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Direito médico: uma perspectiva sobre a qualidade e a ética na assistência à saúde
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Título
Direito médico: uma perspectiva sobre a qualidade e a ética na assistência à saúde
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Gonçalves JMH. Direito médico: uma perspectiva sobre a qualidade e a ética na assistência à saúde. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1629
Identificador
2025SISBE038
Title
Medical law: a perspective on quality and ethics in healthcare
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Gonçalves JMH. Direito médico: uma perspectiva sobre a qualidade e a ética na assistência à saúde. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1629
Identifier
2025SISBE038
Resumo
INTRODUÇÃO: O Direito Médico tem crescentemente se tornado relevante, uma vez que a judicialização da saúde e a necessidade de garantir uma assistência pautada na ética, legalidade e qualidade têm sido, cada vez mais, abordadas na conjuntura brasileira. A prática médica contemporânea exige que o profissional esteja não apenas tecnicamente capacitado, mas também ciente de seus deveres legais e éticos, o que inclui a proteção da autonomia do paciente, o sigilo profissional e a responsabilidade sobre os atos médicos. Nesse cenário, falhas como negligência, imprudência ou imperícia não apenas comprometem a qualidade da assistência, como expõem o profissional a processos judiciais e administrativos. Portanto, compreender o Direito Médico torna-se essencial para a segurança do paciente, o exercício ético da profissão e a melhoria contínua do cuidado em saúde. OBJETIVOS: Analisar a importância do Direito Médico na promoção da qualidade e da ética na assistência à saúde, com foco na segurança jurídica de profissionais e pacientes. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa qualitativa com abordagem exploratória, por meio de revisão bibliográfica e documental. A coleta de dados foi realizada entre janeiro e março de 2025, em bases como SciELO, PubMed, LILACS e Google Scholar, utilizando os descritores "Direito Médico", "Ética em Saúde", "Judicialização da Saúde", "Responsabilidade médica" e "Segurança do paciente". Foram incluídos artigos publicados entre 2010 e 2024, além de documentos normativos, como o Código de Ética Médica (CFM, 2019), a Constituição Federal de 1988, a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos (UNESCO, 2005) e pareceres do CFM. A análise foi conduzida com base na técnica de análise de conteúdo, classificando os dados em cinco categorias: (1) responsabilidade médica; (2) autonomia e consentimento informado; (3) sigilo e confidencialidade; (4) comunicação com o paciente; (5) implicações legais de erros médicos. RESULTADOS: A análise revelou que a ausência de formação jurídica adequada está diretamente relacionada a falhas na prática médica e ao aumento da judicialização. Nesse âmbito, muitos processos analisados envolvem quebra do dever de informação, ausência de consentimento formal e falhas de comunicação, aspectos que poderiam ser evitados com uma atuação pautada em princípios ético-legais. Ademais, instituições que investem em capacitação em Direito Médico demonstram menor índice de litígios e maior confiança entre profissionais e pacientes. Além disso, a introdução de disciplinas de Direito Médico na graduação em Medicina tem mostrado resultados positivos na formação crítica e ética dos estudantes. Por fim, jurisprudência recente também aponta um endurecimento nas penalizações por falhas médicas, reforçando a importância da qualificação ética e legal do profissional da saúde. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: A incorporação do Direito Médico como disciplina transversal na formação e na prática profissional é um caminho necessário para a construção de uma assistência segura, ética e humanizada. O conhecimento dos direitos e deveres legais do profissional de saúde previne litígios, fortalece a relação médico-paciente e contribui para a qualidade do cuidado. Assim, a valorização da ética e da legalidade deve ser parte integrante da cultura organizacional em saúde, promovendo ambientes assistenciais mais justos e respeitosos para todos os envolvidos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: Medical Law has become increasingly relevant as the judicialization of healthcare and the need to ensure ethically grounded, lawful, and high-quality care have gained prominence in the Brazilian context. Contemporary medical practice requires professionals to be not only technically competent but also aware of their legal and ethical duties, including respect for patient autonomy, professional confidentiality, and accountability for medical actions. In this context, failures such as negligence, malpractice, or imprudence not only compromise the quality of care but also expose professionals to judicial and administrative proceedings. Therefore, understanding Medical Law is essential for patient safety, ethical medical practice, and continuous improvement in healthcare delivery. OBJECTIVES: To analyze the importance of Medical Law in promoting quality and ethics in healthcare, with a focus on legal security for both professionals and patients. METHOD: This is a qualitative exploratory study based on a bibliographic and documentary review. Data collection was carried out between January and March 2025 using databases such as SciELO, PubMed, LILACS, and Google Scholar, with the descriptors “Medical Law,” “Health Ethics,” “Healthcare Judicialization,” “Medical Liability,” and “Patient Safety.” Included were articles published between 2010 and 2024, as well as normative documents such as the Brazilian Code of Medical Ethics (CFM, 2019), the 1988 Federal Constitution, the Universal Declaration on Bioethics and Human Rights (UNESCO, 2005), and opinions issued by the Federal Council of Medicine (CFM). Data analysis was performed using content analysis, organized into five categories: (1) medical responsibility; (2) autonomy and informed consent; (3) confidentiality and privacy; (4) physician-patient communication; and (5) legal implications of medical errors. RESULTS: The analysis revealed that insufficient legal training is directly associated with failures in medical practice and an increase in healthcare litigation. Many cases involved lack of informed consent, poor communication, and insufficient disclosure of information—issues that could be mitigated through stronger adherence to ethical-legal principles. Furthermore, institutions that invest in Medical Law training show lower litigation rates and higher levels of trust between professionals and patients. The introduction of Medical Law courses in medical schools has also demonstrated positive outcomes in strengthening students’ ethical and critical reasoning. Recent jurisprudence indicates increasingly strict penalties for medical errors, reinforcing the importance of legal and ethical competence among healthcare professionals. DISCUSSION AND CONCLUSIONS: Integrating Medical Law as a cross-cutting discipline in both education and professional practice is essential for building safe, ethical, and humanized healthcare. Knowledge of legal and ethical duties helps prevent litigation, strengthens the physician-patient relationship, and improves care quality. Therefore, valuing ethics and legality should be an integral part of healthcare organizational culture, promoting more just and respectful clinical environments for all stakeholders.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.