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Hospitalizações de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia no sistema único de saúde em minas gerais: aspectos sociodemográficos e custo do tratamento
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Título
Hospitalizações de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia no sistema único de saúde em minas gerais: aspectos sociodemográficos e custo do tratamento
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Rodrigues LSM, Santos AS, Guerra Júnior AA, Alemão MM, Oliveira HN, Reis EA, Vidal CEL, Brandão CMR. Hospitalizações de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia no sistema único de saúde em minas gerais: aspectos sociodemográficos e custo do tratamento. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identificador
2016JAFF008
Title
Hospitalizations of Individuals Diagnosed with Schizophrenia in the Unified Health System in Minas Gerais: Sociodemographic Aspects and Treatment Costs
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Rodrigues LSM, Santos AS, Guerra Júnior AA, Alemão MM, Oliveira HN, Reis EA, Vidal CEL, Brandão CMR. Hospitalizações de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia no sistema único de saúde em minas gerais: aspectos sociodemográficos e custo do tratamento. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identifier
2016JAFF008
Resumo
Introdução: A redução dos custos de tratamento, o restabelecimento funcional e a melhora da qualidade de vida dos indivíduos com o diagnóstico de esquizofrenia é associado à redução das recaídas, reinternações e tempo de internação. O conhecimento dos fatores associados às internações e permanência dos pacientes pode ser utilizado por gestores e formuladores de políticas para melhorar o prognóstico desses indivíduos no Brasil. Objetivo: Descrever as variáveis sócio-demográficas e clínicas, identificar os determinantes do tempo de permanência e estimar o custo do tratamento hospitalar em indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia no estado de Minas Gerais. Métodos: Foi conduzida uma coorte não-concorrente em três hospitais psiquiátricos de Minas Gerais entre 2010 e 2013. Os dados foram coletados dos prontuários in loco. A associação entre variáveis foi avaliada via modelo de regressão linear. Os custos foram calculados por um método de custeio de absorção, considerando o custo médio de um leito em hospital psiquiátrico e o tempo médio de internação dos pacientes avaliados. Resultados: Foram identificados 1.928 pacientes. A maior parte era do sexo masculino (67.8%), não tinha companheiro (83,8%), estudou até o ensino fundamental (65,1%), não tinha ocupação (67,7%) e vivia na cidade do hospital (54,9%). O uso de drogas foi reportado por 46,5% dos pacientes e a presença de comorbidades por 25,9%. O tempo médio de permanência foi de 30,3 dias (DP=37,5 dias). Pacientes do sexo feminino, que vivem em cidades diferentes de onde foram atendidos, hospitalizados involuntariamente ou mandatoriamente e em uso de antipsicóticos atípicos e típicos concomitantemente mostraram-se associados a tempos de permanência mais longos. Essas variáveis explicaram 11% da variação do tempo de internação dos pacientes. O custo médio de hospitalização foi R$ 11.713,07 (US$ 5.300,03). Discussão: Há diferenças nas internações quanto ao sexo e outros aspectos sociodemográficos. Nesses hospitais, há predominância de pacientes do sexo masculino, solteiros, com baixo nível educacional e sem atividade laboral. As internações são consideradas os custos diretos mais relevantes da esquizofrenia. Os medicamentos contribuem com um valor menor. A redução das reinternações ou do tempo de permanência pode ser primordial para a redução dos custos. Na revisão de literatura o tempo de permanência reportado variou entre 21 e 50 dias, próximo ao encontrado nesse estudo. Há possibilidade de variação do custo segundo o diagnóstico, mas essa diferença não foi abordada. Conclusão: Foi observado que a maior parte dos pacientes era do sexo masculino, solteiro, com baixo nível educacional e sem atividade laboral. Sexo feminino, local de moradia diferente da localização do hospital, tipo de internação involuntária e associação de antipsicótico (típico + atípico) apresentaram associação estatisticamente significante com o aumento do tempo de permanência hospitalar no modelo de regressão linear.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The reduction of treatment costs, functional restoration, and improvement in quality of life for individuals diagnosed with schizophrenia are closely linked to decreased relapses, rehospitalizations, and shorter hospital stays. Understanding the factors associated with hospital admissions and length of stay can guide healthcare managers and policymakers in improving outcomes for these individuals in Brazil. Objective: This study aims to describe socio-demographic and clinical variables, identify determinants of length of hospital stay, and estimate the cost of hospital treatment for individuals diagnosed with schizophrenia in the state of Minas Gerais. Methods: A non-concurrent cohort study was conducted in three psychiatric hospitals in Minas Gerais from 2010 to 2013. Data were collected from medical records onsite. Associations between variables were assessed using linear regression models. Costs were calculated using an absorption costing method, considering the average cost of a psychiatric hospital bed and the average length of stay of the evaluated patients. Results: A total of 1,928 patients were identified. The majority were male (67.8%), unmarried (83.8%), had completed only primary education (65.1%), were unemployed (67.7%), and lived in the same city as the hospital (54.9%). Drug use was reported by 46.5% of patients, and comorbidities were present in 25.9%. The average length of hospital stay was 30.3 days (SD=37.5 days). Female patients, those residing in cities different from where they were hospitalized, involuntarily or mandatorily hospitalized individuals, and those concurrently using typical and atypical antipsychotics showed longer hospital stays. These variables explained 11% of the variation in patients' length of stay. The average cost of hospitalization was R$ 11,713.07 (US$ 5,300.03). Discussion: There are significant differences in hospital admissions based on sex and other sociodemographic factors. In these hospitals, male patients predominate, often unmarried, with low educational attainment and lacking employment. Hospitalizations represent the most significant direct costs associated with schizophrenia, with medications contributing a comparatively smaller amount. Reducing rehospitalizations or length of stay could potentially lead to cost savings. Literature review indicated that reported lengths of stay ranged from 21 to 50 days, similar to findings in this study. Although cost variation according to diagnosis is possible, it was not specifically addressed. Conclusion: The study revealed a predominance of male patients who were unmarried, with low educational attainment and unemployed. Female sex, residing in a location different from the hospital, involuntary hospitalization, and concurrent use of typical and atypical antipsychotics were statistically associated with increased length of hospital stay in the linear regression model.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.