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O acordo de acesso gerenciado do onasemnogeno abeparvoveque trará economia para o Sistema Único de Saúde (SUS)? Uma análise de impacto orçamentário
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Título
O acordo de acesso gerenciado do onasemnogeno abeparvoveque trará economia para o Sistema Único de Saúde (SUS)? Uma análise de impacto orçamentário
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Fortis CF, Santos BB, Faria COC, Schwartz IVD, Cirilo HN. PE-094 O acordo de acesso gerenciado do onasemnogeno abeparvoveque trará economia para o Sistema Único de Saúde (SUS)? Uma análise de impacto orçamentário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00583
Identificador
2026JAFF340
Title
Will the managed access agreement for onasemnogene abeparvoveque bring savings to the Brazilian Unified Health System (SUS)? A budget impact analysis.
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Fortis CF, Santos BB, Faria COC, Schwartz IVD, Cirilo HN. PE-094 O acordo de acesso gerenciado do onasemnogeno abeparvoveque trará economia para o Sistema Único de Saúde (SUS)? Uma análise de impacto orçamentário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00583
Identifier
2026JAFF340
Resumo
Introdução (com objetivo): Em março de 2025, foi formalizado um Acordo de Acesso Gerenciado (AAG) entre o Ministério da Saúde e a empresa detentora do registro do onasemnogeno abeparvoveque (OA) para o tratamento de pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME) no SUS. O acordo contempla pacientes com até seis meses de idade com diagnóstico genético confirmado de AME 5q tipo 1, com até três cópias de SMN2, que não estejam submetidos à ventilação mecânica invasiva por mais de 16 horas diárias. Para mitigar o impacto financeiro e as incertezas clínicas, o acordo atrelou o pagamento ao desempenho clínico da terapia, definido como aumento da sobrevida sem ventilação permanente, alcance e manutenção de marcos motores. O modelo prevê 40% do pagamento na infusão e parcelas de 20% nos 24, 36 e 48 meses subsequentes, condicionadas ao atingimento dos desfechos [1]. Objetivo: Estimar o impacto orçamentário da implementação do AAG para o OA sob a perspectiva do SUS. Material e Método: Desenvolveu-se um modelo de coorte aberta, utilizando o método epidemiológico para casos incidentes [2,3,4]. A análise abrangeu custos médicos diretos, sem aplicação de taxas de desconto, em um horizonte temporal de cinco anos. O cenário de referência estimou os custos da terapia sem o AAG. O cenário alternativo estimou o custo da terapia conforme negociação do AAG, no qual as parcelas de pagamento faltantes serão canceladas de acordo com a trajetória do paciente. Foi assumido que 100% das compras da terapia se dariam pelo AAG. Foi realizada análise de sensibilidade para avaliar as incertezas. Resultados: O custo total acumulado em 5 anos pelo parcelamento e atingimento de resultados pactuados via AAG foi de R$ 1,3 bilhão, comparado a R$ 1,9 bilhão do cenário de referência com desembolso com OA antes do AAG. O custo incremental resultante foi de -R$ 608.458.836. O custo evitado projetado devido à suspensão de pagamentos em caso de falha terapêutica foi de R$ 154.622.098. A análise de sensibilidade demonstrou que o modelo é mais sensível à taxa de sucesso clínico no 36º mês e ao cenário de fonte de evidência diferente [4]. Os parâmetros utilizados no caso base consideraram a evidência disponível quando o acordo foi firmado. A análise de cenário considerando 100% de sobrevida livre de eventos e atingimento de marcos foi equivalente ao adiamento de parcelas, conferindo a vantagem de diluir o desembolso ao longo do tempo quando observados os custos médicos diretos, com a ressalva que 70% da população do estudo utilizou outras terapias farmacológicas para AME ao longo do tempo. A mitigação de incertezas pode se dar com o acesso aos registros de desfechos de acompanhamento do AAG e entendimento dos custos operacionais para viabilizá-lo. Considerando os custos administrativos, a dificuldade em gerar dados clínicos agregados e o atraso no acesso (manutenção da judicialização por um período maior), é possível que os acordos baseados em desempenho não tragam vantagens que superem suas limitações. Conclusões: Apesar do AAG modelado projetar uma economia de R$ 154 mil em riscos associados a falhas terapêuticas ao longo de 5 anos, há incertezas a serem endereçadas pelo acompanhamento do registro próprio para AAG de desfechos obtidos. O adiamento de parcelas através do AAG pode promover a sustentabilidade da incorporação da terapia avançada no SUS. Ainda, é necessário ponderar se a mitigação do risco financeiro com custos diretos é compensada pela viabilidade administrativa e operacional de modelos alternativos de pagamento.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): In March 2025, a Managed Access Agreement (MAA) was formalized between the Ministry of Health and the company holding the registration for onasemnogene abeparvovec (OA) for the treatment of patients with Spinal Muscular Atrophy (SMA) in the SUS (Brazilian Public Health System). The agreement covers patients up to six months of age with a confirmed genetic diagnosis of 5q SMA type 1, with up to three copies of SMN2, who are not undergoing invasive mechanical ventilation for more than 16 hours a day. To mitigate the financial impact and clinical uncertainties, the agreement linked payment to the clinical performance of the therapy, defined as increased survival without permanent ventilation, achievement and maintenance of motor milestones. The model provides for 40% of the payment at the time of infusion and installments of 20% at 24, 36 and 48 subsequent months, conditional on achieving the outcomes [1]. Objective: To estimate the budgetary impact of implementing AAG for OA from the perspective of the SUS (Brazilian Unified Health System). Material and Method: An open cohort model was developed using the epidemiological method for incident cases [2,3,4]. The analysis encompassed direct medical costs, without applying discount rates, over a five-year time horizon. The baseline scenario estimated the costs of therapy without AAG. The alternative scenario estimated the cost of therapy according to AAG negotiation, in which the remaining payment installments would be canceled according to the patient's trajectory. It was assumed that 100% of therapy purchases would be made through AAG. Sensitivity analysis was performed to assess uncertainties. Results: The total accumulated cost over 5 years for installment payments and achievement of agreed results via AAG was R$ 1.3 billion, compared to R$ 1.9 billion in the baseline scenario with OA disbursement before AAG. The resulting incremental cost was -R$ 608,458,836. The projected avoided cost due to the suspension of payments in case of therapeutic failure was R$ 154,622,098. Sensitivity analysis demonstrated that the model is more sensitive to the clinical success rate at month 36 and to the scenario of a different source of evidence [4]. The parameters used in the base case considered the evidence available when the agreement was signed. The scenario analysis considering 100% event-free survival and achievement of milestones was equivalent to the postponement of installments, conferring the advantage of diluting the disbursement over time when direct medical costs are observed, with the caveat that 70% of the study population used other pharmacological therapies for SMA over time. Mitigation of uncertainties can be achieved through access to the AAG follow-up outcome records and understanding the operational costs to make it viable. Considering the administrative costs, the difficulty in generating aggregated clinical data, and the delay in access (maintaining litigation for a longer period), it is possible that performance-based agreements do not offer advantages that outweigh their limitations. Conclusions: Although the modeled AAG projects savings of R$ 154,000 in risks associated with therapeutic failures over 5 years, there are uncertainties to be addressed by monitoring the AAG's own registry of outcomes obtained. Postponing installments through AAG can promote the sustainability of incorporating advanced therapy into the SUS (Brazilian Unified Health System). Furthermore, it is necessary to consider whether the mitigation of financial risk with direct costs is offset by the administrative and operational viability of alternative payment models.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.