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Estudo etnofarmacológico e fitoquímico da polpa do fruto de Morinda citrifolia linnaeus, em Nampula – Moçambique
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Título
Estudo etnofarmacológico e fitoquímico da polpa do fruto de Morinda citrifolia linnaeus, em Nampula – Moçambique
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Mualeite CB, Kiza A, Saavedra PA, Beca LSDB. Estudo etnofarmacológico e fitoquímico da polpa do fruto de Morinda citrifolia linnaeus, em Nampula – Moçambique. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identificador
2023JAFF029
Title
Ethnopharmacological and Phytochemical Study of the Fruit Pulp of Morinda citrifolia Linnaeus in Nampula, Mozambique
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
Mualeite CB, Kiza A, Saavedra PA, Beca LSDB. Estudo etnofarmacológico e fitoquímico da polpa do fruto de Morinda citrifolia linnaeus, em Nampula – Moçambique. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identifier
2023JAFF029
Resumo
Introdução: Nos países em desenvolvimento, a maioria da população não tem acesso ao atendimento primário de saúde, constituindo o uso das plantas medicinais a principal forma de tratamento. O conhecimento da etnofarmacologia, a sua abordagem holística e sistêmica apoiada por uma base experiencial podem servir como o instrumento para a validação dos tratamentos tradicionais. Objetivo: Realizar um estudo etnofarmacológico e fitoquímico da polpa do fruto de Morinda citrifolia L. Material e Método: Foram realizadas entrevistas semiestruturadas por amostragem não probabilística de bola de neve a 6 vendedores de plantas medicinais da Cidade de Nampula (Norte de Moçambique), nos meses de fevereiro e março de 2023, abordando-se o nome local da planta, os locais da colheita, a parte mais usada na preparação, a finalidade terapêutica, as formas de preparo, e a posologia. Estes dados foram transcritos e interpretados qualitativamente. Para a análise fitoquímica foram colhidos 100 frutos de Morinda citrifolia L. no estádio de maturação verde em uma propriedade localizada no Bairro de Carrupeia (Cidade de Nampula) em fevereiro de 2023 e acondicionados em uma bacia plástica durante três dias aguardando[1]se pelo amadurecimento. Fez-se o despolpamento in natura pela técnica de esmagamento, e foi produzido um extrato alcoólico pela maceração em etanol a 96% durante 72 horas. Os testes qualitativos de espuma, de Libermann Buchard e de cloreto férrico foram feitos para a identificação de saponinas, triterpenos e esteroides, e flavonóides e taninos respectivamente. O estudo foi aprovado pela Comissão Científica do curso de Farmácia da Universidade Lúrio. Resultados: Localmente a planta é conhecida como árvore do noni. Os entrevistados referiram que adquiriram o conhecimento com os seus familiares “(…) o meu pai lá na zona é médico tradicional, e ele é que me explicou sobre essas plantas, sobre como utilizar para curar doenças (…).” Os vendedores apontam o fruto como sendo a parte mais usada da planta, e que têm adquirido o material vegetal no próprio quintal. “(…) “Na minha casa eu plantei e costumo colher lá mesmo (…).” As doenças mais citadas pelos entrevistados como podendo ser tratadas pelo noni foram as que afetam os aparelhos digestivo, respiratório e cardíaco. A comunidade faz o uso do sumo do noni in natura administrando entre uma chávena de chá do sumo 1 vez por dia até a melhora dos sintomas, e 1 chávena de chá do sumo três vezes por dia durante 1 mês. Os metabólitos secundários identificados laboratorialmente foram os triterpenoides, saponinas, flavonoides e taninos em ambas as amostras (no extrato bruto in natura e no extrato alcoólico), com a exceção de esteroides no extrato alcoólico. Discussão e Conclusões: O estudo contribuiu para o registo do conhecimento e das formas tradicionais de utilização da Morinda citrifolia L na Cidade de Nampula (Norte de Moçambique). A comprovação laboratorial da presença de metabólitos secundários pode validar as propriedades terapêuticas da planta, entretanto estudos adicionais são necessários.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: In developing countries, a significant portion of the population lacks access to primary healthcare services, leading many to rely on medicinal plants as their primary form of treatment. Ethnopharmacology, with its holistic and systematic approach supported by experiential knowledge, serves as a tool for validating traditional treatments. Objective: This study aimed to conduct an ethnopharmacological and phytochemical study of the pulp of the fruit of Morinda citrifolia L. Material and Method: Semi-structured interviews were conducted with 6 medicinal plant vendors in the city of Nampula (Northern Mozambique) using snowball sampling method, during February and March 2023. The interviews covered the local name of the plant, harvesting locations, the most used part for preparation, therapeutic purposes, preparation methods, and dosage. These qualitative data were transcribed and interpreted. For phytochemical analysis, 100 fruits of Morinda citrifolia L. were harvested at the green maturity stage from a property in Carrupeia neighborhood (Nampula City) in February 2023. The fruits were left to ripen naturally in a plastic basin for three days. Fresh pulp extraction was performed by crushing, and an alcoholic extract was produced by maceration in 96% ethanol for 72 hours. Qualitative tests including foam, Libermann Buchard, and ferric chloride tests were conducted to identify saponins, triterpenes, steroids, flavonoids, and tannins, respectively. The study was approved by the Scientific Committee of the Pharmacy course at Universidade Lúrio. Results: Locally, the plant is known as the "noni tree." Interviewees mentioned acquiring their knowledge from family members, with one stating, "(...) my father is a traditional healer in our area, and he taught me about these plants and how to use them to cure diseases (...)." Vendors indicated that the fruit is the most commonly used part of the plant, often harvested from their own gardens, as mentioned by one participant, "(...) I planted it at my house and usually harvest it from there (...)." Diseases commonly treated with noni according to the interviewees included those affecting the digestive, respiratory, and cardiac systems. The community typically uses fresh noni juice, administering one cup of juice once daily until symptoms improve, or one cup three times daily for one month. Laboratory analysis confirmed the presence of secondary metabolites including triterpenoids, saponins, flavonoids, and tannins in both the crude natural extract and the alcoholic extract, with the exception of steroids in the alcoholic extract. Discussion and Conclusions: This study contributes to documenting the traditional knowledge and usage practices of Morinda citrifolia L. in Nampula City, Northern Mozambique. Laboratory confirmation of secondary metabolites supports the therapeutic properties attributed to the plant; however, further studies are warranted to explore its full potential and safety profile.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.