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Mudanças institucionais no período recente e seus impactos na indústria farmacêutica brasileira- ha um sistema de inovação a caminho?
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Título
Mudanças institucionais no período recente e seus impactos na indústria farmacêutica brasileira- ha um sistema de inovação a caminho?
Tipo de documento
Apresentação
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2009
Referência (Vancouver)
Urias E, Furtado J. Recent institutional changes and their impacts on the Brazilian pharmaceutical industry: is an innovation system on the way? [Internet]. In: ISPOR Latin America 2009; Rio de Janeiro, Brazil. Disponível em: https\://www\.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation/ispor-2nd-latin-america-conference/mudancas-institucionais-no-periodo-recente-e-seus-impactos-na-industria-farmaceutica-Brasileira-ha-um-sistema-de-inovacao-a-caminho-
Identificador
2009ISPOR074
Title
Recent Institutional Changes and Their Impacts on the Brazilian Pharmaceutical Industry: Is an Innovation System on the Way?
Document type
Presentation
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2009
Reference (Vancouver)
Urias E, Furtado J. Recent institutional changes and their impacts on the Brazilian pharmaceutical industry: is an innovation system on the way? [Internet]. In: ISPOR Latin America 2009; Rio de Janeiro, Brazil. Available from: https\://www\.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation/ispor-2nd-latin-america-conference/mudancas-institucionais-no-periodo-recente-e-seus-impactos-na-industria-farmaceutica-Brasileira-ha-um-sistema-de-inovacao-a-caminho-
Identifier
2009ISPOR074
Resumo
Objetivos: Analisar como a Lei de Propriedade Industrial (nº 9,279/1996) e a Lei do Medicamento Genérico (nº 9.787/1999) alteraram a dinâmica competitiva do setor farmacêutico Brasileiro. Metodologia: A pesquisa foi realizada com dados obtidos em entrevistas com profissionais de pesquisa e desenvolvimento de sete laboratórios farmacêuticos de capital nacional e de uma Reunião Técnica com vinte e dois participantes. Além disso foram utilizados fontes secundárias, como jornais, revistas, sites e periódicos relacionados ao setor farmacêutico. Resultados: Entre 1945 e 1997 a legislação Brasileira não reconhecia patentes para produtos farmacêuticos. Neste período, as empresas nacionais reproduziam os medicamentos desenvolvidos no exterior e os comercializavam no mercado local com sua marca. Aplicavam volumes consideráveis de recursos em ativos comerciais, mas não arcavam com os custos de pesquisa e desenvolvimento. Essa estratégia garantiu aos laboratórios nacionais uma lucratividade considerável, mas foi inviabilizada pelo novo marco institucional. A proibição de copiar produtos protegidos por patentes restringiu as opções estratégicas das empresas e a regulamentação dos medicamentos genéricos mitigou a importância dos ativos comerciais, uma vez que esses produtos não possuem. O artigo reúne exemplos de como a inovação, mesmo que pontual e incremental, começou a ser incorporada como elemento concorrencial local, em grande medida porque, no novo cenário, as perspectivas oferecidas à indústria local são produzir cópias de moléculas não protegidas e/ou, em um espaço mais limitado, inovar. Conclusões: A existência de um ambiente que favoreça a lógica tecnológica frente à lógica comercial parece ser indispensável para que os atores possam exercer seu potencial inovador e desenvolver capacitações locais para a consolidação do processo que está em curso. Individualmente, a próxima etapa de desenvolvimento do Sistema Farmacêutico Brasileiro de Inovação será a formação e consolidação de equipes de pesquisa internamente às empresas ou diretamente vinculadas às suas estratégias tecnológicas, industriais, patentárias e comerciais.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Objectives: To analyze how the Industrial Property Law (nº 9.279/1996) and the Generic Medicine Law (nº 9.787/1999) altered the competitive dynamics of the Brazilian pharmaceutical sector. Methodology: The research utilized data from interviews with research and development professionals from seven national pharmaceutical laboratories and a Technical Meeting with twenty-two participants. Secondary sources, such as newspapers, magazines, websites, and journals related to the pharmaceutical sector, were also used. Results: Between 1945 and 1997, Brazilian legislation did not recognize patents for pharmaceutical products. During this period, national companies reproduced medicines developed abroad and marketed them locally under their brand, investing in commercial assets without bearing the costs of research and development. This model ensured considerable profit for national laboratories but was made unviable by the new legal framework. The prohibition of copying patented products and the regulation of generic medicines reduced the importance of commercial assets, as these products are not patent-protected. The article provides examples of how innovation, even if incremental and occasional, began to be incorporated as a local competitive element, as local industry perspectives shifted to producing copies of unprotected molecules and, in a more limited space, innovating. Conclusions: An environment that favors technological logic over commercial logic is essential for actors to exercise their innovative potential and develop local capabilities. The next step for the Brazilian Pharmaceutical Innovation System will be the formation and consolidation of research teams within companies or directly linked to their technological, industrial, patent, and commercial strategies.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the aid of artificial intelligence.