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Análise Farmacocinética da Imunossupressão por Inibidor de Calcineurina em Pacientes Transplantados Renais Pediátricos
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Título
Análise Farmacocinética da Imunossupressão por Inibidor de Calcineurina em Pacientes Transplantados Renais Pediátricos
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Souza RS, Watanabe A. PE-006 Análise Farmacocinética da Imunossupressão por Inibidor de Calcineurina em Pacientes Transplantados Renais Pediátricos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00503
Identificador
2026JAFF252
Title
Pharmacokinetic Analysis of Immunosuppression by Calcineurin Inhibitor in Pediatric Renal Transplant Patients
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Souza RS, Watanabe A. PE-006 Análise Farmacocinética da Imunossupressão por Inibidor de Calcineurina em Pacientes Transplantados Renais Pediátricos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00503
Identifier
2026JAFF252
Resumo
Introdução (com objetivo): O tacrolimo (TAC) é um potente agente imunossupressor usado para prevenir a rejeição de aloenxertos. São necessários mais estudos farmacocinéticos em pediatria para otimizar o monitoramento terapêutico da droga (TDM) com TAC, pois essa população apresenta diferenças fisiológicas relevantes que impactam sua farmacocinética e resposta terapêutica. O TDM em pediatria baseia-se principalmente no C₀ e pode apresentar baixa correlação com desfechos clínicos como rejeição do enxerto e toxicidade do tacrolimo². Objetivo: Descrever a farmacocinética do (TAC) oral em pacientes pediátricos após 2 meses de transplante renal, utilizando modelagem populacional e método trapezoidal para estimar AUC, comparando os métodos e analisando a variabilidade farmacocinética nessa população. Material e Método: Foram analisados retrospectivamente dados de monitoramento terapêutico de 23 pacientes pediátricos transplantados renais (>60 dias), em uso oral de tacrolimo (Prograf®) duas vezes ao dia. Avaliaram-se doses, concentrações (C₀, C₂ e C₄), peso e parâmetros clínicos obtidos no dia das coletas e em registros dos últimos três meses. As doses foram mantidas conforme níveis séricos prévios, respeitando o tempo pós-transplante, com alvo entre 5–15 ng/mL. Amostras de sangue total (2 mL, EDTA) foram analisadas por CMIA. O estudo teve aprovação ética e consentimento dos responsáveis. Resultados: As coletas foram realizadas entre os meses de nov/2025 e abril/2026, de 23 pacientes com idade entre 6-18 anos, o tempo de transplante renal variou de 2 meses a 12 anos. Dos total 14 pacientes realizam jejum nas administrações de imunossupressores (ISS), 9 não fazem. Todos os participantes utilizam tripla terapia ISS com uso de TAC e corticoide em baixa dose junto com outro imunossupressor. As coletas foram realizadas em três tempos: C₀ concentração de vale (ante da dose oral), C₂ concentração de absorção (2 horas pós dose) e C₄ concentração pós-absorção/distribuição (4 horas pós dose) totalizando 69 amostras de sangue. Os cálculos realizados para analisar a exposição de TAC baseado na equação de modelo AUC abreviada de WONG et al 2000 (AUCP= 13.3 1.2*C0 2.4*C2 5.6*C4)⁵ e o método trapezoidal, com uma variação de até 15% entre os métodos . A Curva de concentração-tempo da área-alvo até 12 h (AUC0-12h) foram definidas para pacientes em vários momentos após o transplante, assumindo terapia de manutenção composta por TAC+PRED e outro ISS. Em transplantados renais (TrR), a AUC₀–₁₂ alvo varia conforme o tempo pós-TxR: >6 meses, 80 –120 ng·h/mL (C₀ 3–7 ng/mL), e <6 meses, ~160 ng·h/mL (C₀ 8–10 ng/mL). Entre 23 pacientes, 1 (<6 meses) apresentou AUC >180. Nos demais, houve discordância entre C₀ e AUC: entre 8 com C₀ <5, observaram-se subexposição, níveis adequados e elevados; entre 14 com C₀ >5, parte teve AUC >120. A C₂ variou de 4–25,1 ng/mL, com picos altos e casos de absorção tardia associados ao uso de diltiazem e ausência de jejum. As coletas permitiram observar: padrão de absorção, variabilidade interindividual e possível alteração de biodisponibilidade (F) através dos cálculos das AUC ₀-₁₂. Conclusões: O estudo mostrou que pacientes com o mesmo C₀ podem ter exposições diferentes, indicando que o C₀ isolado não reflete adequadamente a imunossupressão. Devido à alta variabilidade da biodisponibilidade oral do tacrolimo, a AUC é mais confiável, permitindo melhor avaliação da exposição, ajuste de dose mais preciso, identificação de perfis discrepantes e estratificação do risco clínico, aumentando a segurança terapêutica.