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Assistência odontológica segundo posse de plano de saúde: análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2019
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Título
Assistência odontológica segundo posse de plano de saúde: análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2019
Tipo de documento
Texto para discussão
Descrição
Texto para discussão publicado no Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)
Fonte
IESS
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Minami B. Assistência odontológica segundo posse de plano de saúde: análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2019 [Internet]. São Paulo: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar; 2022. (Texto para Discussão; n. 86). Disponível em: https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-86-assistencia-odontologica-segundo-posse-de
Identificador
2022IESS006
Title
Dental care according to health plan coverage: analysis of the 2019 National Health Survey
Document type
Discussion Paper
Description
Discussion paper published by the Institute for Supplementary Health Studies (IESS)
Source
IESS
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Minami B. Assistência odontológica segundo posse de plano de saúde: análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2019 [Internet]. São Paulo: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar; 2022. (Texto para Discussão; n. 86). Available from: https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-86-assistencia-odontologica-segundo-posse-de
Identifier
2022IESS006
Resumo
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou em 2019 a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), inquérito domiciliar de saúde mais amplo do território brasileiro. Com os microdados dessa pesquisa, este estudo teve como objetivo descrever o cenário de saúde bucal dos beneficiários e não beneficiários de planos de saúde de assistência odontológica no Brasil em 2019. Espera-se que esse mapeamento contribua com outras análises, estudos e ações de impacto. Resultados: dos 209,6 milhões de brasileiros em 2019, 26,7 milhões (13%) tinham um plano de saúde de assistência odontológica e 183,0 milhões (87%) não tinha acesso à odontologia suplementar (utilizavam esses serviços por meio do Sistema Único de Saúde - SUS - ou pagavam os serviços do próprio bolso). Destaca-se que, entre os que responderam as questões: a autoavaliação da saúde bucal foi melhor entre os beneficiários de planos (19% disseram que estava “muito boa” e 61%, “boa”) do que entre os não beneficiários (11% e 57%, respectivamente); os beneficiários de planos odontológicos costumam ir ao dentista com maior frequência (74% disseram que foram nos últimos 12 meses anteriores à data da entrevista) do que os não beneficiários (46%); cerca de 3% dos beneficiários e 8% dos não beneficiários responderam que nunca foram ao dentista; para higiene bucal, a escova e pasta de dente foram citados por quase todos os entrevistados (em ambos os grupos analisados, mais de 98% disseram que usam). O fio dental é mais utilizado pelos beneficiários (83%) do que pelos não beneficiários (58%). O uso do enxaguante bucal foi menos citado em ambos os grupos (57% dos beneficiários e 39% dos não beneficiários); a frequência de escovação dos dentes para higiene bucal foi diferente nos dois grupos. Beneficiários costumam escovar os dentes com maior frequência (75% disseram fazer 3 vezes ou mais e 23%, 2 vezes ou mais por dia) do que os não beneficiários (60% e 34%, respectivamente); a frequência da troca da escova de dente por uma nova foi semelhante nos dois grupos – entre os beneficiários, 56% costumam trocar com menos de 3 meses e 36% entre 3 e 6 meses, e entre os não beneficiários, essa proporção foi de 50% e 38%, respectivamente; a maioria da população não apresenta nenhuma dificuldade para se alimentar por causa de problemas com os dentes ou dentadura; quase metade dos entrevistados disseram que já haviam perdido algum dente (em ambos os grupos). Entre os que responderam ter pedido todos os dentes de cima, a proporção foi de 18% entre os não beneficiários e 5% entre os beneficiários; os principais motivos que levaram o entrevistado para consultar um dentista pela última vez foi para “Limpeza, prevenção ou revisão” e “tratamento dentário, como obturação e canal”. Entende-se ainda há pontos de melhoria em aspectos que envolvem a conscientização, adesão a programas de promoção de saúde bucal, o acesso à informação e à odontologia. A saúde bucal é inseparável do sistema de saúde, deve fazer parte dos programas de coordenação do cuidado e envolver ações de promoção da saúde baseadas principalmente em abordagens preventivas, com políticas de atenção a fatores de risco e estilos de vida que tragam melhorias para a qualidade de vida das pessoas – ainda mais, para um período pós-pandemia de Covid-19 no qual muitos adiaram suas consultas.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
The Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) conducted the National Health Survey (PNS) in 2019, the most comprehensive household health survey in Brazil; using its microdata, this study aimed to describe the oral health scenario of beneficiaries and non-beneficiaries of dental health plans in the country; it is expected that this mapping will contribute to further analyses, studies, and impactful actions; results showed that, out of 209.6 million Brazilians in 2019, 26.7 million (13%) had a dental health plan, while 183.0 million (87%) did not have access to supplementary dental care (relying on the public system—SUS—or out-of-pocket payments); among respondents, self-perceived oral health was better among beneficiaries (19% reported it as “very good” and 61% as “good”) compared to non-beneficiaries (11% and 57%, respectively); beneficiaries also visited the dentist more frequently, with 74% reporting a visit within the previous 12 months, compared to 46% among non-beneficiaries; about 3% of beneficiaries and 8% of non-beneficiaries reported never having visited a dentist; regarding oral hygiene, toothbrush and toothpaste were used by nearly all respondents (over 98% in both groups), while dental floss was more commonly used among beneficiaries (83%) than non-beneficiaries (58%), and mouthwash was less frequently cited in both groups (57% and 39%, respectively); brushing frequency also differed, with beneficiaries reporting higher frequency (75% brushing three or more times per day and 23% at least twice daily) compared to non-beneficiaries (60% and 34%, respectively); the frequency of replacing toothbrushes was similar across groups; most individuals reported no difficulty eating due to dental issues; however, nearly half of respondents in both groups had lost at least one tooth, and complete upper tooth loss was more common among non-beneficiaries (18%) than beneficiaries (5%); the main reasons for dental visits were preventive care (cleaning, check-ups) and treatments such as fillings and root canals; the findings highlight areas for improvement in awareness, adherence to oral health promotion programs, access to information, and access to dental care; oral health is inseparable from overall health and should be integrated into care coordination programs, with a strong emphasis on prevention, risk factor management, and lifestyle changes to improve quality of life—especially in the post-COVID-19 context, when many individuals postponed dental visits.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.