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Ozonioterapia para o tratamento de infecções causadas pelo herpesvírus humano
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Título
Ozonioterapia para o tratamento de infecções causadas pelo herpesvírus humano
Tipo de documento
Parecer Técnico-Científico
Descrição
Parecer Técnico-Científico publicado na BVS/Rede Ecos
Fonte
BVS/Rede Ecos
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Gomes DF. Ozonioterapia para o tratamento de infecções causadas pelo herpesvírus humano [Internet]. 2026. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2026/05/1696832/ptc260126dfg11.pdf
Identificador
2026BVS019
Title
Ozone therapy for the treatment of infections caused by human herpesviruses
Document type
Technical-Scientific Opinion
Description
Technical-Scientific Opinion published on BVS/Rede Ecos
Source
BVS/Rede Ecos
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Gomes DF. Ozonioterapia para o tratamento de infecções causadas pelo herpesvírus humano [Internet]. 2026. Available from: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2026/05/1696832/ptc260126dfg11.pdf
Identifier
2026BVS019
Resumo
Pergunta: Trata-se de um Parecer Técnico-Científico (PTC) para responder a seguinte pergunta PICOT: P (População) – Pessoas com infecções causadas pelo herpesvírus humano; I (Intervenção) – Ozonioterapia (isolada ou combinada com outro tratamento); C (Comparador) – Tratamento simulado (ozonioterapia sham), tratamento convencional ou quaisquer outros utilizados para o tratamento; O (outcomes) – como desfecho primário foi considerada a redução da dor, duração da dor (tempo), alteração do tamanho da lesão, duração da lesão (tempo) e qualidade de vida; como desfecho secundário foram considerados eventos adversos gerais, alteração do tamanho dos gânglios linfáticos e qualidade do sono; T (tipo de estudo) – Ensaios clínicos randomizados e ensaios clínicos não randomizados. População-alvo: Pessoas com infecções causadas pelo herpesvírus humano. São eles: HSV-1, HSV-2, VZV, HCMV, HHV6A, HHV6B, EBV, HHV7 e KSHV. Tecnologia avaliada: Ozonioterapia (isolada ou combinada com outro tratamento). Busca e análise: Este Parecer Técnico-Científico (PTC) avaliou a eficácia e segurança do uso de ozonioterapia para o tratamento de infecções causadas pelo herpesvírus humano. A busca na literatura foi realizada em 20 de setembro de 2024, nas bases de dados: EMBASE, MEDLINE (via PubMed), Web of Science, Cochrane Library e Lilacs. Além disso, foi realizada busca manual nas listas de referências dos estudos elegíveis e no Google Scholar. Quando necessário, também foi realizado contato com os pesquisadores dos estudos. A estratégia de busca incluiu termos e palavras-chave relacionados aos herpesvírus humano e suas doenças associadas, combinados com os termos e palavras-chave relacionados à ozonioterapia. A seleção dos estudos foi realizada utilizando-se a ferramenta Rayyan Intelligent Systematic Review. O processo de seleção se deu em duas etapas: 1) triagem das publicações a partir da leitura dos títulos e resumos, e; 2) confirmação da elegibilidade, por meio da leitura dos textos completos. Para os estudos de intervenção não-randomizados, utilizou-se a ferramenta ROBINS-I (The Risk Of Bias In Nonrandomized Studies – of Interventions). Para avaliação da qualidade dos estudos randomizados foi utilizada a ferramenta ROB-2 (Cochrane risk-of-bias tool for RCT version 2). A avaliação da qualidade da evidência foi realizada por uma revisora, utilizando a ferramenta GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation). Principais resultados: Foram incluídos sete estudos. Dos sete estudos analisados, dois eram ensaios clínicos randomizados e cinco eram ensaios clínicos não randomizados com grupo comparador. A análise abrangeu quatro doenças (gengivoestomatite herpética, neuralgia pósherpética, herpes zóster e herpes ocular) associadas a dois tipos de herpesvírus (HSV-1 e HZV). Um estudo avaliou o uso da ozonioterapia em crianças para o tratamento da gengivoestomatite herpética e os demais avaliaram o uso da ozonioterapia em adultos. Identificou-se: • Ensaio clínico não randomizado de Lopez-Diaz (1995): pacientes com gengivoestomatite herpética aguda tratados com aplicação tópica de óleo de girassol ozonizado, duas vezes ao dia, apresentaram um tempo de cura mais rápido. Este estudo apresentou risco crítico de viés. • Ensaio clínico não randomizado de Xiang-Feic (2013): pacientes com neuralgia pósherpética tratados com bloqueio do nervo paravertebral torácico combinado com ozônio. Após o tratamento, os escores da escala visual