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Impacto orçamentário com a inclusão da diretriz de limiar de custo efetividade: Uma análise dos últimos 10 anos.
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Título
Impacto orçamentário com a inclusão da diretriz de limiar de custo efetividade: Uma análise dos últimos 10 anos.
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Bello L, Ferreira R, Sarmento T, Brito NC, Picoli R. Impacto orçamentário com a inclusão da diretriz de limiar de custo efetividade: Uma análise dos últimos 10 anos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF070
Title
Budgetary Impact of Including Cost-Effectiveness Threshold Guidelines: An Analysis of the Last 10 Years
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Bello L, Ferreira R, Sarmento T, Brito NC, Picoli R. Impacto orçamentário com a inclusão da diretriz de limiar de custo efetividade: Uma análise dos últimos 10 anos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF070
Resumo
Introdução: A CONITEC é o órgão vinculado ao Ministério da Saúde (MS) responsável por avaliar a incorporação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil não possui um padrão pragmático no processo de tomada de decisões, avaliando individualmente cada uma das tecnologias submetidas no que tange critérios clínicos e econômicos, como custo-efetividade. Este tema ganhou destaque em 2021, onde foi pauta de uma oficina realizada pelo MS, o qual através de discussão com especialistas identificou que o valor de 1 PIB per capita seria adequado para critério de aceite de novos medicamentos. Ainda que o valor estabelecido tenha sido de 1 PIB per capita, casos especiais podem ser discutidos se o parâmetro for de até 3 PIB per capita. Objetivo: Avaliar o impacto econômico da utilização da diretriz de limiar de custo efetividade, atualmente em consulta pública, no SUS. Métodos: Estudo retrospectivo coletou dados da tomada de decisão da CONITEC, no período de 2012 a 2021, para medicamentos indicados para hematologia, imunologia, doenças raras e oncologia. Além da recomendação positiva ou não do órgão, informações econômicas foram coletadas, sendo elas a razão de custo-efetividade incremental (RCEI) e impacto orçamentário (IO). A partir deste levamento, foi realizada uma comparação entre as decisões efetivamente tomadas e as que teriam sido realizadas frente à diretriz de limiar de custo efetividade de 1 PIB per capita. Resultados: Ao longo do período analisado, 59 medicamentos foram avaliados. Destes, 43 foram submetidos para avaliação com valor menor que 1 PIB per capita, 14 medicamentos com valor entre 1 e 2 PIB per capita e 2 medicamentos com valor entre 2 e 3 PIB per capita. Dentre as 43 medicações do primeiro subgrupo, 40% foram aprovados, enquanto na faixa de 1 a 2 PIB per capita o índice de aprovação foi de 29% e para 2 a 3 PIB per capita foi de 50%. No geral, a CONITEC teve taxa de aceitação de 37%, o que representou gasto total de R$ 4.032.341.086,18 em 5 anos. Caso a nova diretriz de limiar de custo efetividade seja aprovada, é esperado que medicamentos com RCEI menor que 1 PIB per capita sejam incorporados. Dessa forma, a taxa de aceitação da CONITEC mudaria para 81%, gerando um impacto orçamentário incremental de R$ 2.722.461.560,91. O que corresponde a aumento de 67,5% nos gastos com medicamentos em até 5 anos. Conclusão: A adoção do limiar de custo-efetividade em 1 PIB per capita faria com que a taxa de aprovação da CONITEC aumentasse consideravelmente e, consequentemente, representasse um aumento no impacto orçamentário relevante. Isso acontece principalmente pelo fato da maioria dos medicamentos analisados estarem dentro do limiar de custo-efetividade proposto. O Brasil vêm atualizando os critérios para tomada de decisão em saúde, com a possibilidade de utilizar o limiar de custo efetividade associado a outros parâmetros relevantes no processo de avaliação de tecnologias em saúde.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: CONITEC is the body linked to the Ministry of Health (MS) responsible for evaluating the incorporation of new technologies into Brazil's Unified Health System (SUS). Brazil currently lacks a pragmatic standard in its decision-making process, evaluating each technology individually based on clinical and economic criteria, such as cost-effectiveness. This topic gained prominence in 2021, highlighted during a workshop conducted by the MS, where discussions with experts identified that setting a threshold at 1 GDP per capita would be appropriate for accepting new medications. Although the established threshold was 1 GDP per capita, special cases could be discussed if the parameter was up to 3 GDP per capita. Objective: To assess the economic impact of implementing the cost-effectiveness threshold guideline, currently under public consultation, within SUS. Methods: A retrospective study collected data from CONITEC decision-making processes between 2012 and 2021, focusing on medications indicated for hematology, immunology, rare diseases, and oncology. Alongside the agency's positive or negative recommendations, economic information was gathered, including the incremental cost-effectiveness ratio (ICER) and budgetary impact (BI). Based on this data, a comparison was made between actual decisions and those that would have been made under the proposed cost-effectiveness threshold of 1 GDP per capita. Results: Over the analyzed period, 59 medications were evaluated. Among these, 43 were submitted for evaluation with a cost-effectiveness ratio below 1 GDP per capita, 14 medications fell between 1 and 2 GDP per capita, and 2 medications fell between 2 and 3 GDP per capita. Within the first subgroup of 43 medications, 40% were approved, while the approval rate was 29% for medications costing between 1 and 2 GDP per capita, and 50% for those costing between 2 and 3 GDP per capita. Overall, CONITEC had an acceptance rate of 37%, amounting to a total expenditure of R$ 4,032,341,086.18 over 5 years. If the new cost-effectiveness threshold guideline is approved, medications with an ICER below 1 GDP per capita are expected to be incorporated. Consequently, CONITEC's approval rate would increase to 81%, resulting in an incremental budgetary impact of R$ 2,722,461,560.91. This corresponds to a 67.5% increase in medication expenditures over 5 years. Conclusion: Adopting a cost-effectiveness threshold of 1 GDP per capita would significantly increase CONITEC's approval rate and consequently lead to a substantial increase in budgetary impact. This is primarily because the majority of medications analyzed fall within the proposed cost-effectiveness threshold. Brazil is updating its criteria for health decision-making, potentially incorporating cost-effectiveness thresholds along with other relevant parameters in the health technology assessment process.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.