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O Parto Adequado: evidências científicas e os seus desdobramentos no Brasil e no mundo
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Título
O Parto Adequado: evidências científicas e os seus desdobramentos no Brasil e no mundo
Tipo de documento
Texto para discussão
Descrição
Texto para discussão publicado no Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)
Fonte
IESS
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Lara N. O Parto Adequado: evidências científicas e os seus desdobramentos no Brasil e no mundo [Internet]. São Paulo: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar; 2022. (Texto para Discussão; n. 85). Disponível em: https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-85-o-parto-adequado-evidencias-cientificas-e-os
Identificador
2022IESS007
Title
Appropriate Childbirth: scientific evidence and its developments in Brazil and worldwide
Document type
Discussion Paper
Description
Discussion paper published by the Institute for Supplementary Health Studies (IESS)
Source
IESS
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Lara N. O Parto Adequado: evidências científicas e os seus desdobramentos no Brasil e no mundo [Internet]. São Paulo: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar; 2022. (Texto para Discussão; n. 85). Available from: https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-85-o-parto-adequado-evidencias-cientificas-e-os
Identifier
2022IESS007
Resumo
Estudo realizado na Austrália, Canadá, Irlanda e Inglaterra mostrou que os riscos foram inferiores com assistência de parto no modelo colaborativo, comparado com o parto cesáreo, tanto para as gestantes e quanto para os bebês; Gestantes que participaram do modelo colaborativo tiveram menor probabilidade de ter algum tipo de intervenção durante o parto e maior probabilidade de estarem satisfeitas com os cuidados e a experiência; O Sistema de Saúde Público brasileiro apresentou 57,2% de partos cesáreos e a Saúde Suplementar, 82,7% em 2020; A Organização Mundial da Saúde (OMS) admite como aceitável que a taxa de partos cesáreas fique em torno de 10% a 15%; Ao nível populacional, taxas cesáreas maiores que 10% não estão associadas a redução de mortalidade materna e neonatal. Os últimos dados disponíveis (entre 2010-2018) mostram que 21,1% dos partos no mundo são cesáreos e que que essa taxa vem crescendo desde 1990 em todas as regiões; A OMS projetou que até 2030 cerca de 28,5% das mulheres darão à luz por via cesárea, o que representa 38 milhões de cesarianas no mundo; A América Latina e Caribe apresentam umas das maiores mortalidades maternas (74 por 100 mil nascidos vivos) e mortalidade neonatal (12,3 por 1 mil nascidos vivos); Os Estados Unidos e o Brasil estão entre os 10 países com maior número de nascimentos prematuros. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 12%, ou mais de um em nove de todos os nascimentos, são prematuros; Estudo norte-americano estimou que os custos monetários com complicações relacionadas à gravidez (pré-natal, parto e pós-parto) são de pelo menos US$ 32,3 bilhões nos primeiros cinco anos de vida das crianças nascidas em 2019, contabilizando gastos com condutas medicamentosas e não medicamentosas tanto para as crianças quanto para as mães; A perda de produtividade materna devido a complicações pós-parto é de US$ 6,6 bilhões nos EUA, pois afeta a força de trabalho e a economia; O custo de nascimento de prematuros é de US$ 13,7 bilhões nos EUA e deficiências de desenvolvimento US$ 6,5 bilhões em casos que a gestante não possui um acompanhamento baseado em evidências cientificas por profissionais atualizados.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
A study conducted in Australia, Canada, Ireland, and England found that risks were lower with collaborative childbirth care models compared to cesarean delivery, both for mothers and newborns; women who participated in collaborative care models were less likely to undergo interventions during labor and more likely to report satisfaction with their care and overall experience; in Brazil, cesarean rates reached 57.2% in the public health system and 82.7% in the supplementary health sector in 2020; the World Health Organization (WHO) considers cesarean rates of around 10% to 15% to be acceptable; at the population level, rates above 10% are not associated with reductions in maternal and neonatal mortality; the latest available global data (2010–2018) show that 21.1% of births worldwide are cesarean, with rates increasing in all regions since 1990; WHO projections indicate that by 2030, approximately 28.5% of women will give birth via cesarean section, representing around 38 million procedures globally; Latin America and the Caribbean have among the highest maternal mortality rates (74 per 100,000 live births) and neonatal mortality rates (12.3 per 1,000 live births); the United States and Brazil are among the top 10 countries with the highest number of preterm births, with about 12% of births in the U.S. being premature; a U.S. study estimated that monetary costs related to pregnancy complications (prenatal, childbirth, and postpartum) reach at least US$32.3 billion within the first five years of life for children born in 2019, including both pharmacological and non-pharmacological care for mothers and children; maternal productivity losses due to postpartum complications amount to US$6.6 billion in the U.S., affecting the workforce and the economy; the cost of preterm births reaches US$13.7 billion, with an additional US$6.5 billion associated with developmental disabilities in cases where pregnant women do not receive evidence-based care from adequately trained professionals.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.