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O impacto econômico da não utilização da análise farmacoeconômica na política nacional de medicamentos do Brasil – o caso dos antidepressivos
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Título
O impacto econômico da não utilização da análise farmacoeconômica na política nacional de medicamentos do Brasil - o caso dos antidepressivos
Tipo de documento
Apresentação
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2007
Referência (Vancouver)
Machado M, Iskedjian M, Ruíz I, Einarson TR. The economic impact of not using pharmacoeconomic analysis in the Brazilian national drug policy- the case of antidepressants [Internet]. In: ISPOR Latin America 2007; Cartagena, Colombia. Disponível em: https\://www\.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation/ispor-first-latin-america-conference/the-economic-impact-of-not-using-pharmacoeconomic-analysis-in-the-brazilian-national-drug-policy-the-case-of-antidepressants
Identificador
2007ISPOR002
Title
The Economic Impact of Not Using Pharmacoeconomic Analysis in the Brazilian National Drug Policy: The Case of Antidepressants
Document type
Presentation
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2007
Reference (Vancouver)
Machado M, Iskedjian M, Ruíz I, Einarson TR. The economic impact of not using pharmacoeconomic analysis in the Brazilian national drug policy- the case of antidepressants [Internet]. In: ISPOR Latin America 2007; Cartagena, Colombia. Available from: https\://www\.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation/ispor-first-latin-america-conference/the-economic-impact-of-not-using-pharmacoeconomic-analysis-in-the-brazilian-national-drug-policy-the-case-of-antidepressants
Identifier
2007ISPOR002
Resumo
Objetivos: Determinar o impacto econômico da não utilização de análises farmacoeconômicas na Política Nacional de Medicamentos do Brasil, avaliando a relação custo-efetividade dos antidepressivos atualmente disponíveis para o transtorno depressivo maior (TDM) e estimando o impacto orçamentário do uso desses medicamentos, com base na relação custo-efetividade, em comparação com os medicamentos do Formulário Nacional Brasileiro ao longo de 6 meses, do ponto de vista do Ministério da Saúde do Brasil. Métodos: Um modelo de árvore de decisão existente foi adaptado para o Brasil com base nas diretrizes práticas. Dados clínicos foram obtidos de uma meta-análise publicada. Os pacientes incluídos eram adultos ≥18 anos com TDM, diagnosticados usando DSM-III/IV, com doença de moderada a grave (HAMD ≥15 ou MADRS ≥18), sem comorbidades/comedicações, e receberam tratamento por ≥6 semanas com um dos seguintes medicamentos: venlafaxina, duloxetina, milnaciprano, citalopram, escitalopram, fluoxetina, paroxetina, sertralina, clomipramina, amitriptilina, nortriptilina ou imipramina. O desfecho clínico foi remissão (HAMD ≤7 ou MADRS ≤12). Foram incluídos custos diretos (medicamentos, consultas médicas, hospitalizações, etc.). Os custos dos medicamentos foram obtidos da Lista de Preços da ANVISA de 2006; os custos de utilização de recursos foram retirados do banco de dados do Sistema Nacional de Saúde (DATASUS) em Reais Brasileiros de 2007 (1 R$ = USD$0,47). Análises de sensibilidade univariadas e de Monte Carlo testaram a robustez do modelo. Resultados: Os medicamentos custo-efetivos por grupo farmacológico foram: duloxetina, escitalopram e nortriptilina. O custo esperado por paciente para duloxetina foi o mais baixo (R$3.872), seguido por escitalopram (R$3.936) e nortriptilina (R$4.588). As razões de custo-efetividade médias foram: duloxetina (R$4.624), escitalopram (R$4.790) e nortriptilina (R$5.866). A média de custo-efetividade para os medicamentos do Formulário Nacional foi de R$7.710. O impacto orçamentário de substituir os medicamentos atualmente listados (amitriptilina, clomipramina, fluoxetina e nortriptilina) pelos medicamentos custo-efetivos selecionados resultaria em uma economia anual superior a R$2,5 bilhões. A probabilidade de economia foi superior a 90%. A análise de Monte Carlo confirmou os resultados. Os resultados foram sensíveis a variações nas taxas clínicas. Conclusão: Os medicamentos custo-efetivos dominaram os medicamentos do formulário. A utilização de medicamentos mais novos (mantendo a nortriptilina) poderia economizar mais de R$2,5 bilhões anualmente para o Ministério da Saúde do Brasil. Análises adicionais são necessárias para estudar o impacto da introdução de avaliações farmacoeconômicas nas decisões políticas.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Objetives: To determine the economic impact of not using pharmacoeconomic analysis in the Brazilian National Drug Policy by measuring the cost-effectiveness of currently available antidepressants for major depressive disorder (MDD), and estimating the budget impact of using drugs, based on cost-effectiveness, compared to current Brazilian National Formulary drugs over 6 months from the Brazilian Ministry of Health viewpoint. Methods: An existing decision tree model was adapted to Brazil based on practice guidelines. Clinical data were obtained from a published meta-analysis. Patients included adults =18 with MDD, diagnosed using DSM-III/IV, with moderate-to-severe disease (HAMD=15 or MADRS=18), without comorbidities/comedications, receiving =6 weeks of treatment with one of the following: venlafaxine, duloxetine, milnacipran, citalopram, escitalopram, fluoxetine, paroxetine, sertraline, clomipramine, amitriptyline, nortriptyline, or imipramine. Clinical outcome was remission (HAMD=7 or MADRS=12). Included were direct costs (drugs, physician visits, hospitalizations, etc.). Drug costs were obtained from the 2006 ANVISA Price List; resource utilization costs were taken from the National Healthcare System database (DATASUS) in 2007 Brazilian ‘Reais' (1R$=USD$0.47). Univariate and Monte Carlo sensitivity analyses tested model robustness. Results: Cost-effective drugs by pharmacological group were: duloxetine, escitalopram, and nortriptyline. Duloxetine's expected cost/patient was lowest (R$3,872), followed by escitalopram (R$3,936), and nortriptyline (R$4,588). Average cost-effectiveness ratios were: duloxetine (R$4,624), escitalopram (R$4,790), and nortriptyline (R$5,866). Average cost–effectiveness for National Formulary drugs was R$7,710. The budget impact of replacing current listed drugs (amitriptyline, clomipramine, fluoxetine, and nortriptyline) by selected cost-effective drugs (listed above) would result in annual savings of >R$2.5 billion. Probability of savings were >90%. Monte Carlo analysis confirmed the Results. Results were sensitive to variations in clinical rates. Conclusion: Cost-effective drugs dominated formulary drugs. Using newer drugs (while keeping nortriptyline) could save the Brazilian Ministry of Health >R$2.5 billion annually. Further analyses are warranted to study the impact of introducing pharmacoeconomic evaluations into policy decisions.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the aid of artificial intelligence.
Autores
Inés Ruíz | Márcio Machado | Michael Iskedjian | Thomas Ray Einarson