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Ações Educativas para Postergação do Início da atividade sexual de adolescentes na Prevenção da Gravidez: uma Revisão Sistemática
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Título
Ações Educativas para Postergação do Início da atividade sexual de adolescentes na Prevenção da Gravidez: uma Revisão Sistemática
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Rotta I, Rodrigues AT, Fernandes BD, Komoda DS, Tonin FS, Meza IP, Clavero MA, Lima TM. Ações Educativas para Postergação do Início da atividade sexual de adolescentes na Prevenção da Gravidez: uma Revisão Sistemática. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF068
Title
Educational Actions to Delay the Onset of Sexual Activity Among Adolescents in Pregnancy Prevention: A Systematic Review
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Rotta I, Rodrigues AT, Fernandes BD, Komoda DS, Tonin FS, Meza IP, Clavero MA, Lima TM. Ações Educativas para Postergação do Início da atividade sexual de adolescentes na Prevenção da Gravidez: uma Revisão Sistemática. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF068
Resumo
Introdução: Estima-se que 10 milhões de gestações indesejadas em adolescentes ocorrem todos os anos em países em desenvolvimento, tendo consequências sociais, econômicas e na saúde. Ações educativas, que utilizam conhecimentos estruturados sem necessidade de alta tecnologia, representam tecnologias leve-duras, sendo sua avaliação importante no fornecimento de subsídios para a tomada de decisão em saúde. Desta forma, há a necessidade de se identificar as estratégias focadas na postergação do início da atividade sexual por adolescentes, que podem contribuir na redução dos casos de gestação precoce. Objetivos: Sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre estratégias focadas na postergação do início da atividade sexual de adolescentes na prevenção da gravidez. Métodos: Foram realizadas buscas sistemáticas nas bases Medline, Scopus, PsycINFO, CINAHL Plus, ERIC e LILACS, a fim de identificar estudos intervencionais publicados a partir de 2010 em caracteres romanos, avaliando intervenções focadas no retardo do início da atividade sexual de adolescentes na redução de casos de gestação. Dois autores independentes realizaram a seleção dos estudos e extração de dados. Resultados: Foram recuperados 7161 artigos nas bases de dados, após exclusão das duplicatas, dos quais 128 foram incluídos para leitura na íntegra. Destes, 51 foram selecionados para integrarem as análises. A maior parte dos estudos foi conduzida nos Estados Unidos (73%), seguido de países africanos (14%). Do total de estudos, 76% foram experimentais e 24% quase-experimentais, com tamanho amostral variando de 24 a 19289 participantes. A grande maioria das intervenções (74%) foi abrangente, incluindo orientações sobre saúde sexual e reprodutiva, enquanto 26% delas focaram exclusivamente na postergação do início da atividade sexual. Os componentes das estratégias incluíram aulas expositivas, debates, dramatizações, jogos eletrônicos, oficinas, diários e simuladores infantis realistas. Destaca-se que a descrição das intervenções muitas vezes não estava satisfatória. As intervenções foram providas predominantemente em escolas (86%), de forma presencial (90%), e em grupos (73%), por professores (25%), facilitadores (22%), educadores em saúde (20%) e profissionais de saúde (12%). O beneficiário da intervenção foi exclusivamente o adolescente em 90% dos estudos. Em 94% dos estudos foi avaliado o desfecho de abstinência sexual ou intenção em manter-se abstinente, enquanto 20% deles avaliaram redução no número de casos de gestação. Conclusão: Os estudos incluídos demonstraram estratégias educativas heterogêneas, incluindo diferentes componentes, conduzidos em distintos locais e providos a uma diversidade de adolescentes por distintos protagonistas. Sendo assim, destaca-se a importância dos autores descreverem de forma detalhada as intervenções realizadas, bem como torna-se relevante identificar quais componentes das intervenções são mais efetivos na prevenção da gravidez na adolescência.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: It is estimated that 10 million unintended pregnancies occur annually among adolescents in developing countries, which have social, economic, and health consequences. Educational actions utilizing structured knowledge without high technology represent "soft-hard" technologies, and evaluating them is crucial in providing insights for health decision-making. Therefore, there is a need to identify strategies focused on delaying the onset of sexual activity among adolescents, which can contribute to reducing early pregnancy cases. Objectives: To synthesize available scientific evidence on strategies focused on delaying the onset of sexual activity among adolescents for the prevention of pregnancy. Methods: Systematic searches were conducted in Medline, Scopus, PsycINFO, CINAHL Plus, ERIC, and LILACS databases to identify interventional studies published since 2010, assessing interventions aimed at delaying the onset of sexual activity among adolescents to reduce pregnancy cases. Two independent authors performed study selection and data extraction. Results: A total of 7,161 articles were retrieved from the databases, with duplicates excluded, leaving 128 articles for full-text reading. Among these, 51 were selected for analysis. The majority of studies were conducted in the United States (73%), followed by African countries (14%). Of all studies, 76% were experimental and 24% quasi-experimental, with sample sizes ranging from 24 to 19,289 participants. The majority of interventions (74%) were comprehensive, including sexual and reproductive health education, while 26% focused solely on delaying the onset of sexual activity. Intervention components included lectures, debates, role-playing, electronic games, workshops, diaries, and realistic child simulators. Notably, the description of interventions often lacked detail. Interventions were mainly delivered in schools (86%), in-person (90%), and in groups (73%), by teachers (25%), facilitators (22%), health educators (20%), and healthcare professionals (12%). The primary beneficiary was solely the adolescent in 90% of studies. Sexual abstinence or intention to remain abstinent was evaluated in 94% of studies, while 20% assessed a reduction in the number of pregnancy cases. Conclusion: The included studies demonstrated heterogeneous educational strategies with various components, conducted in different settings and delivered to a diverse range of adolescents by different stakeholders. Therefore, emphasizing the importance of detailed intervention descriptions by authors and identifying which components are most effective in preventing adolescent pregnancy remains relevant.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.