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Atenção Farmacêutica na Análise da Polifarmácia, Medicamentos Potencialmente Inapropriados, Interações Medicamentosas e Comorbidades nas Pessoas Idosas Americanas
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Título
Atenção Farmacêutica na Análise da Polifarmácia, Medicamentos Potencialmente Inapropriados, Interações Medicamentosas e Comorbidades nas Pessoas Idosas Americanas
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Rubert VM, Tenedini EVI, Frith KH, Bós ÂJG, Furini CRG. PE-082 Atenção Farmacêutica na Análise da Polifarmácia, Medicamentos Potencialmente Inapropriados, Interações Medicamentosas e Comorbidades nas Pessoas Idosas Americanas. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00573
Identificador
2026JAFF328
Title
Pharmaceutical Care in the Analysis of Polypharmacy, Potentially Inappropriate Medications, Drug Interactions, and Comorbidities in Older Americans
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Rubert VM, Tenedini EVI, Frith KH, Bós ÂJG, Furini CRG. PE-082 Atenção Farmacêutica na Análise da Polifarmácia, Medicamentos Potencialmente Inapropriados, Interações Medicamentosas e Comorbidades nas Pessoas Idosas Americanas. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00573
Identifier
2026JAFF328
Resumo
Introdução (com objetivo): Introdução: O envelhecimento populacional está associado a uma das transformações demográficas mais relevantes do século XXI. Assim como no Brasil, o envelhecimento populacional ainda ocorre em países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, onde a população idosa (65 anos ou mais) alcançará 83,7 milhões até 2050, quase o dobro dos 43,1 milhões de 2012. Esse cenário demográfico está associado à transição epidemiológica, caracterizada pelo aumento das doenças crônicas não transmissíveis, que demandam regimes terapêuticos mais complexos, com maior prevalência de polifarmácia, risco de reações adversas, interações medicamentosas (IM) e uso de medicamentos potencialmente inapropriados (MPI) pelas pessoas idosas. Objetivo: Analisar o número de medicamentos utilizados por pessoas idosas americanas, suas comorbidades e ocorrência de polifarmácia, IM e MPI. Material e Método: Método: Trata-se de um estudo retrospectivo com pacientes atendidos pela primeira vez em um Centro de Cuidados para Pessoas Idosas em Huntsville, Alabama (EUA). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Alabama em Huntsville. Em dezembro de 2025 os prontuários eletrônicos das pessoas idosas elegíveis foram revisados para obter as informações sociodemográficas, clínicas e farmacoterapêuticas pertinentes à pesquisa. A polifarmácia foi definida como o uso de cinco ou mais medicamentos, as IM foram classificadas segundo o drugs.com e os MPI conforme os Critérios de Beers (2023). A análise foi conduzida por estatística descritiva. Resultados: Resultados: Foram avaliados os dados de 150 pacientes, com idade média de 79 anos (66–95), 59,3% mulheres, 86% brancos, apresentando 48 comorbidades distintas, destes, 63,3% eram pacientes em polifarmácia. Entre as 20 comorbidades mais frequentes, 17 (85%) eram mais prevalentes entre os pacientes em polifarmácia (hipertensão arterial, colesterol alto, refluxo gastroesofágico, depressão, ansiedade, diabetes, osteoartrite, demência, hipotireoidismo, câncer, doença cardíaca, fibrilação atrial, síndrome do intestino irritável, DPOC/Enfisema, diverticulite, neuropatia periférica e artrite reumatoide). Identificaram-se 1.068 IM (9,27% maiores, 74,35% moderadas e 16,38% menores) e 326 MPI (82,7% das prescrições). As IM maiores mais prevalentes foram: ácido salicílico e apixabana (4 casos), citalopram e inibidores da bomba de prótons (IBPs) (3 casos) e clopidogrel e IBPs (3 casos). Destaca-se entre as IM moderadas mais prevalentes: atorvastatina e IBPs (16 casos), IBPs e levotiroxina (16 casos), ácido acetilsalicílico e anlodipina (8 casos), ácido acetilsalicílico e losartana (8 casos) e anlodipino e atorvastatina (8 casos). Os MPI com maior frequência foram: ácido acetilsalicílico (38 casos), omeprazol (20 casos), pantoprazol (16 casos), escitalopram (15 vezes) e donepezila (13 vezes). Conclusões: Conclusão: Os resultados evidenciam elevada prevalência de polifarmácia entre as pessoas idosas americanas, acompanhada de número expressivo de interações medicamentosas e uso de medicamentos potencialmente inapropriados. A maior concentração de comorbidades entre pacientes em polifarmácia reforça a associação entre multimorbidades e maior complexidade farmacoterapêutica. Nesse contexto, destaca-se a importância da atuação do farmacêutico na revisão sistemática da farmacoterapia, promovendo a desprescrição e o cuidado centrado no paciente.