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Resgate da subjetividade para a formação de profissionais para o cuidado farmacêutico: relato de experiência de uma disciplina de autoetnografia
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Título
Resgate da subjetividade para a formação de profissionais para o cuidado farmacêutico: relato de experiência de uma disciplina de autoetnografia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Castro CCB, Soares JAS, Vieira-Machado UF, Fonseca PAL, Ramos JMM, Detoni KB, et al. Resgate da subjetividade para a formação de profissionais para o cuidado farmacêutico: relato de experiência de uma disciplina de autoetnografia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF142
Title
Recovery of Subjectivity for the Training of Professionals in Pharmaceutical Care: An Experience Report of an Autoethnography Course
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF142
Resumo
Introdução: O cuidado farmacêutico exige uma prática clínica centrada na pessoa, na qual o paciente deve ser assistido sob a perspectiva biopsicossocial, com atenção às suas experiências subjetivas com o uso de medicamentos e plantas medicinais. Assim, para que o(a) farmacêutico(a) possa assumir essa responsabilidade social, é fundamental que sua formação vá além do domínio técnico, incorporando também as dimensões humanísticas e socioculturais. A pesquisa qualitativa, especialmente a autoetnografia, pode ser uma via para a sensibilização e o desenvolvimento de empatia. Ao unir vivências pessoais e aspectos socioculturais, a autoetnografia permite uma compreensão aprofundada das experiências de vida, adoecimento e cuidado (1,2). Objetivo: Relatar as experiências de uma disciplina de autoetnografia e as vivências com esta metodologia como potencial para a formação de profissionais voltados para o cuidado farmacêutico. Descrição do relato: A disciplina, oferecida entre março e junho de 2025, reuniu sete estudantes e duas professoras para discutir artigos e capítulos de livros sobre os aspectos históricos, epistemológicos e metodológicos da autoetnografia. O curso também promoveu um encontro entre estudantes e profissionais interessados em explorar reflexões sobre a prática clínica do farmacêutico sob a ótica do pharmaceutical care (3). Como avaliação, os estudantes produziram escritos autoetnográficos que, com o feedback de todo o grupo, estimularam a autorreflexão, a empatia e a conexão interpessoal. Além das discussões, um documento colaborativo no Google Drive registrou as principais reflexões. A disciplina culminou com uma dinâmica coletiva de nuvem de palavras, buscando responder à questão central: “Como a autoetnografia pode contribuir para a formação de profissionais para o cuidado farmacêutico?”. Os relatos revelam a percepção de uma subjetividade sequestrada pela lógica neoliberal e a autoetnografia como ferramenta de acesso a processos pessoais. Os relatos compartilhados apontam para um ocultamento coletivo da subjetividade frente à demanda por produtividade no cenário farmacêutico e acadêmico. Em contraste, a autoetnografia foi pontuada como uma ferramenta para a construção de competências clínicas, como empatia e competência cultural. A nuvem de palavras confirma que a autoetnografia é “construir nova ciência, novo mundo”, “valorização da subjetividade”, “reinventar o farmacêutico” e “humanizar o cuidado farmacêutico”. Conclusão: A autoetnografia tem o potencial de promover o engajamento empático em profissionais de saúde, unindo teoria e prática. Isso permite novas perspectivas e reflexões sobre diversas realidades, impulsionando mudanças significativas na saúde individual e coletiva. Neste contexto, o resgate da subjetividade promovido pela autoetnografia pode contribuir para a formação de farmacêuticos(as) mais críticos(as), sensíveis, humanistas e reflexivos(as), compatível com a filosofia do cuidado centrado na pessoa.
Palavras-chave
Autoetnografia | Experiência do paciente | Pesquisa qualitativa | Prática clínica farmacêutica
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Pharmaceutical care requires a personcentered clinical practice, in which patients should be assisted from a biopsychosocial perspective, with attention to their subjective experiences regarding the use of medicines and medicinal plants. Therefore, for pharmacists to assume this social responsibility, their education must go beyond technical knowledge, also incorporating humanistic and sociocultural dimensions. Qualitative research, particularly autoethnography, can serve as a pathway for developing awareness and empathy. By combining personal experiences and sociocultural aspects, autoethnography enables an indepth understanding of experiences related to life, illness, and care (1,2). Objective: To report experiences from an autoethnography course and reflections on this methodology as a potential tool for training professionals dedicated to pharmaceutical care. Description of the Report: The course, offered between March and June 2025, brought together seven students and two professors to discuss articles and book chapters addressing the historical, epistemological, and methodological aspects of autoethnography. The course also promoted a meeting between students and professionals interested in exploring reflections on pharmaceutical clinical practice from the perspective of pharmaceutical care (3). As an assessment activity, students produced autoethnographic writings that, through feedback from the entire group, encouraged selfreflection, empathy, and interpersonal connection. In addition to discussions, a collaborative document on Google Drive was used to record the main reflections. The course concluded with a collective word cloud activity aimed at answering the central question: “How can autoethnography contribute to the training of professionals for pharmaceutical care?” The reports revealed the perception of subjectivity being constrained by neoliberal logic and autoethnography as a tool for accessing personal processes. The shared experiences pointed to a collective concealment of subjectivity in response to demands for productivity within pharmaceutical and academic contexts. In contrast, autoethnography was identified as a tool for developing clinical competencies, such as empathy and cultural competence. The word cloud confirmed that autoethnography represents “building new science, a new world,” “valuing subjectivity,” “reinventing the pharmacist,” and “humanizing pharmaceutical care.” Conclusion: Autoethnography has the potential to promote empathic engagement among healthcare professionals by integrating theory and practice. This allows new perspectives and reflections on diverse realities, fostering meaningful changes in individual and collective health. In this context, the recovery of subjectivity promoted by autoethnography may contribute to the education of more critical, sensitive, humanistic, and reflective pharmacists, aligned with the philosophy of personcentered care.
Keywords
Autoethnography | Patient experience | Pharmaceutical clinical practice | Qualitative research
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.