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Canetas análogas de insulina: reciclagem inovadora e avaliação farmacoecômica.
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Título
Canetas análogas de insulina: reciclagem inovadora e avaliação farmacoecômica.
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Moura PHM, Silva EED, Santos RS, Jesus PC, Santos LMM, Silva DMR, Corcinio MRS, Borges LP. Canetas análogas de insulina: reciclagem inovadora e avaliação farmacoecômica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identificador
2023JAFF081
Title
Analog Insulin Pens: Innovative Recycling and Pharmacoeconomic Evaluation
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
Moura PHM, Silva EED, Santos RS, Jesus PC, Santos LMM, Silva DMR, Corcinio MRS, Borges LP. Canetas análogas de insulina: reciclagem inovadora e avaliação farmacoecômica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identifier
2023JAFF081
Resumo
Introdução: O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta dispositivos de aplicação de insulina para pacientes que convivem com Diabetes Mellitus (DM), através do Centro de Atenção à Saúde (CASE). Contudo, há a carência de educação em diabetes, resultando na utilização errônea do medicamento. Além do gasto para aquisição dos medicamentos, existe também o gasto para descarte do material. Proveniente desta situação, surge o projeto “Insulinadiamor” que visa a reutilização do plástico das canetas de insulina para transformar em caneta esferográfica. Objetivos: Reutilizar as canetas de insulina e avaliar a sua farmacoeconomia, evidenciando a importância da educação em diabetes. Material e Método: O projeto “Insulinadiamor” foi uma pesquisa de campo, realizada de janeiro a dezembro de 2022, com intuito de recolher as canetas de insulina vazias entregues aos pacientes mensalmente no CASE, através do protocolo de devolução. Sendo uma parceria desse órgão, com o Laboratório de Bioquímica Clínica (LABIC), Universidade Federal de Sergipe e a Secretaria de Estado da Justiça. Após a coleta, no LABIC, elas seguem as etapas de triagem: separação por tipo e integridade da caneta, contabilização da quantidade que retorna cheia e vazia (Estudo de farmacoeconomia) e higienização: onde ficam submersas em álcool 70° para desinfecção. Logo após, são levadas ao sistema prisional para as detentas desmontarem a caneta de insulina e montarem a caneta esferográfica. Resultados: O projeto recolheu 24.165 canetas, Glargina (n=13.090), com média mensal de (1.090,8±90.33); Degludeca (n=4.397) com média mensal de (366,4±35,67); Detemir (n=2.808) com média mensal de (1.090,8±27,21); Asparte (n=3.870) com uma média mensal de (322,5±33,86). Contribuindo, então, para uma redução de R$4.887,93 do valor gasto pelo estado com o descarte. Em detrimento da triagem, foi perceptível que 3.541 canetas estavam cheias, correspondendo a 14,65% do total arrecadado. Sendo a insulina Glargina (n=1.900) com média mensal (158,33±14,32); Degludeca (n=1.002), com média mensal de (83,5±5,99); Detemir (n=153), com média mensal de (12,75±4,27); Asparte (n=486), com média mensal de (40,5±6,01). O projeto corrobora ao estado uma redução de R$48.879,20 em virtude da reutilização das canetas. Por meio da farmacovigilância, foi observado um gasto de R$183.488,94 referente ao medicamento que é descartado ainda cheio, devido o seu uso inadequado. Discussão e Conclusões: Os resíduos produzidos no tratamento da DM favorecem gastos públicos desnecessários e sérios danos ambientais quando mal administrados. Assim, é necessário promover mudanças comportamentais e sustentáveis nas relações de consumo e geração de resíduos entre gestores e os usuários do SUS. É essencial implementar consultórios farmacêuticos para que o paciente tenha educação em DM, instigando o uso correto e racional dos medicamentos. Por outro lado, projetos como o “insulinadiamor” são extremamente indispensáveis, pois possuem vertente social, ambiental e possibilitam a ressocialização.
Palavras-chave
Canetas esferográficas | Educação em Diabetes | Farmacoeconomia | Insulina | Reutilização
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The Brazilian Unified Health System (SUS) provides insulin delivery devices to patients with Diabetes Mellitus (DM) through the Health Care Center (CASE). However, there is a lack of diabetes education, resulting in misuse of medication. In addition to the cost of acquiring medications, there is also a significant expense for disposing of medical waste. Out of this situation, the "Insulinadiamor" project emerged, aiming to repurpose insulin pen plastics into ballpoint pens. Objectives: The goals are to reuse insulin pens and evaluate their pharmacoeconomics, highlighting the importance of diabetes education. Material and Methods: The "Insulinadiamor" project conducted field research from January to December 2022, focusing on collecting empty insulin pens returned monthly by patients at CASE, following a specific return protocol. This initiative was a collaboration between CASE, the Clinical Biochemistry Laboratory (LABIC) at the Federal University of Sergipe, and the State Department of Justice. After collection, the pens underwent the following steps at LABIC: sorting by type and condition (full or empty pens), quantifying the returned amounts (pharmacoeconomic study), and sanitizing by immersion in 70% alcohol for disinfection. Subsequently, the pens were sent to a prison where female inmates disassembled the insulin pens and assembled them into ballpoint pens. Results: Throughout the project, 24,165 insulin pens were collected, categorized as follows: Glargine (n=13,090) with a monthly average of (1,090.8±90.33); Degludeca (n=4,397) with a monthly average of (366.4±35.67); Detemir (n=2,808) with a monthly average of (1,090.8±27.21); and Aspart (n=3,870) with a monthly average of (322.5±33.86). This effort contributed to a reduction of R$4,887.93 in state expenditures for disposal. During sorting, it was observed that 3,541 pens were returned full, accounting for 14.65% of the total collected: Glargine (n=1,900) with a monthly average of (158.33±14.32); Degludeca (n=1,002) with a monthly average of (83.5±5.99); Detemir (n=153) with a monthly average of (12.75±4.27); and Aspart (n=486) with a monthly average of (40.5±6.01). The project resulted in a saving of R$48,879.20 through the reuse of these pens. Pharmacovigilance revealed that R$183,488.94 was spent on medication that was discarded while still full due to inappropriate usage. Discussion and Conclusions: Waste generated in DM treatment leads to unnecessary public expenditures and serious environmental damage if mismanaged. Behavioral and sustainable changes are necessary among both health care providers and SUS users to improve waste management practices. Implementing pharmaceutical consultations is essential to educate patients about DM, encouraging correct and rational medication use. Projects like "Insulinadiamor" are invaluable as they have social and environmental benefits, as well as promoting rehabilitation among inmates.
Keywords
Ballpoint Pens | Diabetes Education | Insulin | Pharmacoeconomics | Reuse
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.