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PE-43 Há pessoas neurodivergentes na farmácia? Um olhar sobre farmacêuticos e estudantes com transtorno do espectro autista
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Título
PE-43 Há pessoas neurodivergentes na farmácia? Um olhar sobre farmacêuticos e estudantes com transtorno do espectro autista
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Rosa LC, Schultz PV, Manso BB, Rocha KSS, Ayres LR, Araújo DC, Santos-Júnior GA. PE-43 Há pessoas neurodivergentes na farmácia? Um olhar sobre farmacêuticos e estudantes com transtorno do espectro autista. In: Anais do I Congresso Capixaba de Ciências Farmacêuticas; 2025 maio 16-17; Vitória, ES. J Assist Farmac Farmacoecon. 2025;10(Suppl 1).
Identificador
2025JAFF160
Title
PE-43 Are there neurodivergent people in the pharmacy? A Look at Pharmacists and Students with Autism Spectrum Disorder
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Rosa LC, Schultz PV, Manso BB, Rocha KSS, Ayres LR, Araújo DC, Santos-Júnior GA. PE-43 Há pessoas neurodivergentes na farmácia? Um olhar sobre farmacêuticos e estudantes com transtorno do espectro autista. In: Anais do I Congresso Capixaba de Ciências Farmacêuticas; 2025 May 16-17; Vitória, ES. J Assist Farmac Farmacoecon. 2025;10(Suppl 1).
Identifier
2025JAFF160
Resumo
Introdução: A literatura aponta o aumento da prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ao redor do mundo, atingindo uma taxa de 1% da população global. Ademais, a identificação do diagnóstico de TEA entre grupos específicos da população pode contribuir para a compreensão dessa realidade, e assim, fomentar a criação de ambientes acadêmicos e profissionais mais inclusivos e acessíveis. Entretanto, não há estudos de prevalência sobre TEA entre farmacêuticos e estudantes de Farmácia. No Brasil, um estudo conduzido nessa população pode trazer luz sobre a estimativa de farmacêuticos e estudantes de Farmácia com TEA. Objetivo: Sendo assim, o objetivo deste trabalho é identificar estudantes de Farmácia e farmacêuticos que possuem TEA entre participantes de um inquérito nacional. Material e Método: Os dados foram coletados de estudo transversal do tipo survey, realizado entre os meses de setembro de 2021 a agosto de 2022. Farmacêuticos e estudantes de Farmácia das cinco regiões do Brasil foram convidados a responder um formulário online, que continha uma sessão para dados sociodemográficos (sexo, unidade federativa) e questões relacionadas ao TEA (se possuía TEA, familiar com diagnóstico de TEA e se convivia com pessoa com TEA). A amostra foi selecionada por conveniência. Para as análises estatísticas, foi realizada análise descritiva. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 80001624.6.0000.8151 | Parecer n° 4.464.411). Resultados e Discussão: Participaram do inquérito nacional 413 farmacêuticos de 25 unidades federativas do país e 397 estudantes de Farmácia de 22 unidades federativas, sendo a maioria do sexo feminino (81,1% farmacêuticas; n=335 | 78,6% estudantes de Farmácia; n=312). Dentre os farmacêuticos que participaram do inquérito, 1,7% (n=7) relatou possuir TEA e, desses, 85,2% (n=6) relataram possuir familiar com TEA e conviver com pessoas com TEA. Entre os estudantes de Farmácia que participaram do inquérito, 1,0% (n=4) relatou possuir TEA, e desses, 50% (n=2) relataram possuir possuir familiar com TEA e conviver com pessoas com TEA. A prevalência de farmacêuticos com TEA identificada no estudo foi superior à estimativa global de TEA na po-pulação geral, que gira em torno de 1%. No caso dos estudantes de Farmácia, a prevalência observada foi equivalente à média global. Embora a amostra por conveniência seja uma limitação do estudo, os dados ressaltam a necessidade de um censo entre essas populações. Conhecer a prevalência de TEA entre farmacêuticos e estudantes de Farmácia pode impulsionar a imple-mentação de ações que valorizem a neurodiversidade nos cenários acadêmico e farmacêutico. Entre essas ações, destacam-se o desenvolvimento de metodologias de ensino mais acessíveis, o fomento a pesquisas sobre o tema, a formulações de políticas de inclusão no mercado de trabalho, a realização de treinamentos sobre neurodiversidade e a promoção de ambientes de saúde mais inclusivos. Conclusões: O estudo identificou que a taxa de pessoas com TEA que participaram do inquérito foi maior que a prevalência global para farmacêuticos e foi igual à prevalência global para estudantes de Farmácia. Compreender a prevalên-cia de TEA nesses grupos é fundamental para fortalecer políticas de inclusão e criar ambientes mais acessíveis. Diante disso, novos estudos que investiguem a prevalência no cenário nacional podem fortalecer o suporte a essas populações e proporcionar melhores esclarecimentos sobre o assunto.
