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PE-40 Autopercepção de saúde e polifarmácia entre pessoas idosas atendidas em um ambulatório de geriatria do Sistema Único de Saúde
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Título
PE-40 Autopercepção de saúde e polifarmácia entre pessoas idosas atendidas em um ambulatório de geriatria do Sistema Único de Saúde
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Luz AACD, Pezzin J, Hemerly JP. PE-40 Autopercepção de saúde e polifarmácia entre pessoas idosas atendidas em um ambulatório de geriatria do Sistema Único de Saúde. In: Anais do I Congresso Capixaba de Ciências Farmacêuticas; 2025 maio 16-17; Vitória, ES. J Assist Farmac Farmacoecon. 2025;10(Suppl 1).
Identificador
2025JAFF157
Title
PE-40 Self-perceived health and polypharmacy among elderly individuals treated at a geriatric outpatient clinic of the Unified Health System
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Luz AACD, Pezzin J, Hemerly JP. PE-40 Autopercepção de saúde e polifarmácia entre pessoas idosas atendidas em um ambulatório de geriatria do Sistema Único de Saúde. In: Anais do I Congresso Capixaba de Ciências Farmacêuticas; 2025 May 16-17; Vitória, ES. J Assist Farmac Farmacoecon. 2025;10(Suppl 1).
Identifier
2025JAFF157
Resumo
Introdução: O envelhecimento frequentemente é acompanhado de condições crônicas (CC) e para o seu tratamento requer o uso de vários medicamentos1,2,3. Apesar de necessária, a polifarmácia pode levar à autopercepção negativa da saúde e a problemas relacionados aos medicamentos (PRM)2,4. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a autopercepção de saúde e a polifar-mácia em pessoas idosas atendidas em um ambulatório de geriatria. Material e Método: Trata-se de um estudo exploratório e descritivo realizado entre junho de 2024 a abril de 2025. Foram incluídos no estudo pessoas idosas (PI) com 60 anos ou mais atendidos no ambulatório de especialidades do SUS no Espírito Santo. Após a consulta médica geriátrica, o paciente foi encaminhado para o atendimento farmacêutico, onde foram coletadas informações sociodemográficas, histórico de saúde e de utilização de medicamentos. Os dados foram documentados em formulário adaptado do Método Dáder para acompanhamento farmacoterapêutico. Foi realizada análise estatística foi realizada para avaliar a correlação entre idade e número de medica-mentos e autopercepção de saúde e o número de medicamentos em uso e para este fim foi utilizado os testes de correlação de Spearman, testes Qui-quadrado e Kruskal-Wallis, respectivamente. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética, de acordo com o parecer n. 6.071.609. Resultados e Discussão: Foram atendidos 58 PI, sendo que 69% destas eram mulheres cuja idade média foi de 78 anos. Durante os atendimentos farmacêuticos foi observado que os CC mais prevalentes foram: hipertensão arterial (91%), dislipidemia (52%), diabetes (20%), dor (36%), doenças neurodegenerativas (14%) e transtornos de humor (19%). Para tratar tais condições, 81% fizeram uso de 5 fármacos ou mais e foram prescritos em média 7,9 medicamentos/paciente. Os medicamentos mais utilizados para tratar tais problemas de saúde foram: anti-hipertensivos (31%), analgésicos (31%), hipoglicemiantes (14%), hipolipemiantes (9%) e antidepressivos (11%). A maior parte dos entrevistados afirmaram conhecer a terapia medicamentosa (76%), contudo, foi observado 57% apresentaram PRM. As principais causas dos PRM detectados foram: erro de administração (35%), não adesão (27,5%), reações adversas (15%), entre outras causas (22,5%). Em relação a avaliação da autopercepção de saúde, 27% afirmaram ter saúde boa, 44% era regular e 20% avaliaram como ruim ou muito ruim. As variáveis como idade e polifarmácia não demonstraram associação com a autopercepção de saúde, sugerindo que outros fatores podem estar envolvidos nessas condições. Conclusões: Observa-se elevada prevalência de condi-ções crônicas entre os idosos atendidos. A polifarmácia foi acompanhada de PRM, principalmente erros de administração e não adesão. Somado a isso, a autopercepção de saúde regular ou negativa foi observada na maior parte das PI participantes. Apesar da elevada presença de doenças e suas complicações, não foi possível afirmar que neste momento esses fatores afetaram a percepção subjetiva de saúde dos idosos. Ainda assim, o farmacêutico deve desenvolver práticas direcionadas para a promoção de uso racional de medicamentos de PI e contribuir com a longevidade com qualidade de vida.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Aging is frequently accompanied by chronic conditions (CC), and their treatment requires the use of multiple medications 1,2,3 . Although necessary, polypharmacy can lead to negative self-perception of health and medication-related problems (MRPs) 2,4 . Objectives: The objective of this study was to evaluate self-perception of health and polypharmacy in elderly individuals attending a geriatrics outpatient clinic. Material and Method: This is an exploratory and descriptive study conducted between June 2024 and April 2025. Elderly individuals (EI) aged 60 years or older attending a specialty outpatient clinic of the Brazilian Unified Health System (SUS) in Espírito Santo were included in the study. After the geriatric medical consultation, the patient was referred to pharmaceutical care, where sociodemographic information, health history, and medication use data were collected. The data were documented in a form adapted from the Dáder Method for pharmacotherapeutic monitoring. Statistical analysis was performed to evaluate the correlation between age and number of medications and self-perception of health and the number of medications in use. For this purpose, Spearman's correlation test, Chi-square test, and Kruskal-Wallis test were used, respectively. The study was approved by the Ethics Committee, according to opinion no. 6.071.609. Results and Discussion: 58 patients were attended, 69% of whom were women with an average age of 78 years. During pharmaceutical care, the most prevalent clinical conditions were observed to be: hypertension (91%), dyslipidemia (52%), diabetes (20%), pain (36%), neurodegenerative diseases (14%), and mood disorders (19%). To treat these conditions, 81% used 5 or more medications, and an average of 7.9 medications were prescribed per patient. The most commonly used medications to treat these health problems were: antihypertensives (31%), analgesics (31%), hypoglycemic agents (14%), lipid-lowering agents (9%), and antidepressants (11%). Most respondents stated they were familiar with their medication therapy (76%), however, 57% reported drug-related problems (DRPs). The main causes of the detected DRPs were: administration errors (35%), non-adherence (27.5%), adverse reactions (15%), among other causes (22.5%). Regarding self-perceived health, 27% reported good health, 44% reported fair health, and 20% rated it as poor or very poor. Variables such as age and polypharmacy did not show an association with self-perceived health, suggesting that other factors may be involved in these conditions. Conclusions: A high prevalence of chronic conditions was observed among the elderly patients treated. Polypharmacy was accompanied by DRPs, mainly administration errors and non-adherence. In addition, a self-perception of regular or negative health was observed in most of the participating elderly individuals. Despite the high prevalence of diseases and their complications, it was not possible to affirm that these factors affected the subjective perception of health of the elderly at this time. Even so, pharmacists should develop practices aimed at promoting the rational use of medications by elderly individuals and contribute to longevity with quality of life.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.