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Mapeamento quanto à segurança da farmacoterapia antirretroviral entre pessoas vivendo com HIV: da análise de incidência à gravidade
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Título
Mapeamento quanto à segurança da farmacoterapia antirretroviral entre pessoas vivendo com HIV: da análise de incidência à gravidade
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Reis HPLC, Carlos JO, Loureiro CV, Carvalho BM, Takeda CF, Francelino EV, Araújo AMS, Batista MJ, Monteiro MP, Ponciano ÂMS, Fonteles MMF. Mapeamento quanto à segurança da farmacoterapia antirretroviral entre pessoas vivendo com HIV: da análise de incidência à gravidade. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identificador
2016JAFF012
Title
Mapping the Safety of Antiretroviral Pharmacotherapy Among People Living with HIV: From Incidence Analysis to Severity
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Reis HPLC, Carlos JO, Loureiro CV, Carvalho BM, Takeda CF, Francelino EV, Araújo AMS, Batista MJ, Monteiro MP, Ponciano ÂMS, Fonteles MMF. Mapeamento quanto à segurança da farmacoterapia antirretroviral entre pessoas vivendo com HIV: da análise de incidência à gravidade. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identifier
2016JAFF012
Resumo
Introdução: O modelo brasileiro de assistência farmacêutica para acesso universal à terapia antirretroviral (ARV) é referência em todo o mundo. No entanto, garantir apenas a aquisição desses medicamentos não repercuti, obrigatoriamente, em desfechos favoráveis para as pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHIV/AIDS), há necessidade de monitorar sua farmacoterapia, sabidamente complexa e, muitas vezes, leva a uma insegurança terapêutica para esses indivíduos. Este fato pode ser representado pelo surgimento de reações adversas aos antirretrovirais (RA-ARV) que afetam negativamente a qualidade de vida das PVHIV/AIDS.Objetivo: Neste sentido, buscou-se mapear as RA-ARV manifestadas durante o Acompanhamento Farmacoterapêutico (AFT), determinando as incidências desses eventos negativos relacionados aos ARV e classificar suas causalidades. Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal, realizado de acordo com Método Dáder de atenção farmacêutica para 100 pessoas vivendo com HIV monitoradas em um centro de especialidades médicas de Fortaleza-CE, no período de novembro/2008 a Janeiro/2012, através de consultas multidisciplinares mensais e atendimento farmacêutico individualizado. Os dados foram coletados da ficha de AFT individual desenhada para este fim. As RA-ARV foram classificadas pelo método da Organização Mundial da Saúde (2002), quanto à causalidade como “definida, provável,possível, condicional e não relacionada” e gravidade “leve, moderada, grave e fatal”. Trabalho aprovado pelo Comitê Ética/UFC Nº 191/08. Resultados: Obteve-se uma incidência de 28,58% (n=245) de RA-ARV, onde as do trato gastrointestinal foram as mais observadas 47,5% (117/245), ex. diarréia, náusea e vômito. As relacionadas ao Sistema Nervoso apareceram em segundo lugar 41,22% (101/245), manifestadas por tonturas, pesadelos, delírios. Quanto às classes de ARV os que mais ocasionaram RA foram Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa 46,12% (113/245), Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa com 29,80% (73/245) e Inibidores de Protease 20% (49/245). Em relação à causalidade foram classificados como possível 50,20% (123/ 245), como provável um total de 19,18% (47/245) e comocondicional 30,61% (75/245). Quanto à gravidade foi classificada como leve 72,24 % (177/245) e moderada 27,75% (68/245). Discussão: Diante dos achados, ressalta-se o importante papel do AFT como mecanismo estratégico na rastreabilidade da segurança dos medicamentos de PVHIV/AIDS que geram frequentes problemas na sua farmacoterapia, como evidenciado em praticamente 30% de incidência de RA-ARV, não limitando o papel do farmacêutico ao acesso do medicamento, mas no manejo individualizado das demandas de cada usuário. Conclusão: Os dados ratificaram que os ARV são altos desencadeantes de RA e estas precisam ser monitorados continuamente quanto sua causalidade e gravidade através de um AFT sistemático e contínuo, buscando o melhor manejo da segurança dessa farmacoterapia e prevenindo falhas de adesão.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Brazil's pharmaceutical care model for universal access to antiretroviral therapy (ART) is a global reference. However, ensuring the acquisition of these medications alone does not necessarily translate into favorable outcomes for people living with HIV/AIDS (PLHIV/AIDS). There is a need to monitor their complex pharmacotherapy, which often leads to therapeutic insecurity among these individuals. This is exemplified by the occurrence of adverse reactions to antiretrovirals (ARVs), negatively impacting the quality of life of PLHIV/AIDS. Objective: This study aimed to map the adverse reactions to ARVs manifested during Pharmaceutical Care Monitoring (PCM), determining the incidence of these negative events related to ARVs and classifying their causality. Methods: This longitudinal study was conducted following the Dáder Method of pharmaceutical care for 100 PLHIV/AIDS monitored at a specialized medical center in Fortaleza, Brazil, from November 2008 to January 2012. Monthly multidisciplinary consultations and individualized pharmaceutical care were provided. Data were collected from individual PCM records designed for this purpose. Adverse reactions to ARVs were classified according to the World Health Organization's method (2002) based on causality ("definite, probable, possible, conditional, and not related") and severity ("mild, moderate, severe, and fatal"). The study was approved by the Ethics Committee of UFC (University of Fortaleza) under protocol number 191/08. Results: A total incidence of 28.58% (n=245) of adverse reactions to ARVs was observed, with gastrointestinal reactions being the most common at 47.5% (117/245), e.g., diarrhea, nausea, and vomiting. Neurological reactions ranked second at 41.22% (101/245), manifested as dizziness, nightmares, and delirium. Among ARV classes, Nucleoside Reverse Transcriptase Inhibitors accounted for 46.12% (113/245) of adverse reactions, followed by Non-Nucleoside Reverse Transcriptase Inhibitors at 29.80% (73/245) and Protease Inhibitors at 20% (49/245). Causality was classified as possible in 50.20% (123/245) of cases, probable in 19.18% (47/245), and conditional in 30.61% (75/245). In terms of severity, reactions were classified as mild in 72.24% (177/245) and moderate in 27.75% (68/245). Discussion: These findings underscore the crucial role of Pharmaceutical Care Monitoring as a strategic mechanism for tracking medication safety in PLHIV/AIDS, given the frequent issues in their pharmacotherapy. The study highlights a nearly 30% incidence rate of adverse reactions to ARVs, emphasizing that the pharmacist's role extends beyond medication access to individualized management of each user's needs.Conclusion: The data confirm that ARVs are significant triggers of adverse reactions, necessitating continuous monitoring of their causality and severity through systematic and ongoing Pharmaceutical Care Monitoring. This approach aims to optimize the safety management of pharmacotherapy and prevent adherence failures among PLHIV/AIDS.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.
Autores
Ana Maria Souza Araújo | Ângela Maria de Souza Ponciano | Braulio Mota Carvalho | Catarine Vitor Loureiro | Christianne Fernandes Takeda | Eudiana Vale Francelino | Henry Pablo Lopes Campos e Reis | Juliana De Oliveira Carlos | Maria Jaqueline Batista | Marta Maria de França Fonteles | Mirian Parente Monteiro