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Fatores associados à perda do enxerto renal usando evidências do mundo real no Brasil
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Título
Fatores associados à perda do enxerto renal usando evidências do mundo real no Brasil
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2018
Referência (Vancouver)
Guerra A, Gomes R, Barbosa W, Acurcio F. Associated Factors Renal Graft Loss Using Real-world Evidence In Brazil. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2018 June 1-5; Vancouver, Canada. Health Technology Assessment International, HTAi; 2018. p. 203-204. PD54.
Identificador
2018HTAi017
Title
Associated factors renal graft loss using real-world evidence in Brazil
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2018
Reference (Vancouver)
Guerra A, Gomes R, Barbosa W, Acurcio F. Associated Factors Renal Graft Loss Using Real-world Evidence In Brazil. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2018 June 1-5; Vancouver, Canada. Health Technology Assessment International, HTAi; 2018. p. 203-204. PD54.
Identifier
2018HTAi017
Resumo
Introdução: O transplante renal é considerado um tratamento custo-efetivo em comparação à diálise e representa uma porcentagem significativa dos recursos da saúde pública. O tratamento pós-transplante requer o uso de três medicamentos imunossupressores. Os regimes imunossupressores consistem em um corticosteroide, um inibidor da calcineurina (ciclosporina ou tacrolimus) e um agente antiproliferativo (azatioprina ou micofenolato mofetil), além de sirolimus ou everolimus. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por 95% de todos os transplantes de rim realizados, bem como por garantir o acesso aos medicamentos imunossupressores. Portanto, há um enorme e crescente impacto econômico causado pela distribuição desses medicamentos no SUS. Avaliamos os fatores associados à perda do enxerto renal em pacientes que receberam órgãos de doador falecido e utilizaram regimes imunossupressores de manutenção no SUS, ao longo de quinze anos. Métodos: Analisamos uma coorte nacional de receptores de transplante renal de janeiro de 2000 a dezembro de 2015, desenvolvida por meio de vinculação determinística-probabilística de bancos de dados administrativos do SUS: Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS); Subsistema de Procedimentos de Alta Complexidade (SIA/SUS) e Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). A perda do enxerto foi definida como morte ou diálise por mais de três meses. Todos os regimes incluíram corticosteroides. Utilizamos o modelo de riscos proporcionais de Cox para avaliar os fatores associados à progressão para a perda do enxerto. Resultados: No total, 18.333 pacientes foram incluídos; 58,5% usaram tacrolimus + micofenolato, 11,7% ciclosporina + micofenolato, 8,9% tacrolimus + azatioprina, 5,5% ciclosporina + azatioprina e 15,4% receberam outros regimes imunossupressores (sirolimus + micofenolato, everolimus + micofenolato, tacrolimus, micofenolato, ciclosporina, azatioprina). A maioria dos pacientes era do sexo masculino, com idade mediana de 46 anos. Um maior risco de perda do enxerto foi associado ao uso de tacrolimus + micofenolato (HR=1,069; IC 95%, 0,999–1,146), sirolimus + micofenolato (1,395; 1,150 - 1,692), tacrolimus (monoterapia) (1,468; 1,239 - 1,739); micofenolato (monoterapia) (1,297; 1,126 - 1,493), sexo masculino (1,144; 1,072–1,221), um ano adicional de idade (1,010; 1,007–1,013), um período mediano de diálise maior que 38 meses (1,266; 1,182 - 1,356), diagnóstico de diabetes (1,211; 1,071–1,367) e diagnóstico de hipertensão arterial (1,209; 1,134–1,288) como causa primária da doença renal crônica. Conclusões: Entre outros fatores, o uso de micofenolato, tacrolimus, tacrolimus + micofenolato e sirolimus + micofenolato foi associado a pior sobrevida do enxerto. A escolha da terapia medicamentosa é um dos poucos fatores que influenciam a sobrevida e que podem ser diretamente acionados por profissionais de saúde. Portanto, os resultados deste estudo são importantes e devem ser divulgados visando melhores desfechos para os pacientes transplantados e a sustentabilidade do SUS.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Renal transplantation is considered a cost-effective treatment compared to dialysis and represents a significant percentage of public health resources. Post-transplant treatment requires the use of three immunosuppressive drugs. The immunosuppressive regimens consists of a corticosteroid, a calcineurin inhibitor (cyclosporine or tacrolimus) and an antiproliferative agent (azathioprine or mycophenolate mofetil) and also by sirolimus or everolimus. : In Brazil, the Unified Health System (as known as Sistema Único de Saúde - SUS) is responsible for 95% of all kidney transplants performed, as well as ensuring access to immunosuppressive drugs. Therefore, there is a huge and growing economic impact caused by the distribution of these drugs in SUS. We evaluated the factors associated with kidney graft loss in patients who received deceased donor organ and used maintenance immunosuppressive regimens in SUS, in fifteen years. Methods: We analyzed a nationwide cohort of kidney transplant recipients from January 2000 to December 2015 developed through deterministicprobabilistic linkage of SUS administrative databases: Hospital Information System (SIH/SUS); Subsystem for High Complexity Procedures (SIA/ SUS) and the Mortality Information System (SIM). Graft loss was defined as death or dialysis for more than three months. All regimens included corticosteroid. We used Cox proportional hazards model to evaluate the factors associated with progression to graft loss. Results: In total, 18,333 patients were included; 58.5% used tracolimus+ mycophenolate, 11.7% cyclosporine+mycophenolate, 8,9% tacrolimus+azathyoprine, 5.5% cyclosporine+azathyoprine and 15.4% received other immunosuppressive regimens (sirolimus+mycophenolate, everolimus+mycophenolate, tacrolimus, mycophenolate, cyclosporine, azathyoprine). Most patients were male with a median age of 46 years. A higher risk of graft loss was associated with the use of tracolimus+ mycophenolate (HR=1.069; 95% CI, 0.999–1.146), sirolimus+mycophenolate (1,395;1,150 -1,692), tracolimus (monotherapy ) (1,468;1,239 -1,739); mycophenolate (monotherapy) (1,297;1,126 - 1,493), male gender (1.144; 1.072–1.221), an additional year of age (1.010; 1.007–1.013), a median dialysis period greater than 38 months (1,266; 1,182 - 1,356), a diagnosis of diabetes (1.211; 1.071–1.367) and a diagnosis of arterial hypertension (1,209; 1,134– 1,288) as the primary cause of chronic kidney disease. Conclusions: Among other factors, the use of mycophenolate, tacrolimus, tacrolimus+ mycophenolate and sirolimus+ mycophenolate was associated with worse graft survival. The choice of drug therapy is one of the few factors that influence survival amenable to direct action by health professionals. Therefore, the results of this study are important and should be disseminated aiming to better outcomes for kidney transplant patients and the sustainability of SUS.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.