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O preço de tecnologias substitutas: o caso do aripiprazol para esquizofrenia
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Título
O preço de tecnologias substitutas: o caso do aripiprazol para esquizofrenia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Santos AS, Guerra AA Jr, Noronha KVM, Andrade MV, Ruas CM. O preço de tecnologias substitutas: o caso do aripiprazol para esquizofrenia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF081
Title
Substitutive Technology Pricing: The Case of Aripiprazole for Schizophrenia
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Santos AS, Guerra AA Jr, Noronha KVM, Andrade MV, Ruas CM. O preço de tecnologias substitutas: o caso do aripiprazol para esquizofrenia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF081
Resumo
Introdução: Apenas uma pequena parte dos novos fármacos é realmente inovadora, 85-90% de todas as novas tecnologias em saúde tem pequena ou nenhuma vantagem sobre as alternativas terapêuticas existentes. As avaliações econômicas em saúde podem ser utilizadas para induzir preços aceitáveis para novas tecnologias. OBJETIVO: Esse trabalho discute um valor de limiar de custo-efetividade (LCE) a ser aplicado para a regulação de preços de tecnologias substitutas e apresenta a aplicação do método na avaliação de custo-efetividade (ACE) do aripiprazol para esquizofrenia. Métodos: Um modelo de Markov com horizonte temporal de três anos e ciclos trimestrais foi desenvolvido em TreeAgePro® 2009 para ACE entre haloperidol, clorpromazina, risperidona, quetiapina, ziprasidona, olanzapina e aripiprazol para esquizofrenia. Considerando que tecnologias substitutas adicionam pequenos benefícios marginais em inovação ou considerações éticas ao sistema, não faz sentido permitir perda de eficiência para sua incorporação. O valor máximo do LCE (k) está relacionado ao preço máximo que o medicamento pode adotar e há um limiar (b) associado ao preço de equilíbrio em mercado competitivo. Não há razão para acreditarmos que o mercado farmacêutico oligopolista cobra preços no valor de equilíbrio. Dessa forma, quando a razão de custo-efetividade (RCE) do comparador é menor que k, pode-se demonstrar que é uma estimativa plausível para o LCE que cumpre com o objetivo de aumentar o benefício do consumidor, garantindo ao produtor parte do excedente combinado. Para determinação do resultado do estudo, a RCE da tecnologia mais eficiente foi utilizada como LCE. Foi conduzida uma análise de sensibilidade univariada no preço do aripiprazol para avaliar o preço máximo recomendável para incorporação do medicamento. Resultados: A clorpromazina foi o medicamento mais eficiente observado (RCE=$7.320 BRL/AVAQ). A olanzapina, medicamento mais efetivo, pode ser considerada custo-efetiva se seu preço for inferior a ≈$0,0628 BRL/mg. Esse preço é plausível dado que existem valores de compra inferiores registrados nas bases do governo. O aripiprazol, a quetiapina e a ziprasidona foram dominadas. A análise de sensibilidade mostra incerteza importante no modelo. Há, no entanto, uma separação proeminente entre ziprasidona, quetiapina e a fronteira de eficiência. O aripiprazol, mesmo com o preço definido em zero, proporcionou valores mais altos de RCE que os outros medicamentos não dominados: $8.303 vs. $7.985 (haloperidol), $7.320 (clorpromazina), $7.380 (risperidona) e $7.594 (olanzapina) BRL/AVAQ. Conclusão: A olanzapina foi considerada potencialmente o medicamento mais custo-efetivo para o tratamento da esquizofrenia e não existe preço viável que faça o aripiprazol recomendável para incorporação em primeira linha no Sistema Único de Saúde. O método proposto é capaz de auxiliar na incorporação e precificação de tecnologias substitutas.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Only a small fraction of new drugs are truly innovative; 85-90% of all new health technologies offer little or no advantage over existing therapeutic alternatives. Health economic evaluations play a crucial role in setting acceptable prices for new technologies. OBJECTIVE: This paper discusses a cost-effectiveness threshold (CET) to be applied in regulating prices of substitute technologies and presents its application in the cost-effectiveness analysis (CEA) of aripiprazole for schizophrenia. Methods: A three-year Markov model with quarterly cycles was developed using TreeAgePro® 2009 to assess the cost-effectiveness among haloperidol, chlorpromazine, risperidone, quetiapine, ziprasidone, olanzapine, and aripiprazole for schizophrenia. Considering that substitute technologies offer marginal benefits in innovation or ethical considerations, it does not make sense to allow loss of efficiency for their incorporation. The maximum value of the CET (k) is related to the maximum price the medication can adopt, with a threshold (b) associated with the equilibrium price in a competitive market. There is no reason to believe that the oligopolistic pharmaceutical market charges prices at the equilibrium value. Thus, when the cost-effectiveness ratio (CER) of the comparator is lower than k, it can be shown to be a plausible estimate for the CET that achieves the objective of increasing consumer benefit while ensuring the producer receives part of the combined surplus. For the study's outcome, the CER of the most efficient technology was used as the CET. A univariate sensitivity analysis on the price of aripiprazole was conducted to assess the maximum recommended price for the medication's incorporation. Results: Chlorpromazine was the most efficient medication observed (CER=$7,320 BRL/QALY). Olanzapine, the most effective medication, can be considered cost-effective if its price is below ≈$0.0628 BRL/mg. This price is plausible as lower purchase values are recorded in government databases. Aripiprazole, quetiapine, and ziprasidone were dominated. The sensitivity analysis shows significant uncertainty in the model. However, there is a prominent separation between ziprasidone, quetiapine, and the efficiency frontier. Aripiprazole, even when priced at zero, yielded higher CER values compared to other non-dominated medications: $8,303 vs. $7,985 (haloperidol), $7,320 (chlorpromazine), $7,380 (risperidone), and $7,594 (olanzapine) BRL/QALY. Conclusion: Olanzapine was considered potentially the most cost-effective medication for treating schizophrenia, and there is no viable price that makes aripiprazole recommendable for first-line incorporation into the Unified Health System (SUS). The proposed method can assist in the incorporation and pricing of substitute technologies effectively.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.