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A estratificação de risco está associada a fatores clínicos, sociodemográficos e psicossociais em indivíduos com dor lombar crônica não específica?
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Título
A estratificação de risco está associada a fatores clínicos, sociodemográficos e psicossociais em indivíduos com dor lombar crônica não específica?
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Silva MCM, Mota MAA, Pasinato F, Ayupe KM, Carregaro RL. A estratificação de risco está associada a fatores clínicos, sociodemográficos e psicossociais em indivíduos com dor lombar crônica não específica? In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1592
Identificador
2025SISBE001
Title
Is risk stratification associated with clinical, sociodemographic, and psychosocial factors in individuals with non-specific chronic low back pain?
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Silva MCM, Mota MAA, Pasinato F, Ayupe KM, Carregaro RL. A estratificação de risco está associada a fatores clínicos, sociodemográficos e psicossociais em indivíduos com dor lombar crônica não específica? In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1592
Identifier
2025SISBE001
Resumo
INTRODUÇÃO: A dor lombar crônica não-específica (DLCN) é uma condição prevalente e incapacitante que impõe uma alta carga econômica para os sistemas de saúde e população. Dentre as diversas abordagens disponíveis para o manejo adequado dessa condição de saúde, destaca-se a estratificação de risco por meio do Start Back Screening Tool Questionnaire (SBST). O uso dessa abordagem tem se mostrado efetiva, principalmente por direcionar intervenções apropriadas que reduzem dor, incapacidade e crenças disfuncionais. Por seu baixo custo e fácil aplicação, destaca-se seu uso na atenção primária, favorecendo o manejo precoce e personalizado. Entretanto, essa abordagem ainda é pouco utilizada no Brasil, e carece de pesquisas para ampliar seu uso. OBJETIVOS: Caracterizar o perfil sociodemográfico, psicossocial e clínico de pacientes com DLCN e analisar como essas características se comportam quando estratificamos com o risco de mau prognóstico da DLCN. MÉTODO: Estudo transversal composto por adultos entre 18 a 59 anos de idade, com DLCN autorreferida a mais de 12 semanas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética Institucional (CAAE: 6.280.686). Foram aplicados questionários e escalas para avaliar as características sociodemográficas e variáveis como intensidade da dor (Escala Numérica de Dor – END), incapacidade (Roland-Morris Disability Questionnaire - RMDQ), qualidade de vida (Questionário de qualidade de vida - EuroQol - EQ-5D-3L), autoeficácia (Low Back Activity Confidence Scale - LoBACS), medos e crenças (Fear Avoidance Beliefs Questionnarie - FABQ) e risco de mau prognóstico (Start Back Screening Tool Questionnaire – Brasil -SBST-Brasil). A análise descritiva foi feita no programa SPSS 2.7. RESULTADOS: Foram avaliados 76 indivíduos, predominância do sexo feminino (63,16%), com prática regular de atividade física (56,58%), sem uso frequente de medicamentos (63,16%) e com escolaridade de nível superior completo ou incompleto (51,32%). A maioria foi classificada como risco médio (42,11%), seguido por baixo (35,53%) e alto risco (22,37%). As médias de idade foram de 35,15 anos (±2,9) no grupo de baixo risco, 36,31 (±2,2) no médio e 37,6 (±3,4) no alto. O índice de massa corporal (IMC) apresentou médias de 25,67 (±1,14), 27,36 (±0,8) e 37,6 (±3,4), respectivamente. A intensidade da dor foi de 5,3 (±0,34), 6,63 (±0,30) e 7,81 (±0,50), enquanto a incapacidade foi de 6,22 (±0,78), 9,66 (±0,84) e 15,8 (±1,37). A qualidade de vida, avaliada pela utilidade, foi de 0,66 (±0,02), 0,61 (±0,01) e 0,47 (±0,41). A autoeficácia apresentou médias de 81,01 (±2,67), 73,31 (±2,2) e 97,27 (±32,9), e os escores de medo e crenças foram de 29,52 (±2,16), 31,91 (±2,2) e 45,7 (±2,8), respectivamente. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: Os resultados indicam que a maioria dos indivíduos avaliados apresentou risco moderado para dor e disfunção, mesmo com predominância de características protetoras, como prática regular de atividade física e menor uso de medicamentos. Observou-se uma tendência de piora nos indicadores clínicos e funcionais conforme o aumento do nível de risco, especialmente nos domínios de dor, incapacidade, qualidade de vida e crenças disfuncionais. Esses achados reforçam a importância da estratificação de risco como ferramenta para direcionar intervenções individualizadas na atenção primária à saúde
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Non-specific chronic low back pain (NSCLBP) is a prevalent and disabling condition that imposes a high economic burden on healthcare systems and the population. Among the various approaches available for the proper management of this health condition, risk stratification using the Start Back Screening Tool Questionnaire (SBST) stands out. The use of this approach has proven effective, mainly because it guides appropriate interventions that reduce pain, disability, and dysfunctional beliefs. Due to its low cost and easy application, its use in primary healthcare is particularly noteworthy, favoring early and personalized management. However, this approach is still underused in Brazil and further research is needed to expand its application. Objectives: To characterize the sociodemographic, psychosocial, and clinical profile of patients with NSCLBP and analyze how these characteristics behave when stratified according to the risk of poor prognosis for NSCLBP. Method: This cross-sectional study included adults aged 18 to 59 years with self-reported NSCLBP lasting more than 12 weeks. The study was approved by the Institutional Ethics Committee (CAAE: 6.280.686). Questionnaires and scales were applied to assess sociodemographic characteristics and variables such as pain intensity (Numeric Pain Rating Scale – NPRS), disability (Roland-Morris Disability Questionnaire – RMDQ), quality of life (EuroQol Quality of Life Questionnaire – EQ-5D-3L), self-efficacy (Low Back Activity Confidence Scale – LoBACS), fear and beliefs (Fear Avoidance Beliefs Questionnaire – FABQ), and risk of poor prognosis (Start Back Screening Tool Questionnaire – Brazil – SBST-Brazil). Descriptive analysis was performed using SPSS 2.7 software. Results: A total of 76 individuals were evaluated, with a predominance of females (63.16%), regular physical activity practice (56.58%), no frequent use of medication (63.16%), and complete or incomplete higher education (51.32%). Most participants were classified as medium risk (42.11%), followed by low risk (35.53%) and high risk (22.37%). The mean ages were 35.15 years (±2.9) in the low-risk group, 36.31 (±2.2) in the medium-risk group, and 37.6 (±3.4) in the high-risk group. Body mass index (BMI) presented means of 25.67 (±1.14), 27.36 (±0.8), and 37.6 (±3.4), respectively. Pain intensity scores were 5.3 (±0.34), 6.63 (±0.30), and 7.81 (±0.50), while disability scores were 6.22 (±0.78), 9.66 (±0.84), and 15.8 (±1.37). Quality of life, assessed by utility scores, was 0.66 (±0.02), 0.61 (±0.01), and 0.47 (±0.41). Self-efficacy showed mean scores of 81.01 (±2.67), 73.31 (±2.2), and 97.27 (±32.9), and fear and belief scores were 29.52 (±2.16), 31.91 (±2.2), and 45.7 (±2.8), respectively. Discussion and Conclusion: The results indicate that most individuals evaluated presented a moderate risk for pain and dysfunction, despite the predominance of protective characteristics such as regular physical activity practice and lower medication use. A worsening trend was observed in clinical and functional indicators as the level of risk increased, especially in the domains of pain, disability, quality of life, and dysfunctional beliefs. These findings reinforce the importance of risk stratification as a tool to guide individualized interventions in primary healthcare.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.