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Dezesseis anos de transplante renal em coorte aberta no Sistema Único de Saúde no Brasil
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Título
Dezesseis anos de transplante renal em coorte aberta no Sistema Único de Saúde no Brasil
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Gomes RM, Barbosa WB, Acurcio FA, Guerra Jr AA. Dezesseis anos de transplante renal em coorte aberta no Sistema Único de Saúde no Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identificador
2023JAFF085
Title
Sixteen Years of Renal Transplantation in an Open Cohort in the Brazilian Unified Health System
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
Gomes RM, Barbosa WB, Acurcio FA, Guerra Jr AA. Dezesseis anos de transplante renal em coorte aberta no Sistema Único de Saúde no Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identifier
2023JAFF085
Resumo
Introdução: O transplante renal é considerado a principal alternativa para pacientes com doença renal em fase avançada, uma vez que possibilita melhor qualidade e expectativa de vida além de ser mais custo-efetivo do que as diálises, o que faz com que a sua importância no cenário mundial seja crescente. O programa nacional de transplante de órgãos no Brasil é considerado o maior programa público de transplantes do mundo e o número de transplantes renais, assim como as taxas de sobrevivência, têm aumentado progressivamente. Diversos fatores de risco influenciam na sobrevivência do enxerto, como características demográficas e clínicas e o regime imunossupressor. Objetivos: Analisar a sobrevivência de pacientes transplantados renais no Brasil entre os anos 2000-2015. Material e Método: Trata-se de uma coorte histórica aberta, de pacientes transplantados renais (doadores vivos ou falecidos) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo território nacional, construída por meio de pareamento determinístico-probabilístico dos seguintes bancos de dados administrativos do SUS: Sistema de Informação Hospitalar do SUS (SIH/SUS), Sistema de Procedimentos de Alta Complexidade, (SIA/SUS) e Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). A probabilidade acumulada de sobrevivência foi estimada pelo método Kaplan-Meier e a diferença entre as curvas foi comparada pelo Teste de Log-Rank. Potenciais fatores associados à perda do enxerto foram avaliados por análises bivariadas e multivariadas. O modelo de Cox foi utilizado para calcular o Hazard-Ratio (HR) considerando o intervalo de confiança a 95%. Resultados: Foram incluídos 47.927 pacientes, sendo 59,7% dos transplantes com órgão proveniente de doador cadáver. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (60,1%) com idade mediana de 42 anos. A análise da sobrevivência da coorte demonstrou taxas de sobrevivência do enxerto renal de 91,2%, 77,0%, 57,5% e 42,1% para um, cinco, dez e 15 anos respectivamente. A análise multivariada revelou que um risco maior de perda do enxerto foi associado ao transplante com órgãos de doador cadáver, anos adicionais de idade, pacientes que se declararam de cor preta, maior período mediano de diálise anterior ao transplante (>38 meses), diagnóstico primário de diabetes mellitus e hipertensão arterial como principal causa de doença renal crônica e regime imunossupressor contendo micofenolato. Discussão e Conclusões: Esta análise retrospectiva de âmbito nacional, apresenta dados epidemiológicos robustos e de relevância para a saúde pública acerca da taxa de sobrevivência e fatores de risco associados à perda do enxerto de pacientes transplantados renais no SUS. Os resultados obtidos possibilitam uma visão do panorama atual do transplante de rim no país, demonstrando efetividade e melhorias progressivas, potencialmente úteis para os gestores na reavaliação de diretrizes e protocolos clínicos, uma vez que entre outras características, o tipo de regime imunossupressor influenciou na sobrevivência do enxerto.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Renal transplantation is considered the primary alternative for patients with advanced kidney disease, offering improved quality of life and life expectancy compared to dialysis. It is also more cost-effective, contributing to its increasing global importance. Brazil's national organ transplant program stands as the world's largest public transplant program, with kidney transplant numbers and survival rates steadily rising. Several risk factors influence graft survival, including demographic and clinical characteristics and the immunosuppressive regimen. Objectives: This study aims to analyze the survival of renal transplant patients in Brazil from 2000 to 2015. Material and Methods: This is an open historical cohort study of kidney transplant recipients (both living and deceased donors) under the Unified Health System (SUS) across Brazil. Data were gathered through deterministic-probabilistic matching of administrative databases from SUS: Hospital Information System (SIH/SUS), High Complexity Procedure System (SIA/SUS), and Mortality Information System (SIM). Cumulative survival probability was estimated using the Kaplan-Meier method, with differences between survival curves assessed using the Log-Rank test. Potential factors associated with graft loss were analyzed through bivariate and multivariate analyses. The Cox proportional hazards model was used to calculate Hazard Ratios (HR) with 95% confidence intervals. Results: The study included 47,927 patients, with 59.7% receiving kidneys from deceased donors. Most patients were male (60.1%) with a median age of 42 years. Cohort survival analysis showed graft survival rates of 91.2%, 77.0%, 57.5%, and 42.1% at one, five, ten, and fifteen years, respectively. Multivariate analysis identified higher risk of graft loss associated with deceased donor transplantation, older age, self-reported black race, longer median dialysis period before transplant (>38 months), primary diagnosis of diabetes mellitus and hypertension as leading causes of chronic kidney disease, and immunosuppressive regimens containing mycophenolate. Discussion and Conclusions: This nationwide retrospective analysis provides robust epidemiological data crucial for public health, detailing graft survival rates and associated risk factors among renal transplant recipients under SUS. These findings offer insights into the current landscape of kidney transplantation in Brazil, highlighting its effectiveness and ongoing improvements. These results could potentially guide policymakers in reevaluating clinical guidelines and protocols, especially regarding the impact of immunosuppressive regimens on graft survival.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.