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Intoxicações medicamentosas no Brasil: qual é a carne mais barata do mercado?
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Título
Intoxicações medicamentosas no Brasil: qual é a carne mais barata do mercado?
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Silva LS. PE-039 Intoxicações medicamentosas no Brasil: qual é a carne mais barata do mercado?. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00595
Identificador
2026JAFF285
Title
Drug poisonings in Brazil: what is the cheapest meat on the market?
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Silva LS. PE-039 Intoxicações medicamentosas no Brasil: qual é a carne mais barata do mercado?. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00595
Identifier
2026JAFF285
Resumo
Introdução (com o objetivo): As manifestações do racismo institucional, a menor escuta qualificada, dificuldades de acesso da população negra a serviços de saúde de alta complexidade, além do não reconhecimento das intoxicações medicamentosas como eventos de agravos, tornam fundamental a discussão da letalidade das intoxicações medicamentosas considerando grupos de raça/cor. O objetivo desse estudo é estimar a letalidade das intoxicações medicamentosas no Brasil (2018-2022) segundo circunstâncias uso habitual, acidental, uso terapêutico, prescrição médica, erro de administração e automedicação e investigar variáveis no quesito raça/cor. Material e Método: Estudo epidemiológico descritivo, individuado, com recorte transversal, utilizando casos notificados de intoxicações medicamentosas no Brasil disponíveis no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (2018-2022). Será estimada letalidade dividindo-se os óbitos pelos casos de intoxicação segundo raça. A incidência será calculada pela divisão das notificações pelo total de habitantes no período. Os dados estimados serão estratificados segundo raça (branca, parda e preta), faixa etária (< 1 ano a 80 anos ou mais) e circunstância (uso habitual, acidental, uso terapêutico, prescrição médica, erro de administração, automedicação), considerando que o agente tóxico envolvido seja medicamento. Resultados: Durante o período analisado, foram registradas 97.666 notificações, com perda de informação sobre raça/cor para 14.101 (14,4%). A incidência por 100 mil habitantes foi de 9,3 para brancos, 6,8 para pardos e 3,9 para pretos, as taxas de letalidade foram semelhantes entre os grupos: 0,407%, 0,414% e 0,401% respectivamente. Além da maior letalidade entre pessoas negras, observou-se que a média de idade dos casos de intoxicações nesse grupo (22,4 anos) foi inferior à da população branca (24,1 anos). No recorte temporal, observou-se aumento proporcional de 5,2% nas notificações entre brancos, 10,6% entre pardos e 23% entre pretos. Em relação às circunstâncias, a população preta apresentou maior proporção de casos por automedicação (29,7%) e uso habitual (21,7%) em comparação com a população branca (26% e 18,2%, respectivamente). Conclusão: Embora a maior incidência tenha sido observada entre brancos, e a menor entre pretos reflete a subnotificação associada a desigualdades no acesso aos serviços de saúde, populações socialmente vulneráveis tendem a apresentar maior subnotificação, seja por menor procura por serviços, por barreiras estruturais no acesso ao diagnóstico e registro dos casos. As taxas de letalidade foram semelhantes entre os grupos. Além disso, a menor média de idade entre pessoas pretas, quando comparada aos brancos, sugere que as intoxicações nesse grupo atingem indivíduos mais jovens, associados a maior exposição a contextos de vulnerabilidade social. Observa-se também um aumento proporcional mais expressivo nas notificações entre pessoas pretas, seguido por pardos e brancos. Esse crescimento pode refletir mudanças no acesso aos serviços, maior sensibilização para a notificação ou transformações no padrão de uso de medicamentos na população.
Palavras-chave
intoxicação | medicamento | População Negra | Saúde pública | SINAN
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with the objective): The manifestations of institutional racism, the lack of qualified listening, the difficulties of access for the Black population to highly complex health services, in addition to the non-recognition of drug poisonings as serious health events, make it fundamental to discuss the lethality of drug poisonings considering race/color groups. The objective of this study is to estimate the lethality of drug poisonings in Brazil (2018-2022) according to circumstances: habitual use, accidental use, therapeutic use, medical prescription, administration error, and self-medication, and to investigate variables related to race/color. Material and Method: Descriptive, individualized epidemiological study with a cross-sectional design, using reported cases of drug poisonings in Brazil available in the Notifiable Diseases Information System (2018-2022). Lethality will be estimated by dividing deaths by poisoning cases according to race. Incidence will be calculated by dividing notifications by the total population in the period. The estimated data will be stratified according to race. (white, brown, and black), age range (<1 year to 80 years or more), and circumstance (habitual use, accidental use, therapeutic use, medical prescription, administration error, self-medication), considering that the toxic agent involved is medication. Results: During the analyzed period, 97,666 notifications were registered, with loss of information on race/color for 14,101 (14.4%). The incidence per 100,000 inhabitants was 9.3 for whites, 6.8 for browns, and 3.9 for blacks; the case fatality rates were similar among the groups: 0.407%, 0.414%, and 0.401%, respectively. In addition to the higher case fatality rate among black people, it was observed that the average age of poisoning cases in this group (22.4 years) was lower than that of the white population (24.1 years). In the time frame, a proportional increase of 5.2% in notifications was observed among whites, 10.6% among mixed-race individuals, and 23% among blacks. Regarding the circumstances, the black population presented a higher proportion of cases due to self-medication (29.7%) and habitual use (21.7%) compared to the white population (26% and 18.2%, respectively). Conclusion: Although the highest incidence was observed among whites, and the lowest among blacks, this reflects underreporting associated with inequalities in access to health services. Socially vulnerable populations tend to present greater underreporting, whether due to less demand for services or structural barriers in access to diagnosis and registration of cases. Fatality rates were similar between the groups. Furthermore, the lower average age among black people, when compared to whites, suggests that poisonings in this group affect younger individuals, associated with greater exposure to contexts of social vulnerability. A more significant proportional increase in notifications was also observed among black people, followed by mixed-race and whites. This growth may reflect changes in access to services, increased awareness of reporting, or transformations in the population's medication use patterns.
Keywords
Black Population | medication | Poisoning | Public health | SINAN (National System of Notifiable Diseases)
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.