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Características da farmacoterapia de pacientes com COVID-19 internados em hospital universitário do Sul do Brasil
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Título
Características da farmacoterapia de pacientes com COVID-19 internados em hospital universitário do Sul do Brasil
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Packeiser PB, Pereira LRL. Características da farmacoterapia de pacientes com COVID-19 internados em hospital universitário do Sul do Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identificador
2023JAFF015
Title
Characteristics of Pharmacotherapy in COVID-19 Patients Admitted to a University Hospital in Southern Brazil
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
Packeiser PB, Pereira LRL. Características da farmacoterapia de pacientes com COVID-19 internados em hospital universitário do Sul do Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identifier
2023JAFF015
Resumo
Introdução: Na pandemia de COVID-19, uma gama variada de medicamentos foi sendo noticiada pela mídia e divulgada em publicações científicas como potenciais tratamentos para o coronavírus, causando o uso indiscriminado de medicamentos para tratamento, manejo e prevenção dos sintomas da doença. Objetivos: Descrever a farmacoterapia no cenário domiciliar e hospitalar dos pacientes que foram hospitalizados por COVID-19 por tempo igual ou superior a 48h entre março de 2020 a setembro de 2021 em hospital universitário de alta complexidade. Material e Método: Estudo transversal com coleta de dados retrospectiva analisou o prontuário eletrônico de 356 pacientes internados em hospital universitário referência no atendimento de casos graves por COVID-19 na primeira e segunda onda no Rio Grande do Sul, Brasil. Resultados: A amostra foi composta por 56,5% (n=201) homens e 43,5% (n=155) mulheres, com mediana de 62 anos. Destes, 40,2% (n=143) internaram na primeira onda de COVID-19 e 59,8% (n=213) na segunda, e 27,8% (n=99) vieram a óbito. Ao todo, 34,8% (n=124) dos pacientes utilizaram algum medicamento para a COVID-19 antes da internação, sendo azitromicina (67,7%), amoxicilina+clavulanato (27,4%), prednisona (21,7%), ivermectina (15,3%) e dexametasona (15,3%) os mais utilizados. Foi identificado o uso crônico de 179 medicamentos por 71,6% (n=255) dos pacientes, sendo mais prevalente entre as mulheres 78,0% (n=121) e 28,1% (n=100) apresentavam polifarmácia. Os medicamentos crônicos mais utilizados foram losartana (23,9%), metformina (22,7%), sinvastatina (22,7%), omeprazol (21,9%) e anlodipino (21,1%). Na internação, os medicamentos mais prescritos na emergência foram dipirona (88,6%), dexametasona (69,0%), enoxaparina (61,5%), amoxicilina+clavulanato (53,7%), metoclopramida (35,8%), azitromicina (35,1%) e omeprazol (29,3%). Na terapia intensiva, a maior frequência de prescrição foi entre os medicamentos dipirona (75,8%), fentanil (62,5%), omeprazol (61,6%), midazolam (58,9%), noradrenalina (57,0%) e dexametasona (56,1%). Em leito de enfermaria, dipirona (83,3%), enoxaparina (63,4%), omeprazol (54,1%), dexametasona (51,8%), heparina (38,5%) e metoclopramida (35,2%) foram os medicamentos mais prescritos. Discussão e Conclusões: O uso por um terço dos pacientes de medicamentos off label para tratar ou prevenir a COVID-19 entre a primeira e segunda onda refletem o cenário incentivado pelas mídias sociais e por autoridades governamentais no contexto brasileiro. O uso de medicamentos na internação hospitalar demonstra a complexidade do cuidado e gravidade do paciente com COVID-19. Este estudo caracteriza o cenário de utilização de medicamentos no contexto ambulatorial e hospitalar pela população que necessitou de internação hospitalar por COVID-19 durante a primeira e segunda onda no RS, trazendo oportunidades para o estabelecimento de estratégias para o uso racional de medicamentos e fornecendo subsídios para auxiliar os gestores de saúde em cenários de escassez de suprimentos e demandas exponenciais de atendimento.
Palavras-chave
Brasil | COVID-19 | Farmacoepidemiologia | Hospital universitário | Medicamentos
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: During the COVID-19 pandemic, a wide range of medications were reported by the media and discussed in scientific literature as potential treatments for the coronavirus, leading to indiscriminate use of drugs for treatment, management, and symptom prevention of the disease. This study aimed to describe the pharmacotherapy used in both home and hospital settings among patients hospitalized for COVID-19 for 48 hours or more at a high-complexity university hospital. Objectives: The main objective was to characterize the patterns of medication use among patients hospitalized for COVID-19 during the first and second waves of the pandemic. Materials and Methods: This was a retrospective cross-sectional study that analyzed electronic medical records of 356 patients admitted to a university hospital specializing in the treatment of severe COVID-19 cases in Rio Grande do Sul, Brazil, from March 2020 to September 2021. Data were collected and analyzed to identify medications used prior to hospitalization, chronic medications, as well as those most commonly prescribed in the emergency, intensive care unit (ICU), and general ward during hospitalization. Results: The sample consisted of 56.5% men and 43.5% women, with a median age of 62 years. Most patients (59.8%) were hospitalized during the second wave of the pandemic. A total of 34.8% of patients used some medication for COVID-19 before hospitalization, with azithromycin (67.7%), amoxicillin-clavulanate (27.4%), and ivermectin (15.3%) being the most common. Among chronic medications, 71.6% of patients used at least one, with losartan, metformin, simvastatin, omeprazole, and amlodipine being the most common. Upon admission, the most prescribed medications included dipyrone, dexamethasone, enoxaparin, amoxicillin-clavulanate, among others, varying according to the sector of care (emergency, ICU, and general ward).
Discussion and Conclusions: The study revealed significant use of off-label medications for COVID-19, reflecting the context of misinformation and social pressure during the pandemic. The varied and intense hospital prescriptions demonstrate the complexity of managing patients with COVID-19, reflecting the severity of the disease and the diverse therapeutic attempts made by healthcare professionals. These findings underscore the need for strategies to promote rational medication use, especially in situations of resource scarcity and high demand for care.
Keywords
Brazil | COVID-19 | Drugs | Pharmacoepidemiology | University Hospital
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.