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VIGIMED: a importância de plataformas de notificações para estudos em ototoxicidade
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Título
VIGIMED: a importância de plataformas de notificações para estudos em ototoxicidade
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Dolfini EA, Gomes ES, Bestetti FV. VIGIMED: a importância de plataformas de notificações para estudos em ototoxicidade. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF213
Title
VIGIMED: The Importance of Reporting Platforms for Ototoxicity Studies
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF213
Resumo
Introdução: A ototoxicidade é o efeito adverso após o uso de alguns medicamentos que causam danos colaterais ao ouvido, podendo gerar perdas auditivas, zumbido e distúrbios do equilíbrio. Corroborando com a evidência prescrita desses efeitos, há a necessidade de controlar a incidência, os sintomas e os princípios ativos que os desencadeiam através de plataformas que favoreçam as notificações em saúde. Atualmente, são identificados mais de 200 medicamentos com efeitos ototóxicos, sendo o órgão da audição (cóclea) o mais comumente afetado. Esses efeitos podem variar entre alterações reversíveis ou permanentes, representando um risco importante para populações vulneráveis aos seus efeitos. Objetivo: Analisar a importância da plataforma VigiMed como ferramenta de notificação de eventos medicamentosos adversos, com enfoque no monitoramento dos efeitos ototóxicos. Métodos: Este estudo tratase de uma análise descritiva a partir de uma abordagem qualitativa, realizada através do levantamento de notificações, disponíveis no sistema de registros, disponibilizado pela Anvisa: VigiMed. Foram realizadas buscas a partir de registros de suspeita de eventos adversos relacionados a medicamentos com potencial ototóxico, como aminoglicosídeos e quimioterápicos, no período de 12/2018 à 01/2025. Resultados: No período de análise, foram registradas 29 notificações relacionadas à ototoxicidade. O medicamento mais citado foi a amicacina, com 10 notificações, seguida por meropenem (4) e cisplatina (3). Esses fármacos também se destacaram em relação aos princípios ativos com mais notificações de efeitos adversos ototóxicos, com amicacina possuindo 6 registros, cisplatina com 5 e meropenem com 4. Outros medicamentos também foram citados, embora em menor número, como levofloxacino e polimixina, indicando uma possível subnotificação sobre esse tipo de reação adversa. Discussão e Considerações Finais: Os dados notificados confirmam a literatura científica em relação aos efeitos ototóxicos de fármacos comumente utilizados pela população, como amicacina e meropenem, que são fortemente associados a efeitos ototóxicos. Apesar disso, a ototoxicidade não está restrita a uma única classe terapêutica, exigindo maior divulgação teóricocientífica, visto que o número reduzido de notificações, 29 no período solicitado, sinaliza a pouca disseminação do canal. Nesse sentido, a falta de conhecimento sobre a ampliação da farmacovigilância entre cidadãos, profissionais de saúde, detentores de registro de medicamentos e patrocinadores de estudos limita a dimensão das adversidades farmacológicas existentes na indústria. Destacase, portanto, a importância do incentivo ao registro consciente dos efeitos farmacológicos adversos em plataformas de notificação, a fim de fortalecer o monitoramento adequado, especialmente à ototoxicidade, possibilitando o fomento de pesquisas científicas e o controle epidemiológico desses efeitos.
Palavras-chave
Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos | Farmacovigilância | Ototoxicidade
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Ototoxicity is an adverse effect following the use of certain medications that cause collateral damage to the ear, potentially leading to hearing loss, tinnitus, and balance disorders. Corroborating the evidence regarding these effects, there is a need to monitor their incidence, symptoms, and the active ingredients that trigger them through platforms that facilitate health notifications. Currently, more than 200 medications with ototoxic effects have been identified, with the auditory organ (cochlea) being the most commonly affected. These effects may range from reversible to permanent changes, representing a significant risk for populations vulnerable to their effects. Objective: To analyze the importance of the VigiMed platform as a tool for reporting adverse drug events, with a focus on monitoring ototoxic effects. Methods: This study is a descriptive analysis based on a qualitative approach, conducted through a survey of notifications available in the records system provided by Anvisa: VigiMed. Searches were performed for records of suspected adverse events related to medications with ototoxic potential, such as aminoglycosides and chemotherapeutic agents, from December 2018 to January 2025. Results: During the analysis period, 29 notifications related to ototoxicity were recorded. The most frequently reported medication was amikacin, with 10 notifications, followed by meropenem (4) and cisplatin (3). These drugs also stood out among the active ingredients with the highest number of reports of ototoxic adverse effects, with amikacin having 6 records, cisplatin 5, and meropenem 4. Other medications were also reported, although in smaller numbers, such as levofloxacin and polymyxin, indicating possible underreporting of this type of adverse reaction. Discussion and Final Considerations: The reported data confirm the scientific literature regarding the ototoxic effects of drugs commonly used by the population, such as amikacin and meropenem, which are strongly associated with ototoxic effects. Nevertheless, ototoxicity is not restricted to a single therapeutic class, requiring greater theoretical and scientific dissemination, since the small number of notifications, 29 during the requested period, indicates the limited dissemination of the reporting channel. In this regard, the lack of knowledge about the expansion of pharmacovigilance among citizens, healthcare professionals, marketing authorization holders, and study sponsors limits the understanding of the extent of pharmacological adverse effects existing in the pharmaceutical industry. Therefore, the importance of encouraging the conscious reporting of adverse pharmacological effects through reporting platforms is highlighted, in order to strengthen adequate monitoring, particularly of ototoxicity, enabling the promotion of scientific research and the epidemiological control of these effects.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.