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Integração do farmacêutico clínico na equipe de cuidados paliativos: relato de experiência sobre controle de sintomas, desprescrição e fortalecimento da prática transdisciplinar
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Título
Integração do farmacêutico clínico na equipe de cuidados paliativos: relato de experiência sobre controle de sintomas, desprescrição e fortalecimento da prática transdisciplinar
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Oliveira MRA. Integração do farmacêutico clínico na equipe de cuidados paliativos: relato de experiência sobre controle de sintomas, desprescrição e fortalecimento da prática transdisciplinar. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF126
Title
Integration of the Clinical Pharmacist into the Palliative Care Team: An Experience Report on Symptom Control, Deprescribing, and Strengthening Transdisciplinary Practice
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF126
Resumo
Introdução: A farmacêutica clínica especializada em Cuidados Paliativos tem se consolidado como integrante essencial da equipe multiprofissional, especialmente diante da complexidade do manejo farmacoterapêutico e da necessidade de individualização das metas assistenciais desse perfil de pacientes¹,². Objetivo: Relatar a experiência da inserção da farmacêutica na linha de Cuidados Paliativos, no acompanhamento de pacientes internados em um hospital filantrópico de Salvador, Bahia, entre junho e agosto de 2025, com ênfase em suas contribuições clínicas. Descrição do relato: A atuação farmacêutica incluiu a revisão diária das prescrições, das evoluções multiprofissionais registradas em prontuário, de exames laboratoriais e de laudos de imagem, seguida de visitas beiraleito diárias aos pacientes em cuidados paliativos exclusivos e visitas sob demanda para interconsultas. Além disso, incluiu participação em discussões clínicas semanais com a equipe multiprofissional, reuniões familiares e orientações a pacientes, familiares e cuidadores sobre condutas medicamentosas e ao uso seguro dos fármacos. As visitas conjuntas com médicas paliativistas, assistente social, enfermeira e psicóloga possibilitaram correlacionar sintomas relatados com a farmacoterapia em uso, favorecendo intervenções mais precisas. Observouse, também, a necessidade contínua de ações educativas direcionadas tanto para profissionais de saúde quanto para familiares e cuidadores. No manejo farmacoterapêutico, destacaramse intervenções voltadas à otimização da analgesia multimodal, rotação de opioides, prevenção e tratamento de sintomas como constipação, náuseas, vômitos, insônia, sialorreia e tosse. Também foram relevantes orientações sobre utilização de fármacos por via subcutânea (hipodermóclise), a adequação de diluições de medicamentos parenterais, a recomendações de desprescrição de fármacos sem benefício clínico e a racionalização de duplicidades terapêuticas. Dentre os principais resultados observados nesse período observouse maior contribuição na otimização do controle de sintomas, maior segurança no uso de medicamentos, simplificação da farmacoterapia e fortalecimento do vínculo com pacientes, familiares e equipe multiprofissional, favorecendo uma prática transdisciplinar. A elevada taxa de aceitação das intervenções reforçou o reconhecimento do papel do farmacêutico no cuidado centrado no paciente. Conclusão: A experiência descrita pode demonstrar que a integração do farmacêutico clínico na linha de Cuidados Paliativos possui potencial significativo para a qualidade da assistência, apoiando a tomada de decisão compartilhada, a individualização terapêutica e a promoção do conforto. Ressaltase, contudo, a necessidade de ampliar a formação especializada de farmacêuticos na área e de consolidar esse espaço de atuação nos serviços de saúde.
Palavras-chave
Cuidados paliativos | Farmácia clínica | Intervenção farmacêutica | Segurança do paciente
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Specialized clinical pharmacists in Palliative Care have become essential members of multidisciplinary teams, particularly due to the complexity of pharmacotherapeutic management and the need to individualize care goals for this patient population.¹˒² Objective: To report the experience of integrating a pharmacist into the Palliative Care pathway, following hospitalized patients at a philanthropic hospital in Salvador, Bahia, between June and August 2025, with emphasis on clinical contributions. Report Description: Pharmaceutical practice included daily review of prescriptions, multidisciplinary progress notes recorded in medical records, laboratory tests, and imaging reports, followed by daily bedside visits to patients receiving exclusive palliative care and ondemand visits for interconsultations. Additionally, the pharmacist participated in weekly clinical discussions with the multidisciplinary team, family meetings, and provided guidance to patients, families, and caregivers regarding medication management and safe drug use. Joint visits with palliative care physicians, social workers, nurses, and psychologists enabled the correlation of reported symptoms with ongoing pharmacotherapy, promoting more precise interventions. The continuous need for educational actions directed toward both healthcare professionals and family members and caregivers was also observed. Regarding pharmacotherapeutic management, interventions focused on optimizing multimodal analgesia, opioid rotation, and the prevention and treatment of symptoms such as constipation, nausea, vomiting, insomnia, sialorrhea, and cough. Guidance on the use of subcutaneous medication administration (hypodermoclysis), adjustment of parenteral medication dilutions, recommendations for deprescribing medications without clinical benefit, and rationalization of therapeutic duplications were also relevant. Among the main outcomes observed during this period were greater contribution to symptom control optimization, increased medication safety, simplification of pharmacotherapy, and strengthening of bonds with patients, families, and the multidisciplinary team, promoting transdisciplinary practice. The high acceptance rate of interventions reinforced the recognition of the pharmacist’s role in patientcentered care. Conclusion: The reported experience demonstrates that the integration of the clinical pharmacist into Palliative Care pathways has significant potential to improve the quality of care by supporting shared decisionmaking, therapeutic individualization, and comfort promotion. However, the need to expand specialized training for pharmacists in this field and consolidate this area of practice within healthcare services is emphasized.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.