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): Introduction: Population aging is associated with one of the most relevant demographic transformations of the 21st century. As in Brazil, population aging is also occurring in developed countries, such as the United States, where the elderly population (65 years or older) will reach 83.7 million by 2050, almost double the 43.1 million in 2012. This demographic scenario is associated with the epidemiological transition, characterized by an increase in chronic non-communicable diseases, which demand more complex therapeutic regimens, with a higher prevalence of polypharmacy, risk of adverse reactions, drug interactions (DI), and use of potentially inappropriate medications (PIM) by older adults. Objective: To analyze the number of medications used by elderly Americans, their comorbidities, and the occurrence of polypharmacy, DI, and PIM. Material and Method: Method: This is a retrospective study with patients first seen at a Senior Care Center in Huntsville, Alabama (USA). The project was approved by the Research Ethics Committee of the University of Alabama in Huntsville. In December 2025, the electronic medical records of eligible elderly individuals were reviewed to obtain sociodemographic, clinical, and pharmacotherapeutic information relevant to the research. Polypharmacy was defined as the use of five or more medications; medication-associated drugs (MIs) were classified according to drugs.com, and medication-inhibiting drugs (MPIs) according to the Beers Criteria (2023). The analysis was conducted using descriptive statistics. Results: Data from 150 patients were evaluated, with a mean age of 79 years (66–95), 59.3% women, 86% white, presenting 48 distinct comorbidities; of these, 63.3% were polypharmacy patients. Among the 20 most frequent comorbidities, 17 (85%) were more prevalent among patients on polypharmacy (hypertension, high cholesterol, gastroesophageal reflux, depression, anxiety, diabetes, osteoarthritis, dementia, hypothyroidism, cancer, heart disease, atrial fibrillation, irritable bowel syndrome, COPD/Emphysema, diverticulitis, peripheral neuropathy, and rheumatoid arthritis). 1,068 medication errors (MIs) were identified (9.27% major, 74.35% moderate, and 16.38% minor) and 326 medication-inhibiting medications (MPIs) (82.7% of prescriptions). The most prevalent major MIs were: salicylic acid and apixaban (4 cases), citalopram and proton pump inhibitors (PPIs) (3 cases), and clopidogrel and PPIs (3 cases). Among the most prevalent moderate drug interactions, the following stand out: atorvastatin and PPIs (16 cases), PPIs and levothyroxine (16 cases), acetylsalicylic acid and amlodipine (8 cases), acetylsalicylic acid and losartan (8 cases), and amlodipine and atorvastatin (8 cases). The most frequent potentially inappropriate medications (PIMs) were: acetylsalicylic acid (38 cases), omeprazole (20 cases), pantoprazole (16 cases), escitalopram (15 times), and donepezil (13 times). Conclusions: The results show a high prevalence of polypharmacy among elderly Americans, accompanied by a significant number of drug interactions and the use of potentially inappropriate medications. The higher concentration of comorbidities among patients on polypharmacy reinforces the association between multimorbidities and greater pharmacotherapeutic complexity. In this context, the importance of the pharmacist's role in the systematic review of pharmacotherapy stands out, promoting deprescribing and patient-centered care.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.