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Avaliação do perfil de segurança do infliximabe em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal em um Hospital Universitário da Bahia
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Título
Avaliação do perfil de segurança do infliximabe em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal em um Hospital Universitário da Bahia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Brauer AMNW, Lauton PM, Pereira FS, Santos PM. Avaliação do perfil de segurança do infliximabe em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal em um Hospital Universitário da Bahia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF040
Title
Evaluation of the Safety Profile of Infliximab in Patients with Inflammatory Bowel Disease at a University Hospital in Bahia
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Brauer AMNW, Lauton PM, Pereira FS, Santos PM. Avaliação do perfil de segurança do infliximabe em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal em um Hospital Universitário da Bahia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF040
Resumo
Introdução: Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU) são Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) que podem envolver partes distintas do tubo digestivo, com manifestações clínicas bem definidas como diarreia, dor abdominal, perda ponderal e náuseas. São decorrentes de anormalidade imunológicas, com reatividade anormal dos linfócitos T da mucosa gastrointestinal e produção excessiva de citocinas pró-inflamatórias, dentre elas, o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). O infliximabe é um anticorpo monoclonal anti-TNF-α indicado para o tratamento de pacientes com DII não responsivos ao tratamento convencional. O tratamento com infliximabe traz benefícios substanciais tanto na remissão clínica como na cicatrização da mucosa, porém, por se tratar de um biológico imunomodulador, pode causar eventos adversos importantes. Objetivos: Caracterizar o perfil de segurança do infliximabe em pacientes com diagnóstico de DC e RCU atendidos em um Hospital Universitário da Bahia. Métodos: Trata-se de uma coorte retrospectiva de um ano de duração, realizada em um Hospital Universitário da Bahia. Foi utilizado um formulário estruturado para coleta de dados sociodemográficos, clínicos e farmacoterapêuticos por meio de entrevista com paciente e revisão de prontuário, realizada entre março e outubro de 2022. Os dados foram analisados por estatística descritiva. Resultados: Foram avaliados 62 pacientes, com média de idade de 38 anos, sendo 34 (54%) homens. 55 (89%) dos pacientes avaliados possuíam diagnóstico de DC e os demais, RCU. O tempo médio de tratamento com infliximabe foi de 4,79 anos. Nove (15%) pacientes já experimentaram pelo menos uma reação adversa infusional de caráter leve ou moderado, não ocasionando a interrupção do tratamento: o rash cutâneo foi a reação infusional mais prevalente, com ocorrência em quatro pacientes, seguido por palpitação (n=2), prurido (n=2), dispneia (n=2) e taquicardia (n=2). Um paciente desenvolveu psoríase palmoplantar paradoxal secundária ao uso de Anti-TNF, necessitando de suspensão do tratamento. Entre os 62 pacientes avaliados, 15% utilizam medicamentos pré-infusionais, devido à ocorrência de reação prévia, sendo a combinação de hidrocortisona mais difenidramina a mais comum (77%). Quanto à interrupção das infusões por razão de segurança, do total de 452 infusões avaliadas, 33 (7%) foram suspensas por razões clínicas ou laboratoriais relevantes: Sendo que 25 (76%) das suspensões ocorreram por suspeita ou confirmação de processo infeccioso, 6 (17%) por conta de alterações laboratoriais (hematológicas ou hepáticas) e 2 (7%) devido à necessidade de atualização do calendário vacinal. Conclusão: O estudo possibilitou identificar as principais reações adversas relacionadas ao infliximabe e as condutas adotadas no grupo avaliado, bem como condições clínicas e laboratoriais relevantes do ponto de vista de segurança, contribuindo assim para o manejo seguro destes pacientes e maior qualidade do cuidado.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Crohn's disease (CD) and Ulcerative Colitis (UC) are Inflammatory Bowel Diseases (IBD) that can affect different parts of the gastrointestinal tract, presenting with well-defined clinical manifestations such as diarrhea, abdominal pain, weight loss, and nausea. These conditions result from immunological abnormalities, characterized by abnormal reactivity of T lymphocytes in the gastrointestinal mucosa and excessive production of pro-inflammatory cytokines, including tumor necrosis factor-alpha (TNF-α). Infliximab is a monoclonal antibody against TNF-α indicated for treating patients with IBD who are unresponsive to conventional treatment. While infliximab therapy provides substantial benefits in achieving clinical remission and mucosal healing, being an immunomodulatory biologic, it can also cause significant adverse events. Objectives: To characterize the safety profile of infliximab in patients diagnosed with CD and UC treated at a University Hospital in Bahia. Methods: This was a one-year retrospective cohort study conducted at a University Hospital in Bahia. Data were collected using a structured form to capture sociodemographic, clinical, and pharmacotherapeutic information through patient interviews and medical record review from March to October 2022. Data were analyzed using descriptive statistics. Results: A total of 62 patients were evaluated, with a mean age of 38 years, of whom 34 (54%) were male. Among the patients evaluated, 55 (89%) had a diagnosis of CD, while the remainder had UC. The average duration of infliximab treatment was 4.79 years. Nine (15%) patients experienced at least one mild or moderate infusion-related adverse reaction that did not necessitate treatment discontinuation: cutaneous rash was the most prevalent infusion-related reaction, occurring in four patients, followed by palpitations (n=2), pruritus (n=2), dyspnea (n=2), and tachycardia (n=2). One patient developed paradoxical palmoplantar psoriasis secondary to anti-TNF therapy, requiring treatment discontinuation. Among the 62 patients evaluated, 15% used pre-infusion medications due to previous reactions, with the combination of hydrocortisone and diphenhydramine being the most common (77%). Regarding infusion interruptions for safety reasons, out of 452 infusions assessed, 33 (7%) were suspended due to relevant clinical or laboratory findings: 25 (76%) suspensions were due to suspected or confirmed infectious processes, 6 (17%) due to hematologic or hepatic laboratory abnormalities, and 2 (7%) due to the need for updating the vaccination schedule. Conclusion: This study identified the main adverse reactions associated with infliximab and the management strategies adopted in the evaluated group, as well as relevant clinical and laboratory conditions from a safety standpoint. This contributes to the safe management of these patients and enhances the quality of care provided.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.