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Relação entre Polifarmácia e características sociodemográficas e clínicas em Nonagenários e Centenários
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Título
Relação entre Polifarmácia e características sociodemográficas e clínicas em Nonagenários e Centenários
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Rubert VM, Silva FM, Soares RGL, Velho IK, Werlang MC, Bós AJG. Relação entre Polifarmácia e características sociodemográficas e clínicas em Nonagenários e Centenários. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF117
Title
Relationship between Polypharmacy and Sociodemographic and Clinical Characteristics in Nonagenarians and Centenarians
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Rubert VM, Silva FM, Soares RGL, Velho IK, Werlang MC, Bós AJG. Relação entre Polifarmácia e características sociodemográficas e clínicas em Nonagenários e Centenários. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF117
Resumo
Introdução: Os nonagenários e centenários apresentam multimorbidades necessitando, frequentemente, de 5 ou mais medicamentos (polifarmácia). Poucos estudos abordam a relação entre polifarmácia e as características sociodemográficas e clínicas em nonagenários e centenários. Objetivo: Estudar a relação entre polifarmácia e as características sociodemográficas e clínicas entre os nonagenários e centenários. Métodos: Análise da avaliação domiciliar (junho a novembro de 2016) de estudo descritivo, transversal com nonagenários e centenários aleatoriamente identificados em Porto Alegre, RS. Analisados os dados sociodemográficos e clínicos entre os grupos em (EP) e sem polifarmácia (SP) testados pelo Qui-quadrado (distribuição) e pelo t-Student (médias). O projeto foi aprovado e registrado no CAAE: 55906216.0.0000.5336. Dados analisados pelo Epi Info (7,4), p<0,05 foi significativo. Resultados: Foram avaliados 243 participantes, 163 (67%) eram EP, o mesmo percentual entre homens e mulheres (p=0,983), a média de idade entre os grupos foi semelhante (92 anos, p=0,597), A faixa etária com maior percentual de participantes EP foi os centenários (71%, p=0,864), a escolaridade média foi maior nos SP (6,4±4,18 anos de estudo) contra 5,9±4,58 anos para EP (p=0,237). Participantes residindo com cuidador (80%) ou familiar (68%) apresentaram percentuais maiores de EP que os que moravam sozinhos (54%, p=0,107). A autopercepção de visão não boa apresentou o maior percentual de EP (74%), sendo a relação significativa entre os grupos (p=0,091). Na relação entre polifarmácia e comorbidades, constatouse frequência elevada de EP entre os cardiopatas (78%, p=0,001), condições gástricas (77%, p=0,023), ansiedade (80%, p=0,041), condições respiratórias (83%, p=0,014), artropatia (77%, p=0,010), tireoidopatia (82%, p=0,025). Conclusão: Este trabalho oportunizou um olhar inédito sobre a polifarmácia entre nonagenários e centenários. Os fatores socioeconômicos mais importantes foram arranjo familiar e escolaridade. Viver sozinho e ter maior escolaridade foram protetores. Características clínicas foram significativas, destacando comorbidades que, nessa faixa etária, podem ser causa ou efeito da polifarmácia. Os resultados são relevantes para o conhecimento sobre a segurança do uso de medicamentos nessa faixa etária.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Nonagenarians and centenarians often present with multiple chronic conditions, frequently requiring 5 or more medications (polypharmacy). Few studies address the relationship between polypharmacy and sociodemographic and clinical characteristics in nonagenarians and centenarians. Objective: To study the relationship between polypharmacy and sociodemographic and clinical characteristics among nonagenarians and centenarians. Methods: Analysis of home assessments (June to November 2016) from a descriptive, cross-sectional study with randomly identified nonagenarians and centenarians in Porto Alegre, RS. Sociodemographic and clinical data were analyzed between groups with polypharmacy (PP) and without polypharmacy (WP) tested by Chi-square (distribution) and t-Student (means). The project was approved and registered under CAAE: 55906216.0.0000.5336. Data were analyzed using Epi Info (7.4), with p<0.05 considered significant. Results: 243 participants were evaluated, with 163 (67%) classified as PP, with the same percentage between men and women (p=0.983). The mean age between groups was similar (92 years, p=0.597). The age group with the highest percentage of PP participants was centenarians (71%, p=0.864). Mean education level was higher in WP (6.4±4.18 years of study) compared to PP (5.9±4.58 years, p=0.237). Participants living with a caregiver (80%) or family member (68%) had higher percentages of PP compared to those living alone (54%, p=0.107). Self-perception of poor vision showed the highest percentage of PP (74%), with a significant relationship between groups (p=0.091). Regarding the relationship between polypharmacy and comorbidities, a high frequency of PP was observed among participants with cardiovascular disease (78%, p=0.001), gastrointestinal conditions (77%, p=0.023), anxiety (80%, p=0.041), respiratory conditions (83%, p=0.014), joint disorders (77%, p=0.010), and thyroid disorders (82%, p=0.025). Conclusion: This study provided a novel perspective on polypharmacy among nonagenarians and centenarians. The most important socioeconomic factors were family arrangement and education level. Living alone and having higher education were protective factors. Clinical characteristics were significant, highlighting comorbidities that in this age group could be either a cause or effect of polypharmacy. These results are relevant for understanding the safety of medication use in this age group.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.