Palavras-chave
Estudantes de Farmácia | Farmacêuticos | Farmácia | Transtorno do espectro autista
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The literature points to an increasing prevalence of Autism Spectrum Disorder (ASD) worldwide, reaching a rate of 1% of the global population. Furthermore, identifying ASD diagnoses among specific population groups can contribute to understanding this reality and thus foster the creation of more inclusive and accessible academic and professional environments. However, there are no prevalence studies on ASD among pharmacists and pharmacy students. In Brazil, a study conducted in this population could shed light on the estimated number of pharmacists and pharmacy students with ASD. Objective: Therefore, the objective of this study is to identify pharmacy students and pharmacists with ASD among participants in a national survey. Materials and Methods: Data were collected from a cross-sectional survey study conducted between September 2021 and August 2022. Pharmacists and pharmacy students from the five regions of Brazil were invited to complete an online questionnaire containing a section for sociodemographic data (sex, federative unit) and questions related to ASD (whether they had ASD, whether they had a family member diagnosed with ASD, and whether they lived with a person with ASD). The sample was selected by convenience. Descriptive analysis was performed for statistical analysis. This study was approved by the Research Ethics Committee (CAAE 80001624.6.0000.8151 | Opinion No. 4.464.411). Results and Discussion: The national survey included 413 pharmacists from 25 states and 397 pharmacy students from 22 states, the majority being female (81.1% pharmacists; n=335 | 78.6% pharmacy students; n=312). Among the pharmacists who participated in the survey, 1.7% (n=7) reported having ASD, and of these, 85.2% (n=6) reported having a family member with ASD and living with people with ASD. Among the pharmacy students who participated in the survey, 1.0% (n=4) reported having ASD, and of these, 50% (n=2) reported having a family member with ASD and living with people with ASD. The prevalence of pharmacists with ASD identified in the study was higher than the overall estimate of ASD in the general population, which is around 1%. In the case of pharmacy students, the observed prevalence was equivalent to the overall average. Although the convenience sample is a limitation of the study, the data highlight the need for a census among these populations. Knowing the prevalence of ASD among pharmacists and pharmacy students can drive the implementation of actions that value neurodiversity in academic and pharmaceutical settings. Among these actions, the following stand out: the development of more accessible teaching methodologies, the promotion of research on the topic, the formulation of inclusion policies in the job market, the provision of training on neurodiversity, and the promotion of more inclusive healthcare environments. Conclusions: The study identified that the rate of people with ASD who participated in the survey was higher than the global prevalence for pharmacists and equal to the global prevalence for pharmacy students. Understanding the prevalence of ASD in these groups is fundamental to strengthening inclusion policies and creating more accessible environments. Therefore , new studies investigating the prevalence in the national context can strengthen support for these populations and provide better clarification on the subject.
Keywords
Autism spectrum disorder | Pharmacists | Pharmacy | Pharmacy students
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.