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Adesão ao tratamento farmacológico em um hospital universitário
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Título
Adesão ao tratamento farmacológico em um hospital universitário
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Lima RJA, Gomes MG, Castro EFP, Ferreira TCM, Costa RMA, Kitayama CH, Firmino LA, Oliveira LCM. Adesão ao tratamento farmacológico em um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF012
Title
Adherence to Pharmacological Treatment in a University Hospital
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Lima RJA, Gomes MG, Castro EFP, Ferreira TCM, Costa RMA, Kitayama CH, Firmino LA, Oliveira LCM. Adesão ao tratamento farmacológico em um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF012
Resumo
Introdução: O sucesso da terapia proposta, a cura de uma enfermidade, o controle de uma doença crônica e a prevenção de uma doença dependem da adesão à terapêutica prescrita pelo médico. O conceito de adesão é compreendido como a utilização dos medicamentos prescritos ou outros procedimentos em pelo menos 80% de seu total, observando horários, doses, tempo de tratamento1. A não-adesão à farmacoterapia é considerada um dos maiores problemas de saúde pública. Estima-se que 50% dos pacientes portadores de doenças crônicas em países desenvolvidos sejam não-aderentes a terapias medicamentosas, sendo esta taxa superior nos países em desenvolvimento. 2. Metodologia: Este é um estudo transversal descritivo realizado em um hospital universitário geral. Os dados deste trabalho foram coletados nos meses de maio e junho de 2019 totalizando 185 pacientes com idade entre 16 e 77 anos, todos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Estes foram listados numa planilha de Excell anteriormente à aplicação da escala de adesão que se deu através de entrevista e análise de prontuário. Foram excluídos os pacientes cujos históricos de medicação não foram coletados nas primeiras 96 horas, aqueles que receberam alta antes da coleta do histórico de medicação, aqueles em que era impossível coletar as informações necessárias para o estudo (incapacidade cognitiva ou em ventilação mecânica, sem cuidador disponível para a coleta) e aqueles que não usavam nenhum medicamento anteriormente a admissão. A adesão dos usuários foi avaliada pelo teste de Morinsky-Green adaptado que é composto por 4 (quatro) perguntas e mensura adesão por meio das atitudes do paciente quanto a utilização dos medicamentos. O grau de adesão terapêutica foi determinado de acordo com a pontuação resultante da soma de todas as respostas: alta adesão (4 pontos), média adesão (2 a 3 pontos) e baixa adesão (0 a 1 pontos) 3. Resultados: No estudo realizado dos 43 pacientes que responderam ao questionário proposto da Escala de Morinsky-Green adaptado 23 obtiveram alta adesão, 14 média adesão e 6 baixa adesão. A maioria dos pacientes (86%) disse ter sido informada sobre a importância e benefício de usar o medicamento e 56% relatou não esquecer de repor os medicamentos antes deles terminarem. De acordo com a Escala proposta, isso demonstra que os pacientes possuem conhecimento e motivação em relação ao tratamento. Discussão: Ao aplicar a escala, obteve-se uma proporção de adesão em 86% dos pacientes, prevalência semelhante a outros autores que seria em torno de 80% 4. Inúmeros são os fatores que podem interferir na adesão ao tratamento, dentre eles os culturais, a origem da população estudada, a relação com a equipe de saúde e com a família e que em cada 10 portadores de doenças crônicas, cerca de 3 apresentam alguma característica de descontinuidade da terapia medicamentosa, podendo decorrer de orientação inadequada 5,6,7. Conclusões: Conclui-se que os pacientes desse estudo possuíam boa adesão ao tratamento.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The success of the proposed therapy, whether curing an illness, controlling a chronic disease, or preventing an illness, heavily relies on adherence to the treatment prescribed by the physician. Adherence is defined as the use of prescribed medications or procedures in at least 80% of the prescribed regimen, adhering to schedules, doses, and treatment duration. Non-adherence to pharmacotherapy is recognized as a major public health issue, with estimates suggesting that 50% of patients with chronic diseases in developed countries are non-adherent, a rate even higher in developing countries. Methodology: This descriptive cross-sectional study was conducted at a general university hospital. Data collection took place in May and June 2019, involving 185 patients aged 16 to 77 years, all serviced by the Brazilian Unified Health System (SUS). Patients were listed in an Excel spreadsheet before applying the adherence scale, which was assessed through interviews and medical record analysis. Patients excluded included those whose medication histories were not collected within the first 96 hours, those discharged before medication history could be collected, those unable to provide necessary study information (due to cognitive impairment, mechanical ventilation without available caregiver), and those not using any medication prior to admission. Patient adherence was evaluated using the adapted Morisky-Green questionnaire, comprising four questions assessing patient attitudes toward medication use. Adherence levels were categorized based on the total score: high adherence (4 points), medium adherence (2 to 3 points), and low adherence (0 to 1 points). Results: Among the 43 patients who completed the adapted Morisky-Green questionnaire, 23 demonstrated high adherence, 14 showed medium adherence, and 6 exhibited low adherence. The majority of patients (86%) reported being informed about the importance and benefits of medication use, and 56% stated they did not forget to replenish their medications before they ran out. According to the scale, these findings indicate that patients have knowledge and motivation regarding their treatment. Discussion: Applying the adherence scale yielded an adherence rate of 86% among patients, a prevalence similar to that reported by other authors around 80%. Numerous factors can influence treatment adherence, including cultural aspects, patient demographics, relationships with healthcare teams and family, and inadequate guidance, leading to discontinuity in medication therapy among approximately 30% of chronic disease patients. Conclusions: This study concludes that the patients surveyed demonstrated good adherence to their treatment regimen.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.