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Uso de claritromicina suspensão oral no manejo de casos infantis de hanseníase
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Título
Uso de claritromicina suspensão oral no manejo de casos infantis de hanseníase
Tipo de documento
Relatório de avaliação de tecnologias em saúde
Descrição
Relatório de avaliação de tecnologias em saúde publicado pela Secretaria do Estado de Saúde (SES)
Fonte
Secretaria de Estado de Saúde
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Comissão Permanente de Farmácia e Terapêutica do Estado de Mato Grosso (CPFT-MT); Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. Uso de claritromicina suspensão oral no manejo de casos infantis de hanseníase [Internet]. Cuiabá: Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso; 2025. Disponível em: https://www.saude.mt.gov.br/storage/files/8imlDsDOEYBgN3mnYROUCZddzu6mnyg6cA4jz70N.pdf
Identificador
2025SESMT004
Title
Use of clarithromycin oral suspension in the management of pediatric cases of leprosy
Document type
Health technology assessment report
Description
Health technology assessment report published by the State Health Secretariat (SES)
Source
State Health Secretariat
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Comissão Permanente de Farmácia e Terapêutica do Estado de Mato Grosso (CPFT-MT); Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. Uso de claritromicina suspensão oral no manejo de casos infantis de hanseníase [Internet]. Cuiabá: Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso; 2025 . Available from: https://www.saude.mt.gov.br/storage/files/8imlDsDOEYBgN3mnYROUCZddzu6mnyg6cA4jz70N.pdf
Identifier
2025SESMT004
Resumo
Resumo Executivo Demandante Gerência de Vigilância em Doenças e Agravos Endêmicos Tecnologia avaliada Claritromicina grânulos para suspensão oral nas concentrações 25 mg/mL e 50 mg/mL Justificativa Casos infantis de hanseníase que necessitam de substituição de uma ou mais drogas da poliquimioterapia (PQT) não dispõem de alternativas terapêuticas no sistema único de saúde – SUS. Objetivo Levantar evidências de eficácia e segurança do uso de claritromicina suspensão oral no esquema terapêutico de casos infantis de hanseníase, além de analisar custos e estimar o impacto orçamentário para subsidiar a tomada de decisão quanto à incorporação da claritromicina no sistema público de saúde no âmbito estadual. Pergunta de pesquisa O esquema terapêutico contendo claritromicina grânulos para suspensão oral nas concentrações 25 mg/mL e 50 mg/mL é seguro e eficaz no tratamento de crianças de 6 meses a 12 anos com hanseníase que necessitem de substituição de um dos medicamentos da poliquimioterapia devido a reações adversas e/ou aparecimento de resistência constatada em exame de biópsia, comparado à terapia padrão? Evidências Com base em apenas um estudo com um “n” amostral pequeno, a claritromicina parece ser bem tolerada e capaz de reduzir o índice morfológico e o índice bacteriológico de forma semelhante à poliquimioterapia, podendo ser considerada como uma alternativa para compor o esquema terapêutico da hanseníase. Entretanto, a certeza dessa evidência é baixa ou muito baixa, a depender do desfecho considerado. Por isso esses resultados devem ser interpretados com cautela. Parecer de agências internacionais Nenhum relatório de avaliação de tecnologias em saúde – ATS foi localizado no website de agências de ATS do Reino Unido, Canadá, Escócia, além de redes como EUnetHTA e RedETSA da Europa e das Américas. Custo minimização A incorporação de claritromicina suspensão oral para tratamento de casos infantis de hanseníase, sob a perspectiva da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso, tem um custo superior ao esquema adotado no SUS (PQT), com um custo incremental correspondente a R$ 1.035,27/caso infantil de hanseníase/ano, para o tratamento completo. A substituição de qualquer uma das drogas do esquema PQT devido a eventos adversos ou resistência à rifampicina pode custar R$ 2.557,56/paciente/ano. Impacto orçamentário O impacto orçamentário de uma provável incorporação de claritromicina suspensão oral foi estimado em R$ 214.315,20/ano. A variável sensível no modelo foi o preço unitário do medicamento que pode provocar variação no impacto orçamentário de R$ 171.452,16 a R$ 602.827,92. Considerações finais - Não há recomendações oficiais de drogas alternativas para o tratamento de casos infantis de hanseníase que apresentam resistência bacteriana, contraindicações à poliquimioterapia e eventos adversos severos; tornando esses casos de difícil manejo. - Não há evidências diretas de eficácia de claritromicina no tratamento da hanseníase em crianças. - Evidências indiretas, com alto risco de viés global, sugerem que a claritromicina pode ser uma alternativa segura e eficaz para substituir um ou mais dos medicamentos que compõem a poliquimioterapia, quando medidos pelos desfechos índice bacteriológico (certeza muito baixa), índice morfológico (certeza muito baixa) e eventos adversos (certeza baixa). - A análise econômica demonstrou que a incorporação da claritromicina suspensão oral é mais custosa que o tratamento padrão do SUS quando considerado a perspectiva do pagador. Entretanto, o custo incremental e o impacto orçamentário são baixos. Recomendação - Considerando os fatores: importância do problema estudado; qualidade geral da evidência; balanço entre benefícios e riscos da tecnologia candidata à incorporação; valores e preferências; utilização de recursos; equidade; aceitabilidade e viabilidade. - Considerando que o tratamento de segunda linha de casos infantis de hanseníase constitui uma necessidade médica não atendida. A equipe técnica RECOMENDA FORTEMENTE a incorporação da claritromicina suspensão oral 50 mg/mL para tratamento de casos infantis de hanseníase que necessitam de substituição de uma ou mais drogas do esquema PQT, seja por eventos adversos, deficiência de G6PD ou resistência bacteriana aos antimicrobianos do esquema. Caso a incorporação ocorra, recomenda ainda a construção de um protocolo de utilização da claritromicina para normatizar o acesso ao medicamento e fomentar o seu uso racional no tratamento de casos infantis de hanseníase.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Executive Summary. Requesting party: Endemic Diseases and Health Conditions Surveillance Management. Technology assessed: Clarithromycin granules for oral suspension at concentrations of 25 mg/mL and 50 mg/mL. Rationale: Pediatric leprosy cases requiring replacement of one or more multidrug therapy (MDT) medicines do not have therapeutic alternatives available in the Brazilian Unified Health System (SUS). Objective: To gather evidence on the efficacy and safety of clarithromycin oral suspension in the treatment regimen for pediatric leprosy, as well as to analyze costs and estimate budget impact to support decision-making regarding incorporation of clarithromycin into the state public health system. Research question: Is a treatment regimen containing clarithromycin granules for oral suspension at concentrations of 25 mg/mL and 50 mg/mL safe and effective for treating children aged 6 months to 12 years with leprosy who require replacement of one of the multidrug therapy medicines because of adverse reactions and/or resistance identified on biopsy, compared with standard therapy? Evidence: Based on only one study with a small sample size, clarithromycin appears to be well tolerated and capable of reducing the morphological index and bacteriological index similarly to multidrug therapy and may be considered an alternative component of a leprosy treatment regimen. However, certainty of evidence is low or very low depending on the outcome considered. These findings should therefore be interpreted with caution. International agency opinions: No health technology assessment (HTA) reports were located on the websites of HTA agencies in the United Kingdom, Canada, and Scotland, or networks such as EUnetHTA and RedETSA in Europe and the Americas. Cost-minimization analysis: Incorporation of clarithromycin oral suspension for pediatric leprosy from the perspective of the Mato Grosso State Health Secretariat has a higher cost than the SUS multidrug therapy regimen, with an incremental cost of R$ 1,035.27 per pediatric leprosy case/year for complete treatment. Replacement of any medicine in the MDT regimen because of adverse events or rifampicin resistance may cost R$ 2,557.56 per patient/year. Budget impact: The budget impact of potential incorporation of clarithromycin oral suspension was estimated at R$ 214,315.20/year. The sensitive variable in the model was the unit price of the medicine, which could produce variation in budget impact from R$ 171,452.16 to R$ 602,827.92. Final considerations: There are no official recommendations for alternative medicines for treating pediatric leprosy cases with bacterial resistance, contraindications to multidrug therapy, or severe adverse events, making these cases difficult to manage. There is no direct evidence of clarithromycin efficacy in treating leprosy in children. Indirect evidence with a high overall risk of bias suggests that clarithromycin may be a safe and effective alternative for replacing one or more medicines in multidrug therapy when measured by bacteriological index (very low certainty), morphological index (very low certainty), and adverse events (low certainty). The economic analysis showed that incorporation of clarithromycin oral suspension is more costly than standard SUS treatment from the payer perspective; however, the incremental cost and budget impact are low. Recommendation: Considering the importance of the health problem studied, the overall quality of evidence, the balance between benefits and risks of the candidate technology, values and preferences, resource use, equity, acceptability, and feasibility; and considering that second-line treatment of pediatric leprosy represents an unmet medical need, the technical team STRONGLY RECOMMENDS incorporation of clarithromycin oral suspension 50 mg/mL for treatment of pediatric leprosy cases requiring replacement of one or more medicines in the MDT regimen because of adverse events, G6PD deficiency, or bacterial resistance to antimicrobials in the regimen. If incorporation occurs, development of a clarithromycin use protocol is also recommended to standardize access to the medicine and promote its rational use in treating pediatric leprosy.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.