analógica, os escores de qualidade do sono e os escores da escala de autoavaliação de depressão foram significativamente melhores no grupo de intervenção. Este estudo apresentou risco crítico de viés. • Ensaio clínico randomizado de Hu (2018): pacientes com neuralgia pós-herpética, uma complicação do herpes-zóster caracterizada por dor persistente, tratados com combinação de auto-hemoterapia com ozônio e terapia farmacológica. O grupo que recebeu autohemoterapia com ozônio e medicamentos apresentou melhorias significativas na intensidade da dor e na qualidade de vida. Este estudo apresentou alto risco de viés. • Ensaio clínico não randomizado de Huang (2018): pacientes com herpes zóster em tratamento clínico de rotina com medicamentos antivirais, terapia com laser de baixa intensidade para irradiar a área da lesão cutânea uma vez ao dia (cinco vezes por semana), compressa úmida com água ozonizada uma vez ao dia, aplicação tópica de óleo de ozônio duas vezes ao dia e suporte nutricional vitamínico. O estudo concluiu que a aplicação externa de ozônio no tratamento do herpes zóster pode ajudar a aliviar a dor dos pacientes, encurtar o curso da doença e melhorar a eficácia clínica, sem provocar reações adversas. Este estudo apresentou risco de viés crítico. • Ensaio clínico não randomizado de Guliyeva (2019): adultos com herpes ocular manifestada por meio de ceratite herpética, ceratouveíte e uveíte, em tratamento com ozonioterapia, realizada por meio de plamaferese com ozônio, combinada com o tratamento tradicional. Foi observado um efeito terapêutico, caracterizado pela ausência de exacerbação, em 48 (88,9%) dos pacientes, e redução na frequência de recidivas em 6 (11,1%) dos pacientes. Este estudo apresentou risco de viés crítico. • Ensaio clínico não randomizado de Yang (2023): auto-hemoterapia com ozônio no tratamento do herpes zóster. Os resultados indicaram diferenças estatisticamente significativas na intensidade da dor, antes e depois da auto-hemoterapia com ozônio (p < 0,05), apesar de também ser significativa no grupo controle (p < 0,05). Este estudo apresentou risco de viés crítico. • Ensaio clínico randomizado de Wang (2024): pacientes com neuralgia pós-herpética em tratamento combinado de radiofrequência pulsada com injeção de ozônio. Após o tratamento, a intensidade da dor diminuiu significativamente e a incidência de neuralgia pós-herpética foi significativamente menor. Esse estudo foi classificado com alto risco de viés, em especial quando avaliado o viés de seleção do resultado relatado. Qualidade da evidência: A avaliação da qualidade metodológica, por meio da ferramenta ROBINS-I, classificou todos os estudos com risco de viés crítico devido às incertezas acerca do viés de confusão, viés na seleção de participantes e viés na seleção do resultado relatado. Dois ensaios clínicos randomizados, avaliados pela ferramenta RoB 2.0, foram classificados com alto risco de viés e algumas preocupações de risco de viés. Todos os desfechos avaliados apresentaram nível de confiança muito baixo no Sistema GRADE.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Question: This Technical-Scientific Report (TSR) aims to answer the following PICOT question: P (Population) – People with infections caused by human herpesviruses; I (Intervention) – Ozone therapy (alone or combined with another treatment); C (Comparator) – Sham treatment (sham ozone therapy), conventional treatment, or any other treatments used for the condition; O (outcomes) – the primary outcomes considered were pain reduction, pain duration (time), change in lesion size, lesion duration (time), and quality of life; secondary outcomes included general adverse events, change in lymph node size, and sleep quality; T (study type) – Randomized clinical trials and non-randomized clinical trials. Target population: People with infections caused by human herpesviruses. These include HSV-1, HSV-2, VZV, HCMV, HHV6A, HHV6B, EBV, HHV7, and KSHV. Technology assessed: Ozone therapy (alone or combined with another treatment). Search and analysis: This Technical-Scientific Report (TSR) evaluated the efficacy and safety of ozone therapy for the treatment of infections caused by human herpesviruses. The literature search was conducted on September 20, 2024, in the following databases: EMBASE, MEDLINE (via PubMed), Web of Science, Cochrane Library, and Lilacs. In addition, manual searches were conducted in the reference lists of eligible studies and in Google Scholar. When necessary, study investigators were also contacted. The search strategy included terms and keywords related to human herpesviruses and their