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Acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes em uso de polimedicamentos na região do ABC Paulista
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Título
Acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes em uso de polimedicamentos na região do ABC Paulista
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Janz FL, Souza JF, Santos MF. Acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes em uso de polimedicamentos na região do ABC Paulista. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF008
Title
Pharmacotherapeutic Monitoring of Polypharmacy Patients in the ABC Paulista Region
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Janz FL, Souza JF, Santos MF. Acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes em uso de polimedicamentos na região do ABC Paulista. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF008
Resumo
Introdução: No final dos anos 80, surgiu nos EUA um novo modelo de assistência denominado pharmaceutical care, com o intuito de orientar e estender a atuação do profissional farmacêutico para as ações de atenção em saúde tendo o medicamento como insumo estratégico. Quase ao mesmo tempo, surgiu na Espanha o termo atención farmacéutica, que fora adotado no Brasil. Segundo a Organização Pan Americana da Saúde, a atenção farmacêutica pode ser definida como a prática profissional que visa beneficiar o paciente através do uso racional de medicamentos proporcionando-lhe qualidade de vida através das ações do farmacêutico. Em nossa sociedade muitos pacientes fazem uso de várias medicações concomitantemente em uma prática denominada de uso de polimedicamentos. Esta ação favorece o aparecimento de problemas relacionados aos medicamentos (PRMs) e cabe ao farmacêutico atuar a fim de minimizá-los ou extingui-los. Objetivos: acompanhar pacientes em uso de polimedicamentos na região do ABC paulista a fim de detectar e solucionar possíveis PRMs. Métodos: realizou-se um estudo quali-quantitativo do tipo pesquisa-ação. Utilizamos como referência de acompanhamento farmacoterapêutico o Método Dáder de Atenção Farmacêutica. Empreendeu-se a aplicação de questionários aos pacientes em uso de polimedicamentos os quais contavam com questões sobre sexo, idade, peso, altura, atividade física e escolaridade e relacionadas à farmacoterapia. Resultados: houve a participação de 12 pacientes (58,33% masculinos e 41,67% femininos) que faziam uso de polimedicamentos. Metade dos pacientes (50%) encontrou-se na faixa de 26 – 50 anos, 25% entre 18 – 25 anos e 25% entre 51 – 75 anos. Cálculos do IMC mostraram que metade dos pacientes estava com sobrepeso. 33,33% estavam na faixa de magreza/ normalidade e 16,67% foram classificados como obesos. Quanto à escolaridade, a maioria dos pacientes (66,68%) estudou até o nível fundamental. Observou-se que 66,66% dos entrevistados não realizavam atividade física. O armazenamento dos medicamentos foi feito em locais como gavetas, armários e geladeiras em diferentes ambientes da residência dos pacientes. Os dados farmacoterapêuticos demostraram o uso de polimedicamentos, a principal fonte de orientação sobre medicamentos é o profissional médico (66,66%) e 75% dos entrevistados fazem automedicação. Os PRMs foram detectados em 33,33% dos pacientes. O PRM mais frequente foi o PRM 1 (60%) que representa a não utilização do medicamento necessário. Os PRMs 2 e 6, 20% cada, também foram encontrados. Conclusão: pacientes em uso de polimedicamentos apresentam PRMs, sobretudo os PRMs 1, 2 e 6. Muitos destes PRMs estão ligados à automedicação. O acompanhamento farmacoterapêutico, bem como o método Dáder são ferramentas importantes para o uso correto dos medicamentos e diminuição da automedicação. Trata-se de uma função indispensável do profissional farmacêutico que possibilita uma melhora na qualidade da saúde pública.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: In the late 1980s, a new model of care called pharmaceutical care emerged in the United States, aiming to expand the role of pharmacists in health care by focusing on the rational use of medications as a strategic resource. Around the same time, the term atención farmacéutica arose in Spain, later adopted in Brazil. According to the Pan American Health Organization, pharmaceutical care can be defined as a professional practice aimed at benefiting patients through the rational use of medications, thereby improving their quality of life through pharmacist-led interventions. In our society, many patients use multiple medications concurrently, a practice known as polypharmacy, which increases the risk of medication-related problems (MRPs). It is the role of pharmacists to detect and mitigate these issues. Objectives: To monitor patients on polypharmacy in the ABC region of São Paulo, Brazil, to detect and resolve potential medication-related problems (MRPs). Methods: A qualitative-quantitative action research study was conducted. The Dáder Method of Pharmaceutical Care was used as the framework for pharmacotherapeutic monitoring. Questionnaires were administered to patients on polypharmacy, covering demographics (sex, age, weight, height, physical activity, and education) and pharmacotherapy-related questions. Results: The study involved 12 patients (58.33% male, 41.67% female) using polypharmacy. Half of the patients (50%) were aged 26-50 years, 25% were aged 18-25 years, and 25% were aged 51-75 years. Calculations of BMI showed that half of the patients were overweight. 33.33% were in the underweight/normal range, and 16.67% were classified as obese. Regarding education, the majority of patients (66.68%) had completed only elementary school. It was observed that 66.66% of the respondents did not engage in physical activity. Medications were stored in various locations such as drawers, cabinets, and refrigerators throughout the patients' homes. Pharmacotherapeutic data revealed polypharmacy, with primary medication guidance coming from physicians (66.66%), and 75% of respondents practiced self-medication. MRPs were detected in 33.33% of patients. The most frequent MRPs were MRP 1 (60%), indicating non-use of necessary medications. MRPs 2 and 6 were found in 20% each. Conclusion: Patients using polypharmacy experience MRPs, especially MRPs 1, 2, and 6, with many linked to self-medication. Pharmacotherapeutic monitoring, including the Dáder Method, is crucial for proper medication use and reducing self-medication practices. This underscores the essential role of pharmacists in improving public health by ensuring medication safety and efficacy.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.