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Mapeamento de medicamentos isentos de prescrição no Brasil: uma análise comparativa das evidências
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Título
Mapeamento de medicamentos isentos de prescrição no Brasil: uma análise comparativa das evidências
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Laismann NA, Calado GP, Barbosa APO, Lima RF, Santana RS. Mapeamento de medicamentos isentos de prescrição no Brasil: uma análise comparativa das evidências. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identificador
2023JAFF037
Title
Mapping Over-the-Counter Medications in Brazil: A Comparative Analysis of the Evidence
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
Laismann NA, Calado GP, Barbosa APO, Lima RF, Santana RS. Mapeamento de medicamentos isentos de prescrição no Brasil: uma análise comparativa das evidências. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identifier
2023JAFF037
Resumo
Introdução: Os Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) podem ser adquiridos sem exigência de prescrição. A Organização Mundial da Saúde destaca que o uso de MIPs promove a capacidade de autocuidado, reconhecendo o indivíduo como agente ativo no gerenciamento de sua própria saúde. A automedicação com MIPs está se tornado cada vez mais comum, sendo essencial a atuação do farmacêutico na prática do uso racional de medicamentos na indicação e prescrição de MIPs. Objetivo: Analisar o perfil farmacológico, grau de risco, nível de evidência e força de recomendação dos MIPs registrados no Brasil. Material e Método: Analisou-se os MIPs que constam no rol da Instrução Normativa nº 120/2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em três etapas: I) Análise do perfil farmacológico e de uso: coleta de informações sobre os medicamentos por meio de bulas do repositório da ANVISA e na base Micromedex®, II) Análise do nível de evidência e força de recomendação: verificada a partir dos dados do Micromedex® e reclassificadas segundo o método Grading of Recommendations Assessment Development and Evaluation (GRADE), III) Análise do grau de risco dos medicamentos: considerando o uso em pediatria, gravidez e lactação. Resultados: Foram identificados 188 diferentes fármacos entre os MIPs, somando-se um total de 376 apresentações. Os grupos Trato Alimentar e Metabolismo e Respiratório tiveram o maior número de fármacos disponíveis (19%). Em relação à disponibilidade de MIPs no Sistema Único de Saúde, apenas 10% estão listados na Relação Nacional de Medicamentos, nos quais os grupos Dermatológico e Sistema Nervoso possuem 4 fármacos disponíveis em cada classificação. Quanto ao nível de evidência, 61% dos fármacos foram classificados como alto/moderado e 39% como baixo/ muito baixo/sem evidência. O grupo com maior percentual de evidência alto/moderado foi o Respiratório. Em relação à força de recomendação, 45% dos MIPs possuem recomendações fortes para as indicações clínicas propostas, com destaque ao grupo Digestivo. Considerando o grau de risco dos medicamentos, 23% dos MIPs possuem restrições de faixa etária, enquanto 14% não dispõem de evidências de idade mínima, indicando uma lacuna de estudos nessa população. Na gravidez, apenas 3% dos MIPs foram considerados seguros, enquanto 55% apresentaram risco fetal, sugerindo a necessidade de uso criterioso. Na fase da lactação, somente 11% dos MIPs são considerados seguros e 47% apresentam uso criterioso. Discussão e Conclusões: A ampla disponibilidade de MIPs desempenha um importante papel ao possibilitar o acesso mais fácil e direto a uma variedade de condições de saúde, como cefaleia, azia, resfriado e outras demandas de problemas autolimitados. Embora se acredite que o uso de medicamentos de venda livre seja relativamente seguro, o uso inadequado pode acarretar sérias implicações. Os sistemas de avaliação da qualidade da evidência são importantes fontes para informar o grau de confiança, fornecendo subsídio científico para tomada de decisão clínica. Embora haja uma considerável quantidade de fármacos com qualidade de evidência mais baixa, é necessário reconhecer as limitações existentes. Para auxiliar no diagnóstico mais preciso, a avaliação de medicamentos com baixa qualidade de evidência não deve ser conduzida de maneira isolada. Quanto aos graus de risco, persistem obstáculos éticos, legais e de segurança que permeiam a pesquisa científica, especialmente nos contextos da pediatria, gravidez e lactação. É comum o uso off-label de medicamentos devido à falta de informações apropriadas de rotulagem, uma vez que muitos medicamentos clinicamente aprovados carecem dessa orientação específica. Mais da metade dos MIPs apresentam um nível de evidência considerável, no entanto, é fundamental que se tenha cautela quanto aos possíveis riscos que esses medicamentos podem provocar, principalmente em populações especiais. Embora a literatura apresente carência de informações, entende[1]se que a prática da saúde baseada em evidências contribui para uma tomada de decisão mais acertada quanto à prescrição de MIPs, destacando o papel do farmacêutico no processo de orientação da melhor escolha terapêutica e contribuindo para a redução dos riscos associados ao uso indevido de medicamentos.
Palavras-chave
Medicamentos Isentos de Prescrição | Método GRADE | Problemas autolimitados | saúde baseada em evidências
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Over-the-counter medications (OTCs) can be obtained without a prescription, empowering individuals to take an active role in managing their own health, as emphasized by the World Health Organization. The increasing prevalence of self-medication with OTCs underscores the crucial role of pharmacists in ensuring rational medication use and appropriate recommendations for OTCs. Objective: This study aims to analyze the pharmacological profile, risk level, level of evidence, and strength of recommendation of OTC medications registered in Brazil. Materials and Methods: The analysis focused on OTC medications listed in the Instruction Normative No. 120/2022 of the Brazilian Health Regulatory Agency (ANVISA) through three main steps: I) Pharmacological and usage profile analysis: Information was collected from package inserts available on the ANVISA repository and Micromedex® database. II) Level of evidence and strength of recommendation analysis: Data from Micromedex® were used, and classifications were reassessed using the Grading of Recommendations Assessment Development and Evaluation (GRADE) method. III) Risk level analysis: Considerations were made for pediatric use, pregnancy, and lactation. Results: A total of 188 different drugs were identified among OTCs, totaling 376 presentations. The largest number of drugs belonged to the Gastrointestinal and Respiratory therapeutic groups (19%). Only 10% of these OTCs are included in the National List of Essential Medicines, with Dermatological and Nervous System groups having 4 drugs each. Regarding evidence level, 61% of drugs were classified as high/moderate, and 39% as low/very low/no evidence. The Respiratory group had the highest percentage of high/moderate evidence. Concerning recommendation strength, 45% of OTCs had strong recommendations for clinical indications, particularly in the Digestive group. Regarding risk level, 23% of OTCs had age-related restrictions, while 14% lacked minimum age evidence, indicating a gap in studies for this population. In pregnancy, only 3% of OTCs were considered safe, with 55% posing fetal risk. During lactation, 11% were deemed safe, while 47% required cautious use. Discussion and Conclusions: OTC availability plays a crucial role in providing direct access to a variety of health conditions such as headache, heartburn, and colds, among others. However, improper use can lead to serious implications. Quality evidence evaluation systems are vital for informing confidence levels and providing scientific support for clinical decision-making. While many OTCs have lower-quality evidence, these limitations must be recognized. Off-label use of medications is common due to inadequate labeling information, which often lacks specific guidance even for clinically approved drugs. While over half of OTCs show considerable evidence, caution is warranted due to potential risks, especially in special populations. Evidence-based healthcare practices contribute to informed decision-making in OTC prescribing, highlighting the pharmacist's role in guiding optimal therapeutic choices and reducing risks associated with improper medication use.
Keywords
evidence-based health | GRADE method | Over-the-counter medications | Self-limiting conditions
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.