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): Tacrolimus (TAC) is a potent immunosuppressive agent used to prevent allograft rejection. More pharmacokinetic studies in pediatrics are needed to optimize therapeutic drug monitoring (TDM) with TAC, as this population presents relevant physiological differences that impact its pharmacokinetics and therapeutic response. TDM in pediatrics is mainly based on C₀ and may show low correlation with clinical outcomes such as graft rejection and tacrolimus toxicity². Objective: To describe the pharmacokinetics of oral (TAC) in pediatric patients 2 months after kidney transplantation, using population modeling and the trapezoidal method to estimate AUC, comparing the methods and analyzing the pharmacokinetic variability in this population. Material and Method: Therapeutic drug monitoring data from 23 pediatric kidney transplant patients (>60 days) using oral tacrolimus (Prograf®) twice daily were retrospectively analyzed. Doses, concentrations (C₀, C₂, and C₄), weight, and clinical parameters obtained on the day of collection and from records of the last three months were evaluated. Doses were maintained according to previous serum levels, respecting the post-transplant time, with a target between 5–15 ng/mL. Whole blood samples (2 mL, EDTA) were analyzed by CMIA. The study had ethical approval and informed consent from the responsible parties. Results: Collections were carried out between November 2025 and April 2026, from 23 patients aged 6–18 years, with kidney transplant time ranging from 2 months to 12 years. Of the total, 14 patients fasted during immunosuppressant (ISS) administration, while 9 did not. All participants used triple ISS therapy with TAC and low-dose corticosteroids along with another immunosuppressant. Collections were performed at three time points: C₀ trough concentration (before oral dose), C₂ absorption concentration (2 hours post-dose), and C₄ post-absorption/distribution concentration (4 hours post-dose), totaling 69 blood samples. Calculations were performed to analyze TAC exposure based on the abbreviated AUC model equation of WONG et al. 2000 (AUCP = 13.3 1.2*C0 2.4*C2 5.6*C4)⁵ and the trapezoidal method, with a variation of up to 15% between methods. The concentration-time curve of the target area up to 12 h (AUC0-12h) was defined for patients at various time points after transplantation, assuming maintenance therapy consisting of TAC+PRED and another ISS. In kidney transplant recipients (KRT), the target AUC₀–₁₂ varies according to the time post-TxR: >6 months, 80–120 ng·h/mL (C₀ 3–7 ng/mL), and <6 months, ~160 ng·h/mL (C₀ 8–10 ng/mL). Among 23 patients, 1 (180. In the others, there was a discrepancy between C₀ and AUC: among 8 with C₀ 5, some had an AUC >120. C₂ ranged from 4–25.1 ng/mL, with high peaks and cases of delayed absorption associated with the use of diltiazem and absence of fasting. The data collection allowed observation of: absorption pattern, interindividual variability, and possible alteration of bioavailability (F) through AUC ₀-₁₂ calculations. Conclusions: The study showed that patients with the same C₀ may have different exposures, indicating that isolated C₀ does not adequately reflect immunosuppression. Due to the high variability of oral bioavailability of tacrolimus, AUC is more reliable, allowing better assessment of exposure, more precise dose adjustment, identification of discrepant profiles, and stratification of clinical risk, increasing therapeutic safety.
Keywords
Kidney transplantation | Pediatrics | Pharmacokinetics | Tacrolimus
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.