-
Evolução da multimorbidade em beneficiários de planos de saúde: dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013 e 2019
- Voltar
Título
Evolução da multimorbidade em beneficiários de planos de saúde: dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013 e 2019
Tipo de documento
Texto para discussão
Descrição
Texto para discussão publicado no Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)
Fonte
IESS
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Minami B, Delpino F. Evolução da multimorbidade em beneficiários de planos de saúde: dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013 e 2019 [Internet]. São Paulo: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar; 2023. (Texto para Discussão; n. 94). Disponível em: https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-94-evolucao-da-multimorbidade-em-beneficiarios-de
Identificador
2023IESS006
Title
Evolution of multimorbidity among health plan beneficiaries: data from the National Health Survey, 2013 and 2019
Document type
Discussion Paper
Description
Discussion paper published by the Institute for Supplementary Health Studies (IESS)
Source
IESS
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
Minami B, Delpino F. Evolução da multimorbidade em beneficiários de planos de saúde: dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013 e 2019 [Internet]. São Paulo: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar; 2023. (Texto para Discussão; n. 94). Available from: https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-94-evolucao-da-multimorbidade-em-beneficiarios-de
Identifier
2023IESS006
Resumo
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou, nos anos de 2013 e 2019, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), inquérito domiciliar de saúde mais amplo do território brasileiro. Com os microdados desta pesquisa, este estudo teve como objetivo descrever a evolução da prevalência de multimorbidade em adultos beneficiários de planos de saúde de assistência médico-hospitalar segundo variáveis selecionadas. Estimou-se que havia 145,6 milhões de brasileiros adultos em 2013 e 159,2 milhões, em 2019. Desses, cerca de um quarto da população, 43,9 milhões (em 2013) e 43,0 milhões (em 2019)1 possuíam um plano de saúde, médico ou odontológico, particular, de empresa ou órgão público. Entre esses beneficiários de planos de saúde, houve aumento estatisticamente significativo na prevalência de multimorbidade entre 2013 e 2019, passando de 28,1 para 34,5%, respectivamente. No mesmo período, o maior crescimento em termos percentuais ocorreu: nas mulheres, de 32,7 para 39,8%; no grupo etário de 40 a 59 anos, de 33,0 para 38,5%; entre os que declararam não ter instrução ou ter ensino fundamental incompleto, de 48,7 para 57,9%; pardos, 25,5 para 31,7%; residentes de área urbana, de 28,0 para 34,6%; e entre os que autodeclararam a sua saúde como boa, de 22,4 para 30,8%. Destacou-se que com o avançar da idade, cresceu substancialmente o percentual de pessoas com multimorbidade. Verificou-se que, em 2019, os beneficiários com 60 anos ou mais de idade eram os que tinham a maior prevalência de multimorbidade (61,7%) em comparação com as demais faixas etárias, de 40 a 59 anos (38,5%) e de 18 a 39 anos (15,0%). Este é um ponto de atenção para os gestores de saúde, pois sabe-se que os idosos tendem a utilizar mais os serviços de saúde e, por conseguinte, gerar maiores custos para o sistema. Dado que as projeções estimam que a proporção de beneficiários com 60 anos ou mais acompanhará o envelhecimento da população no país e aumentará até 2030, deve-se atentar, cada vez mais, para o bem-estar da sociedade, compreender a complexidade de tratar pessoas com multimorbidade, envolver cada vez mais os cuidados coordenados nos modelos de gestão e abordar o tema nas grades curriculares dos cursos de saúde, além de manter o olhar para a sustentabilidade econômico-financeira do sistema de saúde. Por fim, destaca-se que embora o percentual de multimorbidade seja maior em idosos, em termos absolutos, é mais frequente em adultos. Assim, as estratégias de prevenção de doenças, promoção de saúde e os programas de cuidados coordenados devem envolver todos os grupos etários
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
The Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) conducted the National Health Survey (PNS) in 2013 and 2019, the most comprehensive household health survey in Brazil; using its microdata, this study aimed to describe the evolution of multimorbidity prevalence among adult beneficiaries of medical-hospital health plans according to selected variables; it is estimated that there were 145.6 million Brazilian adults in 2013 and 159.2 million in 2019, of whom about one quarter—43.9 million in 2013 and 43.0 million in 2019—had a health plan, whether medical or dental, private, employer-sponsored, or public; among these beneficiaries, there was a statistically significant increase in the prevalence of multimorbidity between 2013 and 2019, rising from 28.1% to 34.5%; during this period, the largest relative increases occurred among women (from 32.7% to 39.8%), individuals aged 40 to 59 (from 33.0% to 38.5%), those with no formal education or incomplete primary education (from 48.7% to 57.9%), individuals identifying as mixed race (from 25.5% to 31.7%), urban residents (from 28.0% to 34.6%), and those who self-rated their health as good (from 22.4% to 30.8%); it was also observed that multimorbidity increases substantially with age, with beneficiaries aged 60 or older showing the highest prevalence in 2019 (61.7%), compared to those aged 40 to 59 (38.5%) and 18 to 39 (15.0%); this represents a key concern for health system managers, as older individuals tend to use more healthcare services and generate higher costs; given projections indicating that the proportion of beneficiaries aged 60 or older will continue to grow in line with population aging through 2030, it becomes increasingly important to focus on population well-being, address the complexity of managing multimorbidity, strengthen coordinated care models, incorporate the topic into health education curricula, and ensure the financial sustainability of the health system; finally, although the prevalence of multimorbidity is higher among older adults, in absolute terms it is more frequent among adults overall, highlighting the need for prevention, health promotion, and coordinated care strategies across all age groups.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.