-
Cenários clínicos de tomada de decisão: um método de apoio para avaliação de tecnologias em saúde
- Voltar
Título
Cenários clínicos de tomada de decisão: um método de apoio para avaliação de tecnologias em saúde
Tipo de documento
Vinhetas
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2017
Referência (Vancouver)
Santoro Neto L. Decision Making Clinical Scenarios: A Support Method For Health Technology Assessment. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2017 June 17-21; Rome, Italy. Health Technology Assessment International, HTAi; 2017. p. 337-338. VP033.
Identificador
2017HTAi030
Title
Decision making clinical scenarios: a support method for health technology assessment
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2017
Reference (Vancouver)
Santoro Neto L. Decision Making Clinical Scenarios: A Support Method For Health Technology Assessment. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2017 June 17-21; Rome, Italy. Health Technology Assessment International, HTAi; 2017. p. 337-338. VP033.
Identifier
2017HTAi030
Resumo
Introdução: O método avalia os julgamentos de valor das partes interessadas no processo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), por meio de um novo modelo de pesquisa que aborda cenários clínicos para simular dilemas reais de ATS e apoiar a tomada de decisões. Os cenários são baseados em critérios, como elementos clínicos e epidemiológicos, além de fatores econômicos, sociais e éticos. As decisões das partes interessadas podem induzir impactos estratégicos em diferentes campos da ATS. Acordamos em chamar esse modelo de Cenários Clínicos para Tomada de Decisão (CCTD). Métodos: O modelo de pesquisa é baseado em uma pesquisa exploratória cruzada, por meio de um questionário CCTD aplicado a respondentes das partes interessadas. A primeira pesquisa foi composta por quatro cenários. Os cenários introduzem julgamentos de valor, preferências e escolhas estruturais, em circunstâncias específicas. Os cenários são baseados em trade-offs envolvendo ATS, como impacto orçamentário, fontes de financiamento, elegibilidade dos pacientes, características da tecnologia e epidemiologia da doença. Os pontos de vista das partes interessadas são analisados, através de grupos que representam pagadores, fornecedores, desenvolvedores, pesquisadores, prescritores, reguladores, governo, pacientes e sociedade. Resultados: Os cenários mostraram ser compreensíveis para todos os grupos de partes interessadas. Ao testar o modelo com dilemas hipotéticos por meio de cenários clínicos, os resultados são fortemente influenciados por cada trade-off apresentado. Podemos observar tendências e motivações específicas ao analisar os grupos de partes interessadas separadamente. Os resultados são sempre avaliados e validados por meio de análise estatística. Um total de 193 partes interessadas respondeu à pesquisa. A maioria era do sexo masculino (n= 104; 53,9%) e tinha entre 31 e 40 anos (n= 71; 36,8%). No cenário 1, quase metade dos respondentes (n= 95; 49,2%) optou por não incorporar o novo medicamento e, no cenário 2, uma proporção ainda maior escolheu não incorporar o novo medicamento (n= 112; 58,0%). No cenário 3, a maioria respondeu que não incorporaria o novo tratamento para nenhuma faixa etária (n= 81; 42,0%). No cenário 4, 65% dos respondentes optaram pela alocação preferencial para prevenção, em vez de tratamento (n= 125; 64,8%). Os resultados gerais mostraram uma tendência conservadora, considerando os critérios e trade-offs apresentados. Conclusões: Concluímos que a maioria das partes interessadas não é guiada apenas pelo benefício clínico de uma decisão. Elas valorizam a importância dos mecanismos de financiamento e controle orçamentário, e consideram aspectos econômicos, sociais, éticos, clínicos e epidemiológicos. Este modelo de estudo parece ser útil para avaliar as tendências do comportamento dos tomadores de decisão. Entendemos que o uso de cenários clínicos traz a discussão para o ambiente e a dinâmica do processo de ATS, onde os impactos dos resultados podem ser analisados adequadamente. Este modelo pode ser explorado em pesquisas futuras, utilizando critérios flexíveis para cada cenário desejado, por meio de situações do mundo real. Este modelo pode ser usado para avaliar impactos em temas estratégicos, como alocação orçamentária, políticas de saúde pública e tomada de decisão compartilhada com os pacientes.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The method appraises the stakeholders value judgments in the Health Technology Assessment (HTA) process, through a new model of research that addresses clinical scenarios to simulate real world HTA dilemmas and support decision making. The scenarios are based on criteria, such as clinical and epidemiological elements, and also, economic, social and ethical factors. The stakeholders decisions can induce strategic impacts in different HTA fields. We agreed to call this model Decision Making Clinical Scenarios (DMCS). Methods: The model of research is based on a cross exploratory research, through a DMCS questionnaire applied to stakeholder respondents. The first survey was composed of four scenarios. The scenarios introduce value judgments, preferences and structuring choices, under specific circumstances. The scenarios are based on trade-offs involving HTA, such as budget impact, sources of funding, patients eligibility, technology characteristics and disease epidemiology. The stakeholders points of view are analyzed, through groups that represent payers, suppliers, developers, researchers, prescribers, regulators, government, patients and society. Results: The scenarios have been shown to be understandable for all stakeholders groups. When testing the model with hypothetical dilemmas through clinical scenarios, the results are strongly influenced by each presented trade-off. We can observe specific trends and motivations when analyzing the stakeholders groups separately. The results are always evaluated and validated through statistical analysis. A total of 193 stakeholders answered the survey. The majority were male (n= 104; 53.9 percent) and aged between 31 and 40 years (n= 71; 36.8 percent). In scenario 1, almost half of respondents (n= 95; 49.2 percent opted not to incorporate the new drug and in scenario 2, an even higher proportion chose not to incorporate the new drug (n= 112; 58.0 percent). In scenario 3, most have responded to not incorporate the new treatment for any age group (n= 81; 42.0 percent). In scenario 4, 65 percent of respondents opted for the preferential allocation for prevention, rather than treatment (n = 125; 64.8 percent). Overall results showed a conservative trend, considering the presented criteria and trade-offs. Conclusions: We concluded that most stakeholders are not guided only by the clinical benefit of a decision. They valorize the importance of funding mechanisms and budget control, and consider economic, social, ethical, clinical and epidemiological aspects. This study model seems to be useful to evaluate the trends of decision makers conduct. We understand that the use of clinical scenarios brings the discussion into the enviroment and dynamics of the HTA process, where outcome impacts can be analyzed properly. This model can be explored in further research, using flexible criteria for each desired scenario, through real world situations. This model can be used to evaluate impacts in strategic subjects, as budget allocation, public healthcare policies, and patient-shared decision making.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.