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Suspeita de eventos adversos relacionados ao uso da Gabapentina e a Morfina para dor forte: características, impacto e desfecho das notificações
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Título
Suspeita de eventos adversos relacionados ao uso da Gabapentina e a Morfina para dor forte: características, impacto e desfecho das notificações
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Cançado VOL, Capucho HC. Suspeita de eventos adversos relacionados ao uso da Gabapentina e a Morfina para dor forte: características, impacto e desfecho das notificações. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identificador
2023JAFF070
Title
Suspected Adverse Events Related to Gabapentin and Morphine Use for Severe Pain: Characteristics, Impact, and Outcome of Notifications
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
Cançado VOL, Capucho HC. Suspeita de eventos adversos relacionados ao uso da Gabapentina e a Morfina para dor forte: características, impacto e desfecho das notificações. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identifier
2023JAFF070
Resumo
Introdução: Analgésicos opióides e não opióides constituem a base principal no tratamento da dor. Antidepressivos, anticonvulsivantes e outros fármacos podem ser usados para dor crônica ou neuropática e são tratamentos de primeira linha em algumas condições. Devido aos efeitos de adição dos opioides, existem receios quanto à sua utilização para tratamento da dor. Objetivos: Descrever as notificações relacionadas aos opióides Morfina e Gabapentina encaminhadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil e comparar o uso deles para dor forte. Material e Método: Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo, que utilizou dados públicos do Painel de Farmacovigilância da ANVISA, disponível no site da Agência, sobre notificações no período de 01/03/2019 a 03/04/23. Resultados: Para o medicamento morfina apresentaram 1.730 notificações sobre suspeita de evento adverso, destas, 1.500 (86%) notificações foram realizadas por serviços de saúde e 219 delas (13%) foram realizadas pelo próprio usuário. Todas as notificações foram encaminhadas à ANVISA pela empresa fabricante. Quanto às características dos pacientes, 63% (n=1090) eram do sexo feminino (n=587) e tinham entre 18 a 44 anos. Evidenciamos que nas 1.730 notificações foram relatados EAM, sendo 17% (n=300) considerados pelo notificador como graves, sendo 162, com efeito, clinicamente significativos, 81 hospitalização ou prolongamento de hospitalização, 76 ameaças a vida e 14 óbitos. Nos dados pesquisados, observamos que o notificador informou o desfecho, sendo 1090 (63%) recuperados e em 1,63% (n=29) não tiveram recuperação. Ao averiguar as notificações para Gabapentina, foram registradas no VigiMed 106 notificações no período analisado, destas, 74 (69%) foram realizadas por serviços de saúde e 12 (11%) pelo próprio usuário. Todas foram encaminhadas à ANVISA pela empresa fabricante. Quanto às características dos pacientes, 61% (n=65) eram do sexo feminino e 38 % tinham entre 45 -64 anos. Nas 106 notificações foram relatados EAM, sendo 33% (n=36) foram considerados pelo notificador como graves, sendo 26, com efeito, clinicamente significativo, 11 hospitalização ou prolongamento de hospitalização, 3 ameaças à vida e 2 óbitos. O notificador informou o desfecho, sendo 54 (51%) recuperado e em 16,3% (n=18) não teve recuperação. Discussão e Conclusões: Reconhecida como ciência, a Farmacovigilância dos produtos aprovados pela ANVISA é fundamental para monitorar os efeitos dos medicamentos na população brasileira, entretanto, para avaliar e comparar os EAM da Morfina x gabapentina para dor forte é necessário qualificar as notificações, o que deve ser feito pela empresa antes de enviar a informação à Agência. Além disto, apesar das notificações de morfina serem proporcionalmente maiores em número devido aos efeitos esperados da utilização de opióides, as notificações de gabapentina apresentam % maiores quando comparadas com a morfina, sendo 16,3% não teve recuperação quando observado o desfecho dos EAM da gabapentina.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Opioid and non-opioid analgesics constitute the primary treatment for pain management. Antidepressants, anticonvulsants, and other medications may also be used for chronic or neuropathic pain and are first-line treatments for some conditions. Due to concerns about the addictive potential of opioids, there is apprehension surrounding their use in pain management. Objectives: This study aims to describe adverse event notifications related to opioids Morphine and Gabapentin reported to Brazil's National Health Surveillance Agency (ANVISA) and to compare their use for severe pain. Materials and Methods: This is a descriptive, quantitative study utilizing public data from ANVISA's Pharmacovigilance Dashboard, available on the Agency's website, covering notifications from March 1, 2019, to April 3, 2023. Results: For Morphine, there were 1,730 notifications of suspected adverse events, with 86% (1,500 notifications) reported by healthcare services and 13% (219 notifications) reported by users themselves. All notifications were forwarded to ANVISA by the manufacturer. Regarding patient characteristics, 63% (n=1,090) were female, and the majority (587) were aged 18 to 44 years. Among the 1,730 notifications, 17% (n=300) were classified as serious by the notifier, including 162 clinically significant effects, 81 hospitalizations or prolonged hospital stays, 76 life-threatening events, and 14 deaths. Outcomes were reported for 63% (1,090) as recovered and for 1.63% (n=29) as not recovered. For Gabapentin, there were 106 notifications recorded in Vigimed during the analyzed period, with 69% (74 notifications) reported by healthcare services and 11% (12 notifications) by users themselves. All notifications were sent to ANVISA by the manufacturer. Patient characteristics indicated that 61% (n=65) were female, and 38% were aged 45 to 64 years. Among the 106 notifications, 33% (n=36) were classified as serious by the notifier, including 26 clinically significant effects, 11 hospitalizations or prolonged hospital stays, 3 life-threatening events, and 2 deaths. Outcomes were reported for 51% (54) as recovered and for 16.3% (n=18) as not recovered. Discussion and Conclusions: Pharmacovigilance of ANVISA-approved products is crucial for monitoring medication effects in the Brazilian population. However, to evaluate and compare adverse events of Morphine versus Gabapentin for severe pain, it is essential to ensure the quality of notifications submitted by manufacturers to the Agency. Despite Morphine notifications being proportionally higher due to the expected effects of opioid use, Gabapentin notifications show a higher percentage of non-recovery outcomes (16.3%) compared to Morphine.
Keywords
Gabapentin | Morphine | Pain
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.