impacto orçamentário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.136
Identificador
2023REB113
Title
Use of Tafenoquine and G6PD Deficiency Testing for Malaria Treatment in the Amazon Region: A Budget Impact Analysis
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Pinto M, Zimmermann I, Santos da Costa MG, Costa AC da C. Uso da tafenoquina e testagem de deficiência de G6PD para o tratamento da malária na região amazônica: uma análise de impacto orçamentário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.136
Identifier
2023REB113
Resumo
Introdução: A malária é um grave problema de saúde pública na região Amazônica brasileira, concen-trando cerca de 99% dos casos no país. O tratamento eficaz e adesão são essenciais para enfrentar a doença. Estudos recentes sugerem que a tafenoquina (Kozenis®) em dose única é mais eficaz e segura do que os tratamentos incorporados na rotina da assistência à malária no SUS. Porém, seu uso requer a realização de um teste quantitativo para quantificar o nível da enzima G6PD (glicose-6-fosfato-desidro-genase) nos indivíduos elegíveis ao tratamento com o esquema da tafenoquina para evitar complicações em pacientes com deficiência dessa enzima. O objetivo foi realizar uma análise de impacto orçamentá-rio (AIO) da incorporação do teste quantitativo STANDARDTM G6PD e do tratamento da malária com a inclusão de dose única de tafenoquina em pacientes com diagnóstico de infecção por Plasmodium vivax (P.vivax), sob a perspectiva do SUS na região Amazônica.Métodos: Foi conduzida uma AIO sob a perspectiva do SUS, considerando a inclusão do teste G6PD (que conta com tiras reagentes e um analisador) e da tafenoquina na assistência à malária por P. vivax nos 9 estados da região Amazônica em um horizonte temporal de 5 anos. A população elegível do estudo foi definida a partir dos casos confirmados de malária P. vivax em indivíduos com 16 anos ou mais, de ambos os sexos, e excluiu as gestantes. O cálculo para 5 anos foi estimado por meio de mo-delos de predição baseados no SIVEP-Malária entre 2009 e 2020 em cada estado. Como boa prática, foi realizada a validação aparente. Estimou-se os custos diretos médicos em um modelo de árvore de decisão. Comparou-se dois cenários: no cenário de referência, o tratamento de rotina com primaquina era utilizado sem o teste G6PD e no cenário alternativo, a tafenoquina era usada após o teste G6PD. O impacto orçamentário incremental foi calculado pela diferença entre tais cenários. Considerou-se também duas opções – sem escalonamento e com escalonamento (os analisadores seriam distribuídos aos estados ao longo dos anos conforme o número de casos).Resultados: Estimou-se para o cenário alternativo, em 5 anos, a necessidade de oferta de 548 mil tes-tes, 507 mil tratamentos com a tafenoquina e 1.704 analisadores. O custo total estimado ao longo do horizonte no cenário alternativo (sem escalonamento) foi de R$ 40,1 milhões, enquanto no cenário de referência foi de R$ 8,8 milhões. A incorporação da tafenoquina com o teste G6PD gerou um aumento médio anual de cerca de R$ 6,2 milhões no orçamento do SUS, totalizando um incremento de R$ 31,3 milhões em cinco anos. No cenário com escalonamento esses valores foram inferiores. Como variáveis de incerteza, destacaram-se o custo das tiras reagentes do teste e a proposta de distribuição dos anali-sadores (com ou sem escalonamento nas regiões).Discussão e conclusões: A portabilidade do teste quantitativo para identificar a deficiência da enzima G6PD e a sua execução favorecem a logística de oferta tanto do teste quanto do esquema de tratamento com a tafenoquina. A incorporação das tecnologias na região Amazônica apresentou um incremento no orçamento, mas coerente com os potenciais benefícios em termos de eficácia e segurança do trata-mento. A decisão de incorporar essas tecnologias deve levar em consideração as realidades locais e as necessidades da população-alvo. Este estudo contribui para a discussão sobre as melhores abordagens para enfrentar a malária nessa região. Financiamento: Este estudo teve suporte da PATH, Malaria Control and Elimination Programme Os financiadores não interferiram no planejamento, condução e interpretação dos resultados.
Palavras-chave
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Malaria is a serious public health problem in the Brazilian Amazon region, accounting for approximately 99% of cases in the country. Effective treatment and adherence are essential to combat the disease. Recent studies suggest that single-dose tafenoquine (Kozenis®) is more effective and safer than treatments incorporated into routine malaria care in the SUS. However, its use requires a quantitative test to quantify the level of the G6PD (glucose-6-phosphate dehydrogenase) enzyme in individuals eligible for treatment with the tafenoquine regimen to avoid complications in patients with deficiency of this enzyme. The objective was to perform a budget impact analysis (BIA) of the incorporation of the STANDARDTM G6PD quantitative test and the treatment of malaria with the inclusion of a single dose of tafenoquine in patients diagnosed with Plasmodium vivax (P. vivax) infection, from the perspective of the SUS in the Amazon region. Methods: A BIA was conducted from the perspective of the SUS, considering the inclusion of the G6PD test (which has reagent strips and an analyzer) and tafenoquine in the care of P. vivax malaria in the 9 states of the Amazon region over a 5-year time horizon. The eligible study population was defined based on confirmed cases of P. vivax malaria in individuals aged 16 years or older, of both sexes, and excluded pregnant women. The calculation for 5 years was estimated using prediction models based on SIVEP-Malaria between 2009 and 2020 in each state. As a best practice, face validation was performed. Direct medical costs were estimated using a decision tree model. Two scenarios were compared: in the reference scenario, routine treatment with primaquine was used without the G6PD test, and in the alternative scenario, tafenoquine was used after the G6PD test. The incremental budget impact was calculated by the difference between these scenarios. Two options were also considered: without escalation and with escalation (the analyzers would be distributed to the states over the years according to the number of cases). Results: For the alternative scenario, it was estimated that, in 5 years, the need to offer 548,000 tests, 507,000 treatments with tafenoquine, and 1,704 analyzers would be necessary. The total estimated cost over the horizon in the alternative scenario (without escalation) was R$40.1 million, while in the reference scenario it was R$8.8 million. The incorporation of tafenoquine with the G6PD test generated an average annual increase of approximately R$6.2 million in the SUS budget, totaling an increase of R$31.3 million in five years. In the scenario with scaling, these values were lower. The cost of the test reagent strips and the proposed distribution of the analyzers (with or without scaling in the regions) stood out as uncertainty variables. Discussion and conclusions: The portability of the quantitative test to identify G6PD enzyme deficiency and its execution favor the logistics of offering both the test and the treatment regimen with tafenoquine. The incorporation of the technologies in the Amazon region resulted in an increase in the budget, but this was consistent with the potential benefits in terms of treatment efficacy and safety. The decision to incorporate these technologies should take into account local realities and the needs of the target population. This study contributes to the discussion on the best approaches to combat malaria in this region. Funding: This study was supported by PATH, Malaria Control and Elimination Programme. The funders did not interfere in the planning, conduct and interpretation of the results.
Keywords
Budget Impact | Malaria | SUS | Tafenoquine
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.
Autoria (authors)
Ana Carolina Carioca da Costa | Ivan Zimmermann | Marcia Gisele Santos da Costa | Márcia Pinto