associated diseases, combined with terms and keywords related to ozone therapy. Study selection was performed using the Rayyan Intelligent Systematic Review tool. The selection process was conducted in two stages: 1) screening publications through title and abstract reading; and 2) confirmation of eligibility through full-text reading. For non-randomized intervention studies, the ROBINS-I (The Risk Of Bias In Nonrandomized Studies – of Interventions) tool was used. For the assessment of randomized studies, the ROB-2 (Cochrane risk-of-bias tool for RCT version 2) tool was applied. The quality of evidence was assessed by one reviewer using the GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) tool. Main results: Seven studies were included. Of the seven studies analyzed, two were randomized clinical trials and five were non-randomized clinical trials with a comparator group. The analysis covered four diseases (herpetic gingivostomatitis, postherpetic neuralgia, herpes zoster, and ocular herpes) associated with two types of herpesviruses (HSV-1 and HZV). One study evaluated the use of ozone therapy in children for the treatment of herpetic gingivostomatitis, while the remaining studies evaluated ozone therapy in adults. The following findings were identified: • Non-randomized clinical trial by Lopez-Diaz (1995): patients with acute herpetic gingivostomatitis treated with topical ozonized sunflower oil twice daily experienced faster healing time. This study presented a critical risk of bias. • Non-randomized clinical trial by Xiang-Feic (2013): patients with postherpetic neuralgia treated with thoracic paravertebral nerve block combined with ozone. After treatment, Visual Analog Scale scores, sleep quality scores, and self-rating depression scale scores were significantly better in the intervention group. This study presented a critical risk of bias. • Randomized clinical trial by Hu (2018): patients with postherpetic neuralgia, a complication of herpes zoster characterized by persistent pain, treated with a combination of ozone autohemotherapy and pharmacological therapy. The group receiving ozone autohemotherapy plus medication showed significant improvements in pain intensity and quality of life. This study presented a high risk of bias. • Non-randomized clinical trial by Huang (2018): patients with herpes zoster undergoing routine clinical treatment with antiviral medications, low-level laser therapy applied to the skin lesion area once daily (five times per week), ozonized water wet compresses once daily, topical ozone oil application twice daily, and vitamin nutritional support. The study concluded that external ozone application in the treatment of herpes zoster may help relieve pain, shorten disease duration, and improve clinical effectiveness without causing adverse reactions. This study presented a critical risk of bias. • Non-randomized clinical trial by Guliyeva (2019): adults with ocular herpes manifested as herpetic keratitis, keratouveitis, and uveitis, treated with ozone therapy through ozone plasmapheresis combined with conventional treatment. A therapeutic effect was observed, characterized by the absence of exacerbation in 48 (88.9%) patients and a reduction in recurrence frequency in 6 (11.1%) patients. This study presented a critical risk of bias. • Non-randomized clinical trial by Yang (2023): ozone autohemotherapy in the treatment of herpes zoster. The results indicated statistically significant differences in pain intensity before and after ozone autohemotherapy (p < 0.05), although significance was also observed in the control group (p < 0.05). This study presented a critical risk of bias. • Randomized clinical trial by Wang (2024): patients with postherpetic neuralgia treated with a combination of pulsed radiofrequency and ozone injection. After treatment, pain intensity decreased significantly and the incidence of postherpetic neuralgia was significantly lower. This study was classified as having a high risk of bias, particularly regarding bias in the selection of the reported result. Quality of evidence: The methodological quality assessment using the ROBINS-I tool classified all studies as having a critical risk of bias due to uncertainties regarding confounding bias, participant selection bias, and reported outcome selection bias. Two randomized clinical trials, assessed using the RoB 2.0 tool, were classified as having a high risk of bias and some concerns regarding risk of bias. All evaluated outcomes presented a very low level of certainty according to the GRADE system.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.