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PE-10 Perfil HPLC- DAD, atividade antioxidante e avaliação da qualidade microbiológica de quatro espécies de flores comestíveis
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Título
PE-10 Perfil HPLC- DAD, atividade antioxidante e avaliação da qualidade microbiológica de quatro espécies de flores comestíveis
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Verdan LFF, Barbosa TC, Santana DC, Endringer DC. PE-10 Perfil HPLC- DAD, atividade antioxidante e avaliação da qualidade microbiológica de quatro espécies de flores comestíveis. In: Anais do I Congresso Capixaba de Ciências Farmacêuticas; 2025 maio 16-17; Vitória, ES. J Assist Farmac Farmacoecon. 2025;10(Suppl 1).
Identificador
2025JAFF127
Title
PE-10 HPLC-DAD profile, antioxidant activity, and assessment of the microbiological quality of four edible flower species
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Verdan LFF, Barbosa TC, Santana DC, Endringer DC. PE-10 Perfil HPLC- DAD, atividade antioxidante e avaliação da qualidade microbiológica de quatro espécies de flores comestíveis. In: Anais do I Congresso Capixaba de Ciências Farmacêuticas; 2025 May 16-17; Vitória, ES. J Assist Farmac Farmacoecon. 2025;10(Suppl 1).
Identifier
2025JAFF127
Resumo
Introdução: Flores comestíveis são amplamente utilizadas na gastronomia devido ao seu aroma, sabor e potencial funcional. Elas são ricas em compostos bioativos, como flavonoides e ácidos fenólicos, que apresentam propriedades antioxidantes. No entanto, sua segurança microbiológica deve ser considerada, pois podem ser contaminadas por microrganismos patogênicos. Assim, este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil fitoquímico, avaliar a atividade antioxidante e analisar a qualidade microbiológica de quatro espécies de flores comestíveis: Murraya paniculata, Arachis pintoi, Antigonon leptopus e Ixora coccínea. Objetivo: Iden-tificar o perfil fitoquímico e avaliar a qualidade microbiológica das flores comestíveis Murraya paniculata, Arachis pintoi, Antigonon leptopus e Ixora coccínea. Material e Método: A atividade antioxidante foi avaliada por ensaios colorimétricos DPPH, ABTS e FRAP. A caracterização dos compostos bioativos foi realizada por Cromatografia Líquida de Ultra Performance- Espectrometria de Massas Tandem (UPLC-MS), e análises microbiológicas foram conduzidas para detectar Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Salmonella sp. Resultados e Discussão: Avaliação microbiológica revelou a ausência de Salmonella sp. em todas as amostras ana-lisadas, um achado relevante para a segurança alimentar dessas espécies. No entanto, foram detectadas contagens significativas de Staphylococcus aureus em todas as flores testadas, com a maior concentração observada em Arachis pintoi (1,765 × 104 UFC/mL), seguida por Murraya paniculata (9,3 × 10³ UFC/mL), Ixora coccínea (2,35 × 10³ UFC/mL) e Antigonon leptopus (2,2 × 10³ UFC/mL). A presença dessa bactéria pode estar associada ao manuseio inadequado ou à contaminação ambiental. Adicional-mente, Escherichia coli foi identificada exclusivamente em Arachis pintoi (1,13 × 104 UFC/mL), sugerindo possível contaminação fecal, possivelmente relacionada à exposição a fontes de água ou solo contaminados. A avaliação da atividade antioxidante revelou diferenças estatisticamente significativas entre as espécies analisadas. Ixora coccínea demonstrou a maior capacidade antioxidante nos ensaios ABTS (IC50 = 0,130 μg/mL) e DPPH (IC50 = 0,156 μg/mL), sugerindo um elevado potencial de neutralização de radicais livres. No método FRAP, Murraya paniculata apresentou a maior atividade antioxidante (IC50 = 0,100 μg/mL), indicando uma notável capacidade redutora. Por outro lado, Arachis pintoi exibiu os maiores valores de IC50 no ensaio DPPH (4,4E+16 μg/mL), refletindo uma atividade antioxidante consideravelmente inferior quando comparada às demais espécies. A caracterização fitoquímica por HPLC-DAD possibilitou a identificação e quantificação de compostos fenólicos majoritários em cada espécie. Ixora coccínea destacou-se pela elevada concentração de catequina (81.850,03 μg/mg), um flavonoide amplamente reconhecido por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Antigonon leptopus apresentou os maiores níveis de rutina (3.810,87 μg/mg), um composto bioativo associado à modulação do estresse oxidativo. Murraya paniculata foi a única espécie a conter ácido cafeico em níveis detectáveis (7.940,06 μg/mg) e apresentou a maior concentração de ácido clorogênico (50,50 μg/mg), um ácido fenólico com ação antioxidante e anti-inflamatória amplamente estudada. Conclusões: Os resultados destacam o potencial antioxidante e os riscos microbiológicos das flores comestíveis, sublinhando a importância de práticas de manejo adequadas. Estes achados fornecem uma base para o desenvolvimento de produtos alimentares seguros e indicam a necessidade de mais pesquisas para explorar a diversidade fitoquímica e mitigar riscos associados ao consumo de flores.
Palavras-chave
Avaliação microbiológica | Composição fitoquímica | Propriedades antioxidantes
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Edible flowers are widely used in gastronomy due to their aroma, flavor, and functional potential. They are rich in bioactive compounds, such as flavonoids and phenolic acids, which have antioxidant properties. However, their microbiological safety must be considered, as they can be contaminated by pathogenic microorganisms. Thus, this study aimed to characterize the phytochemical profile, evaluate the antioxidant activity, and analyze the microbiological quality of four species of edible flowers: Murraya paniculata, Arachis pintoi, Antigonon leptopus, and Ixora coccinea. Objective: To identify the phytochemical profile and evaluate the microbiological quality of the edible flowers Murraya paniculata, Arachis pintoi, Antigonon leptopus, and Ixora coccinea. Material and Method: Antioxidant activity was evaluated by DPPH, ABTS, and FRAP colorimetric assays. The characterization of bioactive compounds was performed by Ultra Performance Liquid Chromatography-Tandem Mass Spectrometry (UPLC-MS), and microbiological analyses were conducted to detect Staphylococcus aureus, Escherichia coli, and Salmonella sp. Results and Discussion: Microbiological evaluation revealed the absence of Salmonella sp. in all analyzed samples, a relevant finding for the food safety of these species. However, significant counts of Staphylococcus aureus were detected in all tested flowers, with the highest concentration observed in Arachis pintoi (1.765 × 10⁴ CFU /mL), followed by Murraya paniculata (9.3 × 10³ CFU/mL), Ixora coccinea (2.35 × 10³ CFU/mL), and Antigonon leptopus (2.2 × 10³ CFU/mL). The presence of this bacterium may be associated with improper handling or environmental contamination. Additionally, Escherichia coli was identified exclusively in Arachis pintoi (1.13 × 10⁴ CFU /mL), suggesting possible fecal contamination, possibly related to exposure to contaminated water or soil sources. The evaluation of antioxidant activity revealed statistically significant differences between the analyzed species. Ixora coccinea demonstrated the highest antioxidant capacity in the ABTS (IC50 = 0.130 μg/mL) and DPPH (IC50 = 0.156 μg/mL) assays , suggesting a high potential for neutralizing free radicals. In the FRAP method, Murraya paniculata showed the highest antioxidant activity (IC50 = 0.100 μg/mL), indicating a remarkable reducing capacity. On the other hand, *Arachis pintoi* exhibited the highest IC50 values in the DPPH assay (4.4E+16 μg/mL), reflecting a considerably lower antioxidant activity when compared to the other species. Phytochemical characterization by HPLC-DAD allowed the identification and quantification of major phenolic compounds in each species. *Ixora coccinea* stood out for its high concentration of catechin (81,850.03 μg/mg), a flavonoid widely recognized for its antioxidant and anti-inflammatory properties. *Antigonon leptopus* presented the highest levels of rutin (3,810.87 μg/mg), a bioactive compound associated with the modulation of oxidative stress. Murraya paniculata was the only species to contain detectable levels of caffeic acid (7,940.06 μg/mg) and showed the highest concentration of chlorogenic acid (50.50 μg/mg), a phenolic acid with widely studied antioxidant and anti-inflammatory action. Conclusions: The results highlight the antioxidant potential and microbiological risks of edible flowers, underlining the importance of proper management practices. These findings provide a basis for the development of safe food products and indicate the need for further research to explore phytochemical diversity and mitigate risks associated with flower consumption.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.