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Efetivação do cuidado farmacêutico na atenção primária à saúde
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Título
Efetivação do cuidado farmacêutico na atenção primária à saúde
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Silva AJFM, Barros EMS, Machado MRO, Silva MMM, Messias BMS, Silva CF, et al. Efetivação do cuidado farmacêutico na atenção primária à saúde. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF137
Title
Implementation of Pharmaceutical Care in Primary Health Care
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF137
Resumo
Introdução: No Sistema Único de Saúde (SUS), o farmacêutico ainda não ocupa espaço suficiente na Atenção Primária à Saúde (APS)³, contribuindo para o elevado gasto com aquisição de medicamentos¹, apesar de ser o profissional mais capacitado para promover uma gestão estratégica e garantir o uso racional. Ademais, saúde e tecnologia da informação e comunicação são hoje áreas indissociáveis,⁴⁻⁵ impulsionando automação de processos e autoeficácia, o que provoca um perfil de subutilidade do farmacêutico. É importante reconhecer, contudo, que a popularização das informações sobre medicamentos representa avanço no cuidado em saúde. Nesse cenário, pensar na transição do cuidado exige reconhecer que a tecnologia atua como ponte para a prática clínica, mas sua efetivação depende da inserção política nas instâncias de controle social. Objetivo: Analisar os desafios e possibilidades do cuidado farmacêutico na APS, considerando as dimensões clínica e política necessárias à sustentabilidade do SUS. Métodos: Tratase de uma revisão narrativa da literatura realizada nas bases SciELO e PubMed (2020–2025), utilizando os descritores em português e inglês: “cuidado farmacêutico”, “atenção primária à saúde”, “digital health seeking”, ‘’automatização’’, excluindo aqueles que tratavam exclusivamente do uso de prontuários eletrônicos. Resultado e Conclusão: Cinco dos 12 artigos encontrados foram abordados. Apenas 0,6% dos procedimentos farmacêuticos registrados entre 2022 e 2023 na APS estavam relacionados a tarefas clínicas assistenciais¹. Estudos mostram que o cuidado farmacêutico contribui para maior adesão terapêutica, otimização de recursos e segurança do paciente.³⁻⁵ Uma revisão sistemática aponta que, embora a informação em saúde esteja amplamente disponível, persistem barreiras individuais, sociais e tecnológicas que limitam a autonomia do paciente e reforçam a necessidade de mediação profissional.⁴ Adicionalmente, sistemas de distribuição automatizados reduzem erros e liberam tempo para atividades clínicas,⁵ como a farmacovigilância. Persistem, contudo, lacunas estruturais: invisibilidade das microações clínicas. Pequenas intervenções do farmacêutico, embora pouco valorizadas em indicadores de gestão, possuem impacto direto no paciente e podem servir de ponto de partida para estratégias de transição do cuidado, cumprindo com a portaria GM/MS n° 4379/2024. O cuidado farmacêutico na APS está tensionado entre o impacto concreto de suas microações clínicas, uma lógica de gestão que prioriza cortes de custos e automação e a percepção de autossuficiência promovida pela popularização da informação em saúde. Superar esse paradoxo exige reconhecer que a sustentabilidade do SUS não depende apenas da clínica, mas também da dimensão política do farmacêutico. Valorizar e ampliar sua autonomia na APS é um passo estratégico para fortalecer a transição do cuidado e garantir a integralidade da atenção à saúde.
Palavras-chave
Assistência farmacêutica | Atenção primária à saúde | Informática em saúde | Política de saúde
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Within the Brazilian Unified Health System (SUS), pharmacists still do not occupy sufficient space in Primary Health Care (PHC),³ contributing to the high expenditure on medication procurement,¹ despite being the professionals best qualified to promote strategic management and ensure the rational use of medicines. Furthermore, healthcare and information and communication technology are now inseparable fields,⁴⁻⁵ driving process automation and selfefficacy, which has resulted in the underutilization of pharmacists. Nevertheless, it is important to recognize that the widespread availability of medicationrelated information represents an advance in healthcare. In this context, considering care transition requires recognizing that technology serves as a bridge to clinical practice, but its effective implementation depends on political integration within social control and governance structures. Objective: To analyze the challenges and opportunities of pharmaceutical care in PHC, considering the clinical and political dimensions required for the sustainability of the Brazilian Unified Health System (SUS). Methods: This narrative literature review was conducted using the SciELO and PubMed databases (2020–2025), employing the Portuguese and English descriptors pharmaceutical care, primary health care, digital health seeking, and automation, while excluding studies that dealt exclusively with the use of electronic health records. Results and Conclusion: Five of the 12 identified articles were included in the review. Only 0.6% of pharmaceutical procedures recorded in PHC between 2022 and 2023 were related to clinical care activities.¹ Studies demonstrate that pharmaceutical care contributes to improved therapeutic adherence, optimization of healthcare resources, and enhanced patient safety.³⁻⁵ A systematic review indicated that although health information is widely available, individual, social, and technological barriers continue to limit patient autonomy, reinforcing the need for professional mediation.⁴ In addition, automated medication distribution systems reduce errors and free time for clinical activities,⁵ such as pharmacovigilance. However, structural gaps remain, particularly the invisibility of pharmacists' microlevel clinical actions. Although these smallscale interventions are often undervalued in healthcare management indicators, they have a direct impact on patient outcomes and may serve as a starting point for care transition strategies, in accordance with GM/MS Ordinance No. 4,379/2024. Pharmaceutical care in PHC is therefore situated at the intersection of the tangible impact of its microlevel clinical actions, a management model that prioritizes cost reduction and automation, and the perception of patient selfsufficiency promoted by the widespread availability of health information. Overcoming this paradox requires recognizing that the sustainability of the SUS depends not only on clinical practice but also on the pharmacist's political role. Valuing and expanding pharmacists' autonomy within PHC is a strategic step toward strengthening care transitions and ensuring comprehensive healthcare delivery.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.