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Medicamentos para o tratamento de asma eosinofílica grave na perspectiva de um informe de Monitoramento do Horizonte Tecnológico (MHT)
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Título
Medicamentos para o tratamento de asma eosinofílica grave na perspectiva de um informe de Monitoramento do Horizonte Tecnológico (MHT)
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Carvalho WFO, Magalhães GCB. Medicamentos para o tratamento de asma eosinofílica grave na perspectiva de um informe de Monitoramento do Horizonte Tecnológico (MHT). J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF077
Title
Medications for the Treatment of Severe Eosinophilic Asthma from the Perspective of a Horizon Scanning Report (HSR).
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF077
Resumo
Introdução: A Asma Eosinofílica (AE) é um subtipo de asma caracterizado por eosinofilia tecidual e do escarro, representando aproximadamente 70% de todos os casos graves da doença. A presença de altos níveis de eosinófilos é um marcador associado ao mau controle dos sintomas e aumento das exacerbações. Muitos pacientes são refratários aos tratamentos convencionais disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), como os corticosteroides, o que torna o monitoramento de novas terapias uma necessidade para a saúde pública. Objetivo: Identificar e descrever as tecnologias novas e emergentes para o tratamento da asma eosinofílica grave em adultos, e apresentar dados de eficácia e segurança dessas terapias na perspectiva de um informe de Monitoramento do Horizonte Tecnológico (MHT). Métodos: Foi realizada uma busca na base de registros de ensaios clínicos ClinicalTrials.gov para identificar tecnologias para o tratamento da asma eosinofílica em adultos (2059 anos), em fases 2 e 3 de pesquisa. Foram selecionados estudos finalizados entre 20192024. A partir dos códigos de registro (NCT), buscaramse Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) nas bases MEDLINE e Google Acadêmico para avaliar eficácia e segurança. Os dados foram extraídos com instrumento padronizado e analisados qualitativamente, com foco em resultados com significância estatística (p≤0,05). Resultados: A busca identificou 31 ensaios, com 4 registros para 3 tecnologias atendendo aos critérios. A análise final incluiu 5 Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) sobre benralizumabe e GB001. Para o benralizumabe, anticorpo antiIL5, o estudo demonstrou redução significativa da mediana da dose de corticosteroide oral (OCS) em 75% (vs. 25% com placebo, p<0,001) e das taxas anuais de exacerbação em até 70% (p<0,001). A análise integrada dos estudos confirmou a manutenção desses benefícios a longo prazo. O GB001, antagonista oral do receptor DP2, foi bem tolerado, com melhora na função pulmonar (FEV1 ) e redução na piora da asma, principalmente em pacientes com biomarcadores de inflamação tipo 2 elevados. Conclusões: A pesquisa identificou tecnologias promissoras para a AE grave, com destaque para a eficácia e segurança do benralizumabe e GB001. Embora os resultados indiquem um avanço no controle da doença, a incorporação no SUS requer uma Avaliação de Tecnologia em Saúde (ATS) que transcenda os desfechos clínicos. Fatores como avaliação econômica, impacto orçamentário, adesão ao tratamento, qualidade de vida do usuário e a adequação ao cenário logístico local são indispensáveis para subsidiar uma tomada de decisão que zele pela universalidade, equidade e sustentabilidade.
Palavras-chave
Asma eosinofílica | Tecnologias emergentes | Terapias biológicas monoclonais | Tratamento da asma
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Eosinophilic Asthma (EA) is an asthma subtype characterized by tissue and sputum eosinophilia, representing approximately 70% of all severe cases of the disease. High eosinophil levels are a marker associated with poor symptom control and increased exacerbations. Many patients are refractory to conventional treatments available in the Unified Health System (SUS), such as corticosteroids, making the monitoring of new therapies a public health necessity. Objective: To identify and describe new and emerging technologies for the treatment of severe eosinophilic asthma in adults and present efficacy and safety data of these therapies from the perspective of a Horizon Scanning Report (HSR). Methods: A search was conducted in the ClinicalTrials.gov clinical trial registry database to identify technologies for the treatment of eosinophilic asthma in adults (20–59 years), in phases 2 and 3 of research. Completed studies between 2019 and 2024 were selected. Based on registration codes (NCT), Randomized Clinical Trials (RCTs) were searched in the MEDLINE and Google Scholar databases to assess efficacy and safety. Data were extracted using a standardized instrument and qualitatively analyzed, focusing on statistically significant results (p≤0.05). Results: The search identified 31 trials, with 4 records for 3 technologies meeting the eligibility criteria. The final analysis included 5 Randomized Clinical Trials (RCTs) on benralizumab and GB001. For benralizumab, an antiIL5 antibody, the study demonstrated a significant reduction in the median oral corticosteroid (OCS) dose by 75% (vs. 25% with placebo, p<0.001) and in annual exacerbation rates by up to 70% (p<0.001). The integrated analysis of studies confirmed the longterm maintenance of these benefits. GB001, an oral DP2 receptor antagonist, was well tolerated, improving lung function (FEV1) and reducing asthma worsening, particularly in patients with elevated type 2 inflammation biomarkers. Conclusions: The research identified promising technologies for severe EA, highlighting the efficacy and safety of benralizumab and GB001. Although results indicate advances in disease control, incorporation into SUS requires a Health Technology Assessment (HTA) that goes beyond clinical outcomes. Factors such as economic evaluation, budget impact, treatment adherence, user quality of life, and adaptation to the local logistical context are essential to support decisionmaking that ensures universality, equity, and sustainability.
Keywords
Asthma treatment | Emerging technologies | Eosinophilic asthma | Monoclonal biologic therapies
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.