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Panorama sobre lesão pulmonar na síndrome pós-COVID
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Título
Panorama sobre lesão pulmonar na síndrome pós-COVID
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Araujo TP, Luz GVS, Gomes MMF. Panorama sobre lesão pulmonar na síndrome pós-COVID. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1638
Identificador
2025SISBE047
Title
Overview of lung injury in post-COVID syndrome
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Araujo TP, Luz GVS, Gomes MMF. Panorama sobre lesão pulmonar na síndrome pós-COVID. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1638
Identifier
2025SISBE047
Resumo
INTRODUÇÃO: Síndrome pós-covid 19 é a fase tardia da covid longa, onde há persistência de sintomas, ou seu reaparecimento, após 12 semanas de uma infecção respiratória aguda causada pelo vírus sars-cov 2. Idade avançada, comorbidades, tabagismo e obesidade foram alguns dos fatores associados à progressão do paciente para um quadro de covid longo. Kanne et al. (2020) relataram que a extensão das lesões pulmonares visualizadas na tomografia de tórax (TC) indicaria não só a gravidade da doença quanto o seu prognóstico a curto e médio prazo. Mesmo quadros agudos leves podem desenvolver covid longo com fadiga, dispneia e cefaleia persistentes. Os sintomas podem impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Exames complementares como TC e testes de função pulmonar (TFP) e escalas como a Escala de dispneia modificada do Medical Research Council (mMRC) auxiliam no acompanhamento clínico. Pesquisas vêm observando achados relevantes sobre o aspecto tomográfico e a função pulmonar meses após a fase aguda da covid. Mas o número de textos abordando o tema é extenso, logo, ordená-los é necessário. OBJETIVOS: Revisões sistemáticas (RS) são o delineamento de pesquisa que melhor responde a esta demanda. Elas combinam vários estudos, aumentam o tamanho da amostra, elevam o poder estatístico dos resultados e a precisão das informações apuradas. No contexto da Saúde Baseada em Evidências, as RS tornam mais assertiva a tomada de decisão pelos diversos atores da saúde. Este trabalho é uma revisão de escopo com o objetivo de selecionar e comparar revisões sistemáticas que sintetizaram pesquisas primárias sobre alterações pulmonares de longo prazo em adultos após quadro agudo de covid-19. MÉTODO: Após busca estruturada em 14 bases de dados, selecionaram-se 10 RS publicadas entre janeiro de 2020 e janeiro de 2024, com algum ponto de convergência em relação a lesões pulmonares residuais na síndrome pós-covid 19. O Acrônimo PECO (população adulta, exposta ao covid-19, que realizou TC ou TFP após o quadro agudo) orientou a formulação da string de busca e a seleção dos estudos. Os termos Mesh utilizados para construir a estratégia de busca foram os seguintes: “adult", ―Sars-Cov-2", ―covid 19‖, ―Post-Acute COVID19 Syndrome‖, ―long COVID/exp‖, ―Tomography‖, ―X-Ray Computed‖, ―Pulmonary Fibrosis‖, ―Lung Diseases, Interstitial‖. Foram seguidos os critérios do Protocolo PRISMA 2020 statement. As variáveis de análise foram: revista e ano de publicação; número de estudos primários avaliados; número total de participantes acompanhados; gravidade e fase da covid-19 incluída; se a revisão sistemática incluiu análise da qualidade de vida, da função pulmonar e/ou análise do pulmão por exames de imagem; objetivo principal da revisão. RESULTADOS: Os trabalhos selecionados foram: Salehi et al. (2020), Long et al. (2021), Castro et al. (2021), Will et al. (2021), Lee et al. (2022), Watanabe et al. (2022), O’Mahoney et al. (2023), Fabri et al. (2023) , Alilou et al. (2023) e Bocchino et al. (2023). As buscas envolveram em média 4 bases de dados por RS, mínimo 2 (18) e máximo 7 (16). As mais pesquisadas foram Embase, PubMed e Web of Science. As RS incluíram em média 23 estudos primários, mínimo 7 e máximo 194, envolvendo de 380 a 735.006 participantes. Seis RS avaliaram trabalhos cujo período pós-covid incluiu fases aguda, sintomática contínua e/ou após 12 semanas do diagnóstico. Os demais trabalhos observaram período de 3 a 12 meses. Três revisões incluíram pacientes não hospitalizados e com covid 19 leve. Fabri et al. (2023) incluiu pesquisas sobre sars-cov2, sarscov, mers-cov e influenza. Long et al. (2021), Castro et al. (2021) não incluíram exames de imagem. TC foi o exame de imagem mais relatado. Radiografia foi incluída em 2 estudos e ultrassonografia pulmonar em um. A análise da qualidade de vida foi um desfecho em 3 RS. TFP não entraram no escopo de 3 RS. Estimar a prevalência de sintomas ou de alteração pulmonar (funcional ou por imagem) relacionada ao covid-19 foi o principal objetivo dos estudos. Alilou et al. (2023) também investigou os preditores radiológicos da fibrose pulmonar póscovid 19. Lee et al. (2022) correlacionou o aspecto tomográfico à análise da função pulmonar por DLco. Pesquisa atual com registro PROSPERO CRD42024572100 (2024) busca atualizar informações sobre prevalência de alterações pulmonares na síndrome pós-covid. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: As revisões sistemáticas selecionadas neste estudo demonstraram valor complementar entre si por selecionar diferentes períodos de observação, desfechos ou diferentes preditores. Will et al. (2021) descreveram fadiga pós-infecciosa, função pulmonar reduzida persistente e cardite dentre as principais sequelas. A capacidade de difusão prejudicada foi a anormalidade mais comum no PFT. Lesões pulmonares foram visualizadas em exames de imagem mesmo 1 ano após a infecção aguda e a TC de acompanhamento foi apontada como ferramenta útil no manejo clínico. Sequelas fibróticas no parênquima pulmonar foram descritas. Fabri et al. (2023) as estimou em 29% (0,29; IC 95% 0,22 a 0,37; I2 = 94,1%). Houve sobreposição de alguns estudos primários. Todas as RS apontaram heterogeneidade significativa em suas amostras quanto às sequelas pulmonares da covid-19, sem elucidar os fatores causais. Elas incluíram pesquisas que acompanharam participantes com doença aguda de leve a crítica. Mas, a gravidade do quadro clínico inicial nem sempre foi utilizada como variável de agrupamento, limitando as interpretações dos resultados.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: Post-COVID-19 syndrome is the late phase of long COVID, characterized by persistence or reappearance of symptoms after 12 weeks of an acute respiratory infection caused by SARS-CoV-2. Advanced age, comorbidities, smoking, and obesity are among the factors associated with progression to long COVID. Kanne et al. (2020) reported that the extent of lung lesions observed on chest computed tomography (CT) reflects not only disease severity but also short- and medium-term prognosis. Even mild acute cases may develop long COVID with persistent fatigue, dyspnea, and headache. Symptoms can significantly impact patients’ quality of life. Complementary exams such as CT and pulmonary function tests (PFT), as well as scales such as the modified Medical Research Council (mMRC) dyspnea scale, assist clinical follow-up. Studies have observed relevant findings regarding tomographic patterns and pulmonary function months after the acute phase of COVID. However, the number of publications on the topic is extensive, making organization necessary. OBJECTIVES: Systematic reviews (SRs) are the study design that best addresses this demand. They combine multiple studies, increase sample size, enhance statistical power, and improve the precision of findings. In the context of Evidence-Based Healthcare, SRs improve decision-making among health stakeholders. This work is a scoping review aiming to select and compare systematic reviews that synthesized primary studies on long-term pulmonary alterations in adults after acute COVID-19. METHOD: After a structured search in 14 databases, 10 SRs published between January 2020 and January 2024 were selected, all converging on residual pulmonary lesions in post-COVID-19 syndrome. The PECO acronym (adult population exposed to COVID-19 who underwent CT or PFT after the acute phase) guided the search strategy and study selection. The following MeSH terms were used: “adult”, “SARS-CoV-2”, “COVID-19”, “Post-Acute COVID-19 Syndrome”, “long COVID/exp”, “Tomography”, “X-Ray Computed”, “Pulmonary Fibrosis”, “Lung Diseases, Interstitial”. The PRISMA 2020 statement guidelines were followed. The analyzed variables were: journal and year of publication; number of primary studies included; total number of participants; severity and phase of COVID-19 included; whether the SR included quality of life, pulmonary function, and/or imaging analysis; and main objective of the review. RESULTS: The selected studies were: Salehi et al. (2020), Long et al. (2021), Castro et al. (2021), Will et al. (2021), Lee et al. (2022), Watanabe et al. (2022), O’Mahoney et al. (2023), Fabri et al. (2023), Alilou et al. (2023), and Bocchino et al. (2023). Searches involved an average of 4 databases per SR, minimum 2 and maximum 7. The most searched databases were Embase, PubMed, and Web of Science. SRs included on average 23 primary studies, ranging from 7 to 194, involving 380 to 735,006 participants. Six SRs evaluated studies including acute, continuously symptomatic, and/or >12-week post-COVID phases. The remaining studies considered a follow-up period of 3 to 12 months. Three reviews included non-hospitalized patients and mild COVID-19 cases. Fabri et al. (2023) included studies on SARS-CoV-2, SARS-CoV, MERS-CoV, and influenza. Long et al. (2021) and Castro et al. (2021) did not include imaging studies. CT was the most reported imaging modality. Radiography was included in 2 studies and lung ultrasound in one. Quality of life analysis was an outcome in 3 SRs. PFTs were not included in the scope of 3 SRs. Estimating symptom prevalence or pulmonary alterations (functional or imaging-based) related to COVID-19 was the main objective of the studies. Alilou et al. (2023) also investigated radiological predictors of post-COVID pulmonary fibrosis. Lee et al. (2022) correlated tomographic findings with pulmonary function analysis via DLco. A current study registered in PROSPERO CRD42024572100 (2024) seeks to update information on the prevalence of pulmonary alterations in post-COVID syndrome. DISCUSSION AND CONCLUSIONS: The systematic reviews selected in this study showed complementary value by covering different observation periods, outcomes, or predictors. Will et al. (2021) described post-infectious fatigue, persistent reduced pulmonary function, and carditis among major sequelae. Impaired diffusion capacity was the most common abnormality in PFTs. Lung lesions were observed on imaging even 1 year after acute infection, and follow-up CT was highlighted as a useful clinical management tool. Fibrotic sequelae in lung parenchyma were described. Fabri et al. (2023) estimated them at 29% (0.29; 95% CI 0.22 to 0.37; I² = 94.1%). There was overlap among some primary studies. All SRs reported significant heterogeneity in samples regarding pulmonary sequelae of COVID-19, without clarifying causal factors. They included studies following participants with mild to critical acute disease. However, initial clinical severity was not always used as a grouping variable, limiting interpretation of results.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.