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Perfil sociodemográfico e uso de hormonioterapia em pessoas trans acompanhadas no ambulatório de transição de gênero em Maceió/AL
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Título
Perfil sociodemográfico e uso de hormonioterapia em pessoas trans acompanhadas no ambulatório de transição de gênero em Maceió/AL
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Gomes JHR, Silva LJ, Alves NS, Nascimento VA, Fontes TS, Ferreira EM, et al. Perfil sociodemográfico e uso de hormonioterapia em pessoas trans acompanhadas no ambulatório de transição de gênero em Maceió/AL. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF027
Title
Sociodemographic Profile and Hormone Therapy Use Among Transgender Individuals Followed at a Gender Transition Outpatient Clinic in Maceió, Alagoas
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF027
Resumo
Introdução: A população trans enfrenta barreiras no acesso a serviços de saúde seguros e integrados, especialmente no que se refere à terapia hormonal, acolhimento adequado e discriminação. Para responder a essas demandas, foi implementado, em 2022, um ambulatório de transição de gênero na Clínica da Família Dr. João Fireman, em Maceió, representando um marco na inclusão dessa população com foco no monitoramento da hormonioterapia. Objetivo: Caracterizar o perfil sociodemográfico e o padrão de uso de hormonioterapia das pessoas trans acompanhadas com cuidado farmacêutico no ambulatório de transição de gênero em uma Clínica da Família em Maceió/AL. Métodos: Tratase de um estudo descritivo retrospectivo com coleta de dados realizada por meio do acompanhamento farmacoterapêutico e registro em protocolo próprio de anamnese no período de janeiro a dezembro de 2024. Foram consideradas variáveis como identidade de gênero, faixa etária, território de residência, escolaridade, situação de trabalho, renda familiar e medicamentos hormonais utilizados. A análise contemplou dados sistematizados a partir dos atendimentos farmacêuticos realizados no consultório farmacêutico vinculado ao ambulatório de transição, fundamentada na rotina de atendimentos e nos fluxogramas de dispensação elaborados e registrados pela equipe. Resultados: Foram acompanhadas 265 pessoas trans, sendo 144 homens trans (54%) e 121 mulheres trans (46%). A faixa etária predominante foi de 20 a 29 anos, correspondendo a 144 pessoas (54,2%), e a maioria se declarou solteira, totalizando 181 pessoas (68,4%). Quanto à escolaridade, 62 pessoas (23,6%) possuíam ensino fundamental, 156 (59%) ensino médio e 46 (17,4%) ensino superior. Em relação ao trabalho, 116 pessoas (43,9%) tinham vínculo formal, 69 (25,9%) atuavam informalmente e 80 (30,2%) estavam desempregadas. A renda familiar predominante foi de 1 a 3 salários mínimos, abrangendo 122 pessoas (46,2%). A maioria residia em Maceió, totalizando 239 pessoas (90,1%), sobretudo nos bairros periféricos Jacintinho com 94 pessoas (35,4%) e Benedito Bentes com 38 pessoas (14,2%). Apenas 26 pessoas (9,9%) eram do interior do estado. As terapias hormonais mais utilizadas foram o valerato de estradiol 2 mg entre mulheres trans e a testosterona entre homens trans. Conclusões: O perfil sociodemográfico traçado aponta para um público jovem, de baixa renda e residente em áreas vulneráveis, reforçando a importância do cuidado qualificado. Diante disso, a presença do farmacêutico na equipe multidisciplinar ampliou o acesso à hormonioterapia segura e monitorada, promovendo um cuidado mais humanizado, eficaz e centrado no usuário. O fortalecimento da atuação farmacêutica no cuidado integral à população trans representa uma estratégia efetiva para garantir o acesso justo e humanizado aos tratamentos hormonais no SUS.
Palavras-chave
Assistência farmacêutica | Pessoas transgênero | Terapia de reposição hormonal
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The transgender population faces barriers to accessing safe and integrated healthcare services, particularly regarding hormone therapy, appropriate care, and discrimination. To address these needs, a gender transition outpatient clinic was established in 2022 at the Dr. João Fireman Family Health Clinic in Maceió, representing a milestone in the inclusion of this population, with a focus on monitoring hormone therapy. Objective: To characterize the sociodemographic profile and hormone therapy use among transgender individuals receiving pharmaceutical care at the gender transition outpatient clinic of a Family Health Clinic in Maceió, Alagoas. Methods: This retrospective descriptive study collected data through pharmacotherapeutic followup and standardized medical history records between January and December 2024. Variables included gender identity, age group, area of residence, educational level, employment status, family income, and hormone medications used. The analysis was based on data systematically collected during pharmaceutical consultations conducted in the pharmacistled clinic associated with the gender transition outpatient service, following the routine care workflow and dispensing flowcharts developed and documented by the team. Results: A total of 265 transgender individuals were followed, including 144 transgender men (54%) and 121 transgender women (46%). The predominant age group was 20–29 years, comprising 144 individuals (54.2%), and most participants identified as single (181; 68.4%). Regarding education, 62 individuals (23.6%) had completed elementary school, 156 (59.0%) had completed high school, and 46 (17.4%) had higher education. Concerning employment, 116 individuals (43.9%) had formal employment, 69 (25.9%) worked in the informal sector, and 80 (30.2%) were unemployed. The most common family income ranged from one to three minimum wages, reported by 122 participants (46.2%). Most participants lived in Maceió (239; 90.1%), particularly in the peripheral neighborhoods of Jacintinho (94; 35.4%) and Benedito Bentes (38; 14.2%), while only 26 individuals (9.9%) lived in other municipalities within the state. The most commonly used hormone therapies were estradiol valerate 2 mg among transgender women and testosterone among transgender men. Conclusions: The sociodemographic profile identified a predominantly young, lowincome population living in socially vulnerable areas, highlighting the importance of qualified healthcare. The inclusion of pharmacists within the multidisciplinary team expanded access to safe, monitored hormone therapy, promoting more humanized, effective, and patientcentered care. Strengthening the role of pharmaceutical care in comprehensive healthcare for the transgender population represents an effective strategy to ensure equitable and humanized access to hormone therapy within the Brazilian Unified Health System (SUS).
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.