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Promovendo o cuidado adequado aos beneficiários do transtorno do espectro autista
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Título
Promovendo o cuidado adequado aos beneficiários do transtorno do espectro autista
Tipo de documento
Artigo
Descrição
Artigo publicado na Revista Brasileira de Saúde Suplementar (RBSS)
Fonte
RBSS
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Dopazo MA, Freitas AG, Silveira GL, Aranha MS, Diniz SSA. Promovendo o cuidado adequado aos beneficiários do transtorno do espectro autista. Rev Bras Saú Sup. 2025;1(1).
Identificador
2025RBSS001
Title
Judicialization in Supplementary Health: Analysis of Processes Related to Autism Spectrum Disorder in Minas Gerais
Document type
Article
Description
Article published in the Revista Brasileira de Saúde Suplementar (RBSS)
Source
RBSS
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Dopazo MA, Freitas AG, Silveira GL, Aranha MS, Diniz SSA. Promovendo o cuidado adequado aos beneficiários do transtorno do espectro autista. Rev Bras Saú Sup. 2025;1(1).
Identifier
2025RBSS001
Resumo
O estudo "Promovendo o Cuidado Adequado aos Beneficiários do Transtorno do Espectro Autista" analisa processos judiciais envolvendo beneficiários com TEA e cooperativas de planos de saúde em Minas Gerais. O TEA, caracterizado por desafios na comunicação social e comportamentos repetitivos, demanda intervenções terapêuticas acessíveis. Diagnósticos precoces e abordagens multidisciplinares são essenciais para o desenvolvimento dos pacientes, envolvendo áreas como psicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. A pesquisa examina a judicialização crescente no setor de saúde suplementar, impulsionada por legislações como a Lei nº 12.764/2012 e a Resolução Normativa nº 539/2022 da ANS. Frequentemente, os processos buscam tratamentos como ABA (Análise do Comportamento Aplicada) e Terapia de Integração Sensorial. A análise abrangeu dados de 2017 a 2021, coletados de 29 cooperativas. Os resultados mostram que 87% das liminares foram favoráveis aos beneficiários, com aumento de 5 liminares em 2017 para 29 em 2021. A maioria das solicitações envolvia crianças de 1 a 9 anos, sendo 60% para terapias baseadas em evidências científicas, embora 10% incluíssem métodos sem comprovação. Operadoras enfrentam desafios como custos crescentes, falta de profissionais qualificados e pedidos por terapias não respaldadas cientificamente. Conclui-se que a judicialização impacta o setor de saúde suplementar, exigindo regulamentações mais eficazes e maior diálogo entre operadoras, profissionais e famílias para garantir terapias de qualidade baseadas em evidências. O equilíbrio entre acesso e sustentabilidade é crucial para atender às necessidades de pacientes com TEA.
Palavras-chave
ANS | Judicialização da saúde | Saúde suplementar | Transtorno do espectro autista
Abstract
Este estudo analisou processos judiciais envolvendo beneficiários com TEA e cooperativas de planos de saúde em Minas Gerais. O TEA, caracterizado por desafios na comunicação social e comportamentos repetitivos, demanda intervenções terapêuticas acessíveis. Diagnósticos precoces e abordagens multidisciplinares são essenciais para o desenvolvimento dos pacientes, envolvendo áreas como psicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. A pesquisa examina a judicialização crescente no setor de saúde suplementar, impulsionada por legislações como a Lei nº 12.764/2012 e a Resolução Normativa nº 539/2022 da ANS. Frequentemente, os processos buscam tratamentos como ABA (Análise do Comportamento Aplicada) e Terapia de Integração Sensorial. Tratou-se de um estudo observacional, descritivo e de caráter retrospectivo. A análise abrangeu dados de 2017 a 2021, coletados de 29 cooperativas compartilhados na plataforma do Sistema Inteligência Judicial pertencente à Unimed Federação Minas (UFM). Os resultados mostram que 87% das liminares foram favoráveis aos beneficiários, com aumento de 5 liminares em 2017 para 29 em 2021. A maioria das solicitações envolvia crianças de 1 a 9 anos, sendo 60% para terapias baseadas em evidências científicas, embora 10% incluíssem métodos sem comprovação. Operadoras enfrentam desafios como custos crescentes, falta de profissionais qualificados e pedidos por terapias não respaldadas cientificamente. Conclui-se que a judicialização impacta o setor de saúde suplementar, exigindo regulamentações mais eficazes e maior diálogo entre operadoras, profissionais e famílias para garantir terapias de qualidade baseadas em evidências. O equilíbrio entre acesso e sustentabilidade é crucial para atender às necessidades de pacientes